domingo, 11 de julho de 2010

...

Melhor Que Dois.


Um.

Estava em um sono tranqüilo, sonhando coisas aleatórias quando o telefone começou a tocar. Não quis atender de primeira, abriu os olhos e, pela janela, reparou se já era dia. Não era! Voltou a fechar os olhos e sonhar coisas aleatórias. O telefone celular parara de tocar, interpretou como parte do seu sonho, mesmo sabendo que era real. Mais uma vez o telefone volta a tocar irritantemente. Sabia que a pessoa que o ligava não iria desistir. Sonolento tateou o baú da cama e achou o celular, atendeu sem nem olhar que era.
- Alô.
- Você é foda, ne, Pedro? – Lhe falou a voz irritada do outro lado da linha.
- Hã?
- Falei com o Wesley agora. Ele me disse que vocês ficaram. Qual é o seu problema, em, Pedro? Você nunca consegue manter uma promessa?
- Vine? – Perguntou Pedro tentando se mostrar disposto.
- É, Pedro, é. – Rolou uns dois eternos segundos de silencio, até que Vinicius voltou a falar. – Doido, vá se arrombar, velho. Ou ao menos acorde pra eu poder te xingar direito.
Pedro notou que Vinicius não tinha te ligado no meio da madrugada para lhe passar um trote ou qualquer outra brincadeira sem importância, ele estava falando serio.
- Vine, velho. Diga ai, vá. O que foi? Que bad foi essa? – Tentou parecer compreensivo.
- Doido, a gente não tinha combinado de não ficarmos com nossos ex-namorados? Eu achei que tinha combinado, mas você sempre acha diferente, né?
- Você é meu ex-namorado e a gente fica. – Achou que se desse à conversa um pouco de humor o clima ficaria menos tenso.
- Pedro, velho. Deixe de ser idiota, você sabe do que eu to falando. Porra, velho. Pra que você foi ficar com o Wesley?
- Doido, eu não fiquei com Wesley. Quem diabos te contou isso?
- Ele mesmo, Pedro. Ele me contou agora no MSN. Disse que vocês saíram ontem, que foram pro Fantasia e que transaram gostoso o resto da noite toda.
- Transar? Eu nem lembro qual foi a ultima vez que eu fiz sexo. Foi... Foi... Foi com você, não foi? Você sabe quanto tempo faz.
- Duas semanas, Pedro. E se eu tenho conheço isso é muito tempo pra você ficar sem...
- Então...
- Eu acho muito estranho Wesley ter inventado essa historia do nada. Pra que diabo ele iria querer me dizer isso se não fosse verdade?
- Você deve ter entendido errado, sei lá.
- Porra, Pedro! Eu não entendi errado porra nem uma. Ele disse que vocês ficaram e foderam gostoso a noite toda. Foi isso que ele disse, foi isso que eu entendi.
- Certeza?
- Vá tomar no cu, doido. Eu não acredito que você transou com Wesley, velho. Que merda, Pedro. Você tinha prometido...
- Doido, tenha calma. Eu não to te dizendo que eu não fiquei com seu ninguém. Custa acreditar em mim, peste? E você sabe como seu ex-namoradinho é. Certeza que ele deve ter descoberto que você ta ficando comigo outra vez e inventou isso só pra te atazanar. Se ligue, Vine. Por mais que não pareça, acho que sou o seu único ex-namorado que não quer esculhambar com você.
- Mas o que foi que teve naquela noite.
- Eu fui pro Fantasia e ele tava lá, bêbado já. A gente bebeu junto. Ele sempre foi brother da galera. Lá pras tantas, ele bêbado tentou me beijar, mas foi coisa do álcool, depois ele pediu desculpas. Quando tava quase de manha, levei ele pra casa e só, voltei pra casa e dormi lindamente. E só pra não dizer que não teve nada sexual aquela noite, eu peguei na bunda dele quando ele tava lá se acabando de dançar. Bunda muito bonitinha a dele.
Vinicius ficou em silencio por alguns instantes, mas tomou fôlego e voltou a falar.
- Vá se fuder...
- Doido... – Interrompeu Pedro. – Amanhã eu vou tirar essa historia a limpo. Beleza?
- Affe, Pedro. É que eu não queria deixar de ficar com você por causa do Wesley.
- Acredite, Vine, nessa conversa a única pessoa que fodeu o Wesley foi você.
- Idiota!
- Eu sei. Agora vá dormi, que eu vou fazer o mesmo. Amanhã eu dou um jeito nessa porra.

Pedro não esperou Vinicius falar nada, desligou o telefone e o colocou em cima do baú outra vez. Fechou os olhos, bufou e os abriu outra vez. Tateou o baú, pegou o celular, discou um numero e o levou até o ouvido.
- Tá maluco, rapaz.


Dois

Parou o carro na porta do prédio, Wesley entrou e bateu a porta. Tinha uma cara meio abatida.
- Desculpa. – Disso Wesley com a voz baixa.
De primeira Pedro não falou nada, ficou olhando serio para Wesley. Depois ele deu um leve sorriso.
- Relaxe. Mas preste atenção no que eu vou te dizer, eu não quero falar isso outra vez.

Três.

- Onde que você ta indo? – Perguntou Wesley nervoso.
- Na casa dele, é logo ali na frente, você sabe! Vai, passa pra trás.
Wesley passou pro banco de trás do carro e Pedro parou o carro na portaria de outro prédio. Vinicius já estava esperando, Pedro abriu a porta do carro sem sair do seu lugar e Vinicius entrou.
- Oi. – Disse Vinicius a Pedro.
- Oi! – Disse Wesley a Vinicius.
- Então... – Falou Pedro. – Wesley tem umas coisas pra te dizer.
Ninguém falou nada. Vinicius ficava olhando para Pedro, enquanto Wesley dividia a atenção entre os dois.
- Ele não precisa falar tudo que já me falou. Eu já ouvi de mais. – Vinicius quebrou o silencio fazendo drama. – Não to afim de ouvir que vocês saíram na sexta e que foderam gostoso a noite toda.
- Porra, Vine. – Gritou Pedro estressado. – Que merda é essa? A gente não fodeu gostoso. Deixa a porra do menino falar.
- A gente nem fodeu. – Falou Wesley. – Eu tava bêbado quando falei com você no MSN. Eu nem fiquei com ninguém no Fantasia. Eu e o Pedro a gente só dançou. Ele pegou na minha bunda, mas...
- Isso eu já tinha dito. – Completou Pedro.
- Mas não passou disso. Ele me levou pra casa depois e só.
Mais uma vez o silencio, agora quem ficava com a atenção dividida era Vinicius.

- E... – Pedro pressionou Wesley.
- E eu inventei aquilo todo porque eu tava puto da vida com você. Porra, é foda! Vocês tão ai ficando outra vez. Porra, Vinicius. Você nunca me deu uma segunda chance. E Pedro ganha tudo que ele quer, né? Segundas, terceiras, quartas chances. Toda vez que você termina um namoro você volta a ficar com ele velho. Porra! Eu não sei se você sabe, mas eu ainda sinto sua falta.
- OK. – interrompeu Pedro. – Tá bom já. Tá satisfeito, Vine? Acredita em mim agora?
Vinicius não falou nada. Só passou eternos segundos olhando no olho de Pedro. Desceu do carro e foi em direção a portaria. Pedro desceu atrás e o alcançou antes que ele pudesse entrar.
- O que foi? – Perguntou Pedro.
- Odeio não acreditar em você. – Respondeu Vinicius cabisbaixo.
- Não é sua culpa. Eu mesmo sei o quanto é complicado e difícil, mas sempre foi assim, Vine. Pra que mudar agora?
- Mas é que você sempre me prova que eu estou enganado...
- Pare! Deixe de coisa. Provo porque vale a pena provar. Eu prometi não ficar com ex-namorados seus e não vou ficar. Se for pra ficar com ex-namorados eu fico com você e é só. Bom, até você arranjar outro namorado, né?
Vinicius arriscou um sorriso e deu um beijo em Pedro, não falou nada e foi embora atravessando o portão da portaria do seu prédio. Pedro ficou o admirando até ele sumir de vista. Voltou pro carro, Wesley estava do lado de fora e em pé, encostado no capo.
- Bunda bonita ele tem. – Disse Pedro a Wesley. – Mas a sua é mais.
Os dois entram no carro.
- Fiz tudo direitinho? – Pergunta Wesley.
- Hunrun.
- Odeio ver vocês dois juntos.
- A é? E que porra foi aquilo de “Você não sabe, mas seu sinto sua falta.” Ridículo!
- Eu queria convencer.
- Ridículo! Exagerou.
- Foi? Mas me diz uma coisa. Não foi gostoso?
Pedro rir.
- Foi sim.
- A bom!
- Então, vai fazer o que agora?
- Nada e você?
Pedro coloca a mão na perna de Wesley e lhe responde olhando nos olhos. (Que brega)
- Você! (Quem mais brega)
Os dois sorriem e se beijam dentro do carro.

Fim.




Arrocha Tchê.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Meu Namorado 4;

Era semana santa, meu namorado não morava na mesma cidade que eu. Era chato isso. Eu tentava vê-lo ao menos um dia por mês, dia 12. Dia 12 nós fazíamos meses de namoro. Era difícil trazer ele pra cá, muito. Até por que ele era menos, não tinha uma grande independência, mas enfim... Era semana santa. Minha mãe tinha viajado como sempre e eu combinei de trazê-lo para cá, para que a gente pudesse ficar junto à semana toda. E foi o que fizemos. Era bom! Dormi com ele a semana toda foi muito lindo. Teve esse dia, em específico que foi foda. A gente dormiu... Não, a gente fez sexo primeiro, eu adorava fazer sexo com ele, depois a gente dormiu. Eu tinha planejado acordar primeiro que ele pra poder lhe preparar um café da manhã, mas a noite foi tão intensa que nem consegui. Quando abri os olhos a primeira coisa que vi foram os seus longos cabelos deitados no me travesseiro. Ele estava dormindo tão bonito, mas parecia desconfortável. Tentei virar para o outro lado, o lado da parede, pra poder deixá-lo mais confortável. Quando eu fiz isso, vi a parede cheia de papeizinhos verdes colados, com milhões de coisas escritas neles. Sabe aqueles papeis de bloquinhos de notas, desses que você destaca e cola em algum lugar? Pois é, desses mesmo. Um monte colados na parede. Tinha “Eu te amo”, nossos nomes envolvidos num coração, nossos nomes misturados um no outro, “eu e você, sempre juntos”, coisas bregas do tipo, mas lindas! Eu fiquei emocionado, tanto que acordei ele com beijos, e uma coisa leva a outra. Na mesma semana nos almoçamos juntos com meu pai, no mesmo dia que ele foi embora. Dentro do ônibus, da janela, ele me fez o sinal de “Você e eu, sempre juntos” na linguagem dos surdos mudos. Hoje ele não é mais meu namorado e a gente pouco se fala, mas ainda tenho os papeizinhos verdes guardados, tenho guardado também esse dia na memória e sinto falta do bom sexo.


Ravi Aynore.

Arrocha Tchê.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Namorado 3.

Na verdade ele nunca foi meu namorado, nem é até hoje. Éramos apenas dois amigos, não, isso nós somos hoje. Nós éramos... Conhecidos apenas. Lembro que eu mal podia esperar que chegassem as terças-feiras. Antes dos nossos encontros regulares ele era um alvo impossível pra mim. Uma certa vez assistimos um longo filme de mãos dadas, mas existia outro cara, outro Zé qualquer que ele amava. Por mais que as mãos dadas fossem uma grande conquista pra mim, eu ainda não poderia tocá-lo da maneira que mais queria. Me sentia tão idiota em tê-lo deixado se apaixonar por outro se não eu. Eles mal se viam, mas se gostavam o suficiente para ficarem juntos mesmo que distantes. Patético! Quando tudo acabou e o tempo passou, numa terça dessas como outra qualquer ele me achou. Não sei se ele me procurava antes, se já havia pensado nisso, se era tudo um grande plano, mas ele me achou, por acidente ou não, estávamos os dois lá naquela terça-feira comum. Nesse tempo em que ficamos sem noticias um do outro, eu já tinha namorado e estava namorando um cara há um tempo agradável já. Ele, provavelmente, deve ter feito o mesmo. Conversamos! Falamos sobre a vida, sobre namoro, paixão, amor, tudo mais. Ele até me fez uma massagem que ele tinha aprendido. Era estranho esta deitado na cama dele e não estar com ele, entende? Eu queria mesmo era beijá-lo, mas por respeito a um namorado eu não o fiz. Devia ter feito, acredite! Respeitar meus namoros sempre fora uma idiotice minha ao final das contas. Umas terças depois ele me deu um presente de aniversario, um DVD. Mais uma vez, na rua, não o beijei. O meu namoro acabou. Fiquei uma duas terças sem vê-lo. O interfone tocou, ele subiu até minha casa, abri a porta com um beijo no lugar do “oi”, ele me respondeu com outro beijo mais intenso. Transamos! Naquele dia eu fiz uma coisa que nunca tinha feito antes, fizemos juntos. Na outra terça fomos ao cinema, na outra à casa dele, na outra... No encontramos todas as terças desde então. Ontem, depois que ele gozou, ele quis vestir a roupa e ir embora, como sempre fazia.

- Ei, você não precisa vestir isso agora e ir embora. Você pode ficar o quanto quiser, agente pode até fazer outra vez se quiser, mas você não precisa ir.

Ele deitou-se no meu abraço e ficamos os dois nus olhando o teto, perguntou se eu o amava, eu não respondi.

É louco pensar que só agora você tem uma coisa que tanto desejou no passado.

Se o amo? Sim, todas as terças-feiras.

Eu o chamo de “O Segredo”.

Arrocha tchê!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quintas. 1° Encontro.

Quintas tinha 13 anos quando acordou numa manhã de quinta-feira achando que seria um ótimo dia. Teria prova de matemática no colégio, mas isso não era um problema, pois passara a noite toda estudando, sentia-se seguro em relação ao teste. Depois da prova, Quintas iria para o shopping com os amigos do colégio, passear, pegar um cineminha, rir um pouco. Já à noite, ele teria uma incrível festa de aniversario pra ir. A menina que ele gosta está fazendo 13 anos e ele comprou o melhor dos presentes pra ela. Quintas virou-se de barriga pra cima e encarou o teto. “– Grande dia.”, pensou e arriscou um sorriso. O interfone da casa começou a tocar. Era o transporte que o levaria pro colégio, e Quintas ainda estava de cueca deitado na cama. Chegou atrasado ao colégio, não tomou banho nem nada. O teste já havia começado quando Quintas entrou na sala de aula. A tranqüilidade e segurança foram substituídas pelo nervosismo e Quintas não conseguiu fazer um bom teste.

- Todas as coisas que não estudei foram exatamente todas as coisas que caíram no teste. – Disse ele a um colega logo depois de ter terminado a prova.

Não havia muito com o que se preocupar agora. Quintas estava triste, mas o dia ainda o prometia alguma diversão. Logo depois que as aulas acabaram, Quintas e seus amigos foram de ônibus para o shopping, desceram três ruas antes do destino e seguiram andando. Quintas não era muito popular entre os amigos, por isso andava sempre um pouco mais atrás da massa que ia conversando e rindo na frente. Ele andava bem mais com as meninas, mas como dessa vez só meninos foram, Quintas ficou pra trás. Os amigos atravessaram a rua, o sinal abriu e Quintas teve que esperar o sinal fechar outra vez para poder passar, mas enquanto isso, dois rapazes, maiores que ele, se aproximaram e o assaltaram. Levaram relógio, carteira e até os tênis, relativamente novos. Quintas não reagiu com rapidez, o sinal abriu e fechou varias vezes e ele ficou lá parado por um bom tempo, nem os amigos notaram sua falta. Quanto os rapazes que o haviam assaltada já estavam longe demais para fazer qualquer mal a Quintas, ele correu. Correu de meias em direção ao shopping. Correu o mais rápido que pode, passou voando pelos seus amigos e uma vez dentro do shopping foi direto aos orelhões ligar pra sua mãe.

- Não sai daí, viu? Mando já alguém ir lhe buscar.

A mãe não pode ir, estava no trabalho. Quintas a esperou por algumas horas no lugar onde ela sempre ia buscá-lo. Já perto das quatro horas, Quintas ouviu uma buzina. Seu irmão veio no lugar de sua mãe para levar Quintas em casa. Quintas correu pro carro e entrou, bateu a porta e chorou. Seu irmão nem ligou o carro outra vez.

- Sabe... Ainda da pra pegar um cineminha e coisa e talz. – Falou seu irmão tentando animá-lo. – Posso te emprestar meu tênis e algum dinheiro pra pipoca e coisas do tipo.

Quintas amava o irmão, às vezes. Outras vezes achava que seu choro o chateava bastante e por isso ele sempre fazia algo legal que fizesse Quintas parar de chorar. Quintas levantou a cabeça e arriscou mais um sorriso. Calçou os sapatos folgados dos irmãos, pegou o dinheiro e foi correndo pro cinema. Lembrou que se esqueceu de agradecer. “-De noite eu faço isso.”, pensou. Encontrou com os colegas na entrada do cinema.

- Quintas, e ai?! A gente já comprou os ingressos, vai lá comprar o seu, a gente guarda seu lugar na sala.

Estavam sendo bem legais como Quintas, talvez pelo lance do assalto, ou talvez por que seus novos tênis eram mineiríssimos. Comprou os ingressos do filme e foi correndo para a sala, tropeçou no folgado tênis de seu irmão e caiu de barriga no chão. Quintas, pela ultima vez, arriscou mais um sorriso. Sentiu uma mão a ajudar a levantar, e ainda sentado agradeceu.

- Brigado.

Ajeitou os óculos e tentou enxergar a pessoa que o ajudara. Pessoa não era! Era um esqueleto, puro osso, sem carne, sem pele, só uma enorme capa preta que lhe cobria quase o corpo todo.

- E ai, Quintas. – Disse a morte. – Quinta às 5, lembra? Ou... Não. Quinta às 5 mesmo.

Em uma das mãos a morte segurava uma enorme foice, com uma lamina que brilhava e na outra uma garrafa de coca-cola um litro que parecia estar bem gelada. Deu um enorme gole na garrafa depois que terminou sua frase para Quintas. O liquido batia em seus osso e depois ia parar no chão, mas mesmo assim ela parecia bem satisfeita.

- Ahrr! – Fez a morte.

Quinta levantou em um pulo só e foi correndo direto pra casa, tomando cuidado para não tropeçar nos tênis do seu irmão mais velho. Levou trinta minutos, mas chegou. Trancou-se no quarto e lá ficou dois dias inteiros. Não foi a festa da menina que gostava naquela quinta-feira, e o melhor dos presentes ficou pra depois. Tudo por que a morte lhe tinha dito: E ai, Quintas.

Arrocha tchê!

"- Garoto bobo!"