segunda-feira, 13 de março de 2017

Virou.



Miga... Oi!

Não escreverei uma longa carta porquê eu tenho outras coisas pra escrever ainda hoje, mas gostaria de te informar que EU ESTOU BEM!

Faz um tempo que não me sinto bem assim. 2015 realmente foi um ano complicadíssimo em que eu estava muito perdido. Foi louco! Mas ai o ano virou e algo aconteceu. Foi instantâneo... 2016 começou cheios de novas propostas e ideias, e eu me encontrei no centro de algo bastante promissor. Vou tentar te contar as coisas que aconteceram.

Eu morava com Oscar em 2015, a gente teve uma treta imensa por causa da minha depressão, nossa amizade estava abaladissima e minha saúde não estava fazendo bem a saúde dele. O ano virou e sem nem passar muito tempo a gente estava bem e decidido a mudar a vida. Oscar estava de paquera com uma menina de fortaleza e estava pensando em se mudar pra lá. Veio falar comigo e eu dei a maior força. E me perguntou: Mas e você?. Eu lhe respondi: Eu vou viver minha vida. Parei de fumar, isso ainda foi em 2015. Outubro do 2015... Mas ainda não tinha deixado de beber. Oscar se mudou pra fortaleza e eu voltei pra casa de mainha. Menos de um mês depois, eu, ítalo e Jorge, arranjamos uma casa pra dividir. A casa era foda demais. Grande pra caralho, piscina, sauna... Dois mil conto de aluguel. A gente dividia a casa com o studio de gravação. As coisas começaram a andar pra mim por ai. No carnaval eu já tava muito de boassa. Andava meio triste, porquê tava querendo voltar com um ex que não tava nem ai pra mim, mas eu estava determinado a continuar tentando. Eu e Jonta nos juntamos pra fazer um programa e  "Mais um Ordinário Show" é um bebê do qual eu sinto um puta orgulho hoje em dia. Nesse meio tempo, eu também estava escrevendo um livro de poesias aleatórias que não fazem o menor sentido e eu pensei: Eu vou lançar um livro com essa merda. Bem, o livro está na editora sendo corrigido e preparado para impressão. O nome é "Memes, Mimos e Mimimis" e eu to bem feliz com o resultado também. Em 17 de Março de 2016, já vai fazer um ano isso, eu me esbarrei no sorriso mais bonito que já vi na minha vida enquanto trajava o meu sobretudo azul-marinho. Joaquim apareceu do nada enquanto eu batalhava comigo mesmo esquecer ou reconquistar meu ex. Lindo, 20 anos, fã de Dragqueen, kpop e cinema clássico de terror, virou meu namorado dia 15 de Maio de 2015 e tamo junto e tamo de boas. A cada abraço que ele me dá eu fico: Velhooo, que pessoa maravilhosa. (Dei uma risadinha apaixonada aqui). Nem tudo foi fácil. A produtora era muito desorganizada e deu muita treta nisso. Acabou que ninguém guentou e tivemos que sair da casa. Voltei pra casa de mainha em setembro, eu acho, e foi meio barra pra ela se acostumar com as visitas frequentes de Joaquim. A gente quase não sei de casa pq o gostoso é ficar nu na cama vendo filmes. Voltei pra terapia por um tempo, mas depois deixei de ir por falta de grana, mas as ideias estão de boas também. O Joaquim me questionou coisas que eu já tinha abandonado faz tempo como o teatro, a carteira de motorista, a universidade e trabalho, é claro. As coisas foram acontecendo a favor dessas questões ai. Voltei a trabalhar no Yázigi como Social Mídia. Ganho pouco, mas adoro o que faço. Tentei ENEM, que não deu em nada (ainda). Carteira de motorista, ok! E tô voltando com o teatro aos poucos também. A ideia é montar um espetáculo meu no próximo semestre, mas pra esse, estou ensaiando um peça bobinha com umas professora de português. As coisas estão indo bem e os planos são bons. Muitas pessoas do passado estão aparecendo e eu estou achando isso legal, apesar de não me considerar apto ainda a encarar essas coisas com tanta proximidade. 2016 foi ótimo e 2017 está sendo muito bacana. Tenho muita coisa pra fazer ainda. E continuo bebendo, o que é massa, mas não tanto pra achar que sou alcoólatra. Nem grana eu tenho pra sair comprando cerveja assim. Tô usando aparelho e óculos, que é um puta charme a mais e é isso. Por favor, desvincule a imagem de um ser triste de mim, pq faz muito tempo que não tenho estado triste e isso é foda.

Eu espero que você esteja bem, Bia.
Sinto como se estivesse te escrevendo do outro lado do Pacifico, e talvez eu esteja mesmo, mas nossa distancia, hoje, não está mais em tempo ou espaço. Estamos em dimensões diferentes, mas qualquer dia desses um de nós vai queimar um sol só pra poder dizer "te amo".

Beijos.

Ravi Aynore

Arrocha Tchê.