Na verdade ele nunca foi meu namorado, nem é até hoje. Éramos apenas dois amigos, não, isso nós somos hoje. Nós éramos... Conhecidos apenas. Lembro que eu mal podia esperar que chegassem as terças-feiras.Antes dos nossos encontros regulares ele era um alvo impossível pra mim. Uma certa vez assistimos um longo filme de mãos dadas, mas existia outro cara, outro Zé qualquer que ele amava. Por mais que as mãos dadas fossem uma grande conquista pra mim, eu ainda não poderia tocá-lo da maneira que mais queria. Me sentia tão idiota em tê-lo deixado se apaixonar por outro se não eu. Eles mal se viam, mas se gostavam o suficiente para ficarem juntos mesmo que distantes. Patético!Quando tudo acabou e o tempo passou, numa terça dessas como outra qualquer ele me achou. Não sei se ele me procurava antes, se já havia pensado nisso, se era tudo um grande plano, mas ele me achou, por acidente ou não, estávamos os dois lá naquela terça-feira comum. Nesse tempo em que ficamos sem noticias um do outro, eu já tinha namorado e estava namorando um cara há um tempo agradável já. Ele, provavelmente, deve ter feito o mesmo. Conversamos! Falamos sobre a vida, sobre namoro, paixão, amor, tudo mais. Ele até me fez uma massagem que ele tinha aprendido. Era estranho esta deitado na cama dele e não estar com ele, entende? Eu queria mesmo era beijá-lo, mas por respeito a um namorado eu não o fiz. Devia ter feito, acredite!Respeitar meus namoros sempre fora uma idiotice minha ao final das contas. Umas terças depois ele me deu um presente de aniversario, um DVD. Mais uma vez, na rua, não o beijei. O meu namoro acabou. Fiquei uma duas terças sem vê-lo. O interfone tocou, ele subiu até minha casa, abri a porta com um beijo no lugar do “oi”, ele me respondeu com outro beijo mais intenso. Transamos! Naquele dia eu fiz uma coisa que nunca tinha feito antes, fizemos juntos. Na outra terça fomos ao cinema, na outra à casa dele, na outra... No encontramos todas as terças desde então. Ontem, depois que ele gozou, ele quis vestir a roupa e ir embora, como sempre fazia.
- Ei, você não precisa vestir isso agora e ir embora. Você pode ficar o quanto quiser, agente pode até fazer outra vez se quiser, masvocê não precisa ir.
Ele deitou-se no meu abraço e ficamos os dois nus olhando o teto, perguntou se eu o amava, eu não respondi.
É louco pensar que só agora você tem uma coisa que tanto desejou no passado.
Um comentário:
[i] Deu um sapeca iá iá no menino heim..
ahhhhhhhhh muleke.
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