quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Distancia, camizeta, um roupão e uma canção.



3 de 9; maneiras de dizer "te amo".


“Que chato, estamos tão distantes. Mesmo tendo passado a noite juntos, agora te sinto tão distante. Que chato!” - Pensei.

Você estava na sala, sentado em minha poltrona comendo cheetos e vendo TV, seus cabelos lisos estavam assanhados e uma hora ou outra você se lembrava de ajeitar os óculos. Era nítido que algo incomodava você, seu nariz,era o tempo. O tempo chuvoso tinha te deixado um pouco gripado, e as vezes eu podia te ouvir espirrar. Eu estava na mesa, que também ficava na sala, estava escrevendo, mas naquele momento tinha parado só pra observar você, teu jeito. Com a cabeça apoiada nas mãos entrelaçadas, eu te admirava. Te ouvia e via dar risadas de coisas bestas que passavam na televisão, padrinhos mágicos. Tua risada me fazia sorrir, me enchia de uma alegria interna tão refrescante. Gostava de te olhar assim, por inteiro, em detalhes, sem você sequer notar. Teu cabelo, teus olhos, lábios, sorriso, teu pescoço, ombros, tórax, barriga, cueca, pernas, joelhos e finalmente pés. Por inteiro! Um vento frio invadiu a casa, e ao tocar meu corpo me fez lembrar de nossa distancia. Ao lado da mesa, em cima de uma das cadeira, havia uma camiseta branca, peguei e vestir. O tempo parecia ficar cada vez mais frio, como nós, em questão de segundos, parecíamos estar bem mais distantes.
Ei! - Te chamei atenção.
Você me olhou e eu te mandei um beijo, retribui-me e voltou sua atenção para a TV.
O que fiz, fiz para ver se distraia a mente da tal distancia, mas não adiantou. Tentei voltar a escrever , mas me via empacado na frase “Não lhe faltara amor, pois esse nunca foi desejado. O que lhe faltava era...”, “ O que lhe faltava era...”
“O que lhe faltava? O que me faltava?” - Peguei-me pensando outra vez. A nossa distancia, o frio, a camiseta branca, o livro. O que me faltava?
Nada, se tenho você, nada me pode faltar. - Era uma boa resposta para mim, mas não se encaixava ao livro. Desejei ter apenas pensado isso.
Han? Disse alguma coisa? - Quis saber.
Não não, nada. Pensei alto, apenas.
Acho que era o cotidiano que tinha nos afastado assim, fez com que a televisão se tornassem mais interessante que meus devaneios.
Lembrei-me dos bons tempos... Mas, esperem. Não faz tanto tempo assim. Há uma semana atrás eu nem podia tossir que você já achava que eu estava pensando em alguma coisa e imploraria pra saber no que era. Hoje o Cosmo e a Wanda te roubam de mim tão facilmente. Maldito cotidiano!
Levantei-me e fui até a janela, observei o dia. As ruas estavam vazias, as nuvens neras carregadas de chuva molhavam as calçadas sem sessar. Essa tais nuvens pareciam ter estacionado em cima do meu apartamento. Não se via sol, só agua. Nesse momento, vendo que o vazio também estava nas ruas, me senti culpado.
Nesse dia acordei cedo e sem querer acordei você. Você me puxou de volta pra cama e pediu para ficar.
“ - Podemos ficar o dia todo na cama? Juntos, podemos?”
Poderiamos.
Eu não podia, era domingo e eu tinha que escrever. Tinha um capitulo inteiro do Morte Móvel pra terminar.
Não se ouvia nada, apenas a chuva e vez ou outra um espirro, que me tiravam os olhos da janela, que me faziam, mais uma vez, admirar você.
E o vento frio me gelou a nuca.
“Ok, já chega!” - Eu estava muito pensativo nesse domingo.
Sai da janela, peguei meu mp3 player, que estava em cima da mesa perto do computador, os fones de ouvido e uma calça de moletom. Me vesti, pluguei os fones no mp3 e o coloquei no bolso direito da calça, andei em direção a porta, passei por você, inclinei tua cabeça e te beijei.
Vai onde? - Você me perguntou.
Vai ver quando eu chegar lá – E sai.
Desci as escadas correndo de pés descalços, logo estava na porta da rua. Atravessei a porta de vidro e por segundos fiquei vendo a chuva caindo fora do toldo, selecionei a musica que queria ouvir e coloquei os fones no ouvido, quando ela começou a tocar eu sai debaixo do toldo. Senti a chuva grossa e fria molhar meu cabelo, minha testa, minha nuca, meus olhos, minhas costas. Quando olhei pra cima você já esperava por mim na janela. Limpei a agua dos meus olhos e apertei os fones no ouvido. Olhando pra você cantei:
“ You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much.” (8)
A minha voz ecoava nas paredes dos prédios vizinhos, você fazia uma careta que misturava espanto com um lindo sorriso. Eu precisava gritar, por puro prazer, pois a unica coisa que competia com a minha voz era o (agora encantador) barulho da chuva.
“At long last love has arrived
and I thank God I'm alive
You're just too good to be true
can't take my eyes off of you.” (8)
Eu cantava alto, só pra ter certeza de que você me escutaria. Alguns vizinhos já tinham aparecido na janela para saber o que estava acontecendo, mas o meu intimo nada mais intimidava.
“Pardon the way that I stare,
there's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
there are no words left to speak
But if you feel like I feel,
please let me know that it's real
You're just too good to be true,
can't take my eyes off of you.” (8)
Você sorriu abestalhado de lá de cima. E eu gritei:
MUITO MUITO MUITO MULTIPLICADO POR MUITO ELAVADO AO INFINITO É O QUANTO EU GOSTO DE VOCÊ, MEU AMOR.
Seu sorriso iluminou meu olhar, e mais uma vez senti refrescar meu interior. Você espirrou, eu sorri. Abri os braços e fiz um circulo em volta de mim mesmo deixando a chuva molhar o meu rosto. Ajoelhei-me:
“I love you baby and if it's quite all right,
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby trust in me when I say
Oh pretty baby don't bring me down I pray
Oh pretty baby now that I found you, stay
And let me love you baby, let me love you.” (8)
Eu dançava, eu corria, eu pulava em poças d'água, rodopiava, caia, sorria e amava cada segundo.
Quando terminei de cantar, algumas senhoras do sétimo que assistam tudo das janelas de suas casas arriscaram algumas palmas. Olhei pra janela e você não estava mais lá. No meu rosto se desfez a expressão de felicidade. “ Será que você não viu tudo...”
Ei! - Me chamou atenção.
Você estava lá embaixo, na minha frente, coberto pelo toldo do meu prédio e segurando um roupão.
Vem pra cá, seu bobo. - Me chamou mostrando-me o roupão.
Hun Hun. - Fiz sinal de negação com a cabeça.
Vem... - Você insistia.
Nã... - Eu não cedia.
Por alguns instantes ficamos parados um olhando para o outro, eu na chuva, você no toldo. Todo aquele momento, olhando pra você olho no olho me fez lembrar nosso primeiro beijo. Eu sorri, abri os braços e olhei pra cima, deixando a chuva lavar minha pele. Quando ia retornar o meu olhar a você só pude te ver pulando em meu abraço. Me cobriu com o roupão e me beijou. Foi o nosso primeiro beijo molhado de chuva. Alguns vizinhos nos condenaram e bateram as janelas com violência na tentativa de fecha-las rapidamente, outros sorriram um sorriso satisfatório e a velhinha do sétimo andar arriscou, mais uma vez, bater palmas. As palmas ecoavam nas paredes dos prédios vizinhos e um raio de luz apareceu no céu cinzento, por segundos ele se refletiu em todas as janelas possíveis naquele momento, lodo depois sumiu nas nuvens. Nosso beijo durou pouco, mas foi suficiente para te deixar todo molhado de chuva.
Será que o sol saio só pra ver nosso beijo? - Perguntei.
Não sei ele, mas os vizinhos, sim.
Saímos molhados e rindo da situação. No caminho de casa, nas recepção do prédio, baforei ar quente em um espelho e com o dedo escrevi algo.
O que você está fazendo ai? - Era assim que eu te gostava, tão curioso.
Vem ver.
Quando veio ver o que eu tinha escrito, deu outra vez quele seu sorriso abestalhado. Sumindo, vagarosamente, em um espelho embaçado estavam as tais duas palavras de efeito:... ...




Fim.




Naquele dia voltamos pra casa encharcados, e não fizemos absolutamente mais nada.
Eu fiz pipoca, e passamos o dia todo juntinhos, sentados no sofá, abraçados e rindo muito do Cosmo e da Wanda. Lembro de ter te cantado “Carinhoso” e de ter te enchido de beijos depois disso.
Na manhã seguinte acordamos gripados, os dois, e não saímos da cama. Você ainda sonolento sussurrou a musica Leãozinho no meu ouvido, entre um espirro e outro, e mais uma vez passamos o dia inteiro abraçado, juntos.


3 - MUITO MUITO MUITO MULTIPLICADO POR MUITO ELAVADO AO INFINITO É O QUANTO EU GOSTO DE VOCÊ, MEU AMOR.




“ A distancia me traz uma tranquila saldade.”




Arrocha tchê.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Desabafo de Placas de transito, por cadarços e um dragão chinês.

Então, acho que é o seguinte: Fazer amigos sempre foi fácil... Não, não fazer amigos, mas conhecer pessoas sempre foi uma coisa simples. Depois que decidi não amarrar mais meus cadarços essa coisa simples se tornou extremamente constante.
Ravi, seu cadarço está desamarrado.
Moço, seu cadarço.
Menino, seu tênis tá desatacado. (?)
Jovem, o teu cadarço... Tá aqui um panfleto da minha igreja.
E eu sempre dizia “brigado”, mas não o amarrava. Engraçado, quando eu estava me sentindo só nesse mundo, simplesmente não “atacava” mais meus cadarços, assim, as pessoas na rua iriam me mostrar que não, eu não estou só nesse mundo. Talvez único de cadarços desamarrados, mas...
Quando decidir tentar explicar as pessoas o significado de uma cadarço solto, elas involuntariamente se aproximavam de mim. Curiosidade, explicou meu consciente.
Sabe o que é, minha senhora?! É que sempre amarro direitinho antes de sair de casa, mas dez passos depois ele já está solto outra vez. Era complicado andar e parar toda hora pra amarrar o cadarço, então, foi bem mais fácil desenvolve uma técnica de não pisa-los.
Explica mais.
E assim a coisa seguiu, posso dizer que depois que comecei a andar de cadarços desamarrados meus contatos em orkut, e msn cresceram 10%. Porem, na minha vida, nada mudou.
O que é realmente complicado pra mim entender são as placas de transito em nossas vidas, principalmente na minha. ( E é claro essa minha incrível habilidade de mudar de assunto.) As vezes penso que, como cartas de baralho, as placas de transito tem uma certa semelhança com a vida humana. Em um surto de egocentricidade tive a a impressão de ser, para as pessoas que me rodeiam , uma placa “PARE”. Como se fosse obrigatório parar na minha. E o que as pessoas eram pra mim? Não poderia ser mais triste. Um “Siga em frente”, um sinal verde ou amarelo, uma faixa de pedestre, um “Proibido estacionar”. Como se eu não pudesse parar na de alguem jamais. A vida segue, eu sei, mas eu não quero viver pra sempre de passagem, mas como saber onde estacionar com segurança? Sei que cada vez que o faço, e o faço sempre, acabo levando uma multa. Só espero que esse teu nariz vermelho seja pra mim um sinal, uma parada obrigatória e longa.
Vermelho também era o dragão do SESI bonecos, que entra ai pro hall dos trabalhos dignos do Ravi, somando 6 (seis) fantasias estranhas pra ganhar pouco dinheiro. O melhor de ser o dragão, a cabeça dele, era que pela primeira vez eu não estava sozinho, dessa e eu tinha alguem pra dividir as emoções comigo. Tínhamos também um corpo de umas 30 (trinta) pessoas e mais um rabo, que eu não tinha muito contato. Fazíamos o possível, e era bonito, mas sabe quando foi que vi quer eramos um dragão de verdade? Quando já não havia mais um trabalho e sim uma mobilização para protesto . Ali vi que eramos um só personagem, feito de muitas pessoas, brigando somente por uma coisa: Respeito!
Sozinho eu não faria nada, me irritaria, chutaria algumas pedras e só, mais junto o dragão cuspiu fogo pra garantir seus direitos. Não quero levar qualquer credito nessa historia, mas sei que alguns dos meus gritos fizeram acender um fogo no coração daquelas pessoas. É por isso que grito, e vou gritar toda vez que alguem mexer com as pessoas que erguem qualquer coisa comigo, sou assim.
O golfinho é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo.
Mas isso não muda nada.
Eu te amo... Não muda nada.
Eu escrevo... Nada muda.
Muda, muda... não muda.

Arrocha tchÊ!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Coração de maré.

Segunda das nove maneiras de se dizer "Te amo".

É importante lembrar que as historias aqui narradas não acontecem em ordem logica ou cronologica. É randon total.



Dessa vez acordei cedo, antes de você, o que era uma coisa nova nesses últimos que dormimos juntos. Fiz hora na cama, me espreguicei umas dez vezes e tentei fazer algum barulho para ver se acordava você. Tinha esperança que naquela manhã iria ver teu sorriso e receber teu beijo como fora nas manhãs passadas. Você não acordou, nem se quer se mexeu. Levantei-me e por alguns minutos fiquei observando você na cama, isso só até perceber que você não estava mais dormindo.
“Teria ele acordado antes de mim e não se levantado só pra não...?” Pensei. Eu sei, brigamos a noite passada, tivemos uma feia discussão, mas no mesmo dia dormimos juntos, abraçados. Como pode você fingir que está dormindo só pra não em encarar mesmo depois de me ver desesperado pra chamar sua atenção?
- Canalha!
Me irritei mesmo, fiz café só pra mim e teria até fumado um cigarro, só pra te irritar, mas eu não levei nem um cigarro para a casa de praia onde estávamos. Tomei meu café, vesti qualquer camisa que vi pela frente (camisa que mais tarde notaria ser sua), e sai da casa em direção ao mar.
Você ficou mais um tempo na cama, assistiu tudo que fiz sem sequer abrir os olhos e fez questão de ficar mais uns minutos deitado antes que pudesse procurar por mim. Algum tempo depois você se levantou e me olhou através da janela, me viu parado, olhando pra baixo, encarando a areia. Tentou, sem sucesso, decifrar o que eu estava fazendo. Colocou seus óculos para ver se assim obteria alguma resposta, mas de nada lhe adiantou. Eu ainda estava parado do lado de fora da casa, olhando atentamente a areira em meus pés e você ainda estava confuso, sem entender absolutamente nada. Então você se decidiu, levantou-se da cama e foi fazer o seu café. De lá de fora pude ver você fazer tudo isso, levantar, olhar pra mim, ir até a cozinha, olhar pra mim, assaltar a geladeira, pegar uma caixa de iogurte, ir até o sofá, olhar pra mim, ligar a televisão e sentar. Nessa hora comecei a andar cuidadosamente pela areia, desenhando minhas pegadas no solo úmido. Fazia isso sem nem uma preça, o sol se escondia pois era março e as nuvens escuras e carregadas de chuva tomavam conta do céu. Ao ver que o céu escurecia, você voltou a olhar pra mim. Eu não enxergava muito bem de longe, mas era nítida a sua expressão de preocupação. Dessa vez, nem por um segundo, vi você desviar seu olhar, vi que você me seguia e acompanhava meus passos atentamente. Para você que estava lá dentro sem saber o que eu estava fazendo, parecia-lhe que eu estava andando em círculos, para mim, que sabia exatamente o que queria, tais direções me pareciam perfeitas. Não demorou muito e começou a chuviscar, fiquei um pouco apreensivo pois tinha acabado de notar que estava com uma de suas camisas, e alem do frio, tinha medo que a chuva pudesse estraga-la. Mas nada poderia atrapalhar meu objetivo, eu iria terminar o que comecei morrendo de frio e destruindo sua camisa. A chuva ainda demorava a vir, você ainda me olha com atenção, eu ainda desenhava pegadas na areia. De repente um trovão corta o silencio da calma praia, e um vento forte assanha meu cabelo em direções diversas, e lá vem você correndo em minha direção, e eu olhando pra negra nuvem que se aproximava cada vez mais.
- O que você está fazendo ai com minha camisa?*
Você fez parecer que estava mais preocupado com a camisa do que comigo, sei que era essa e intenção, mas não funcionou. - Isso! - Eu disse apontando para baixo.
Você olhou para a areia e viu um enorme coração desenhado. Imediatamente ficou intacto, sem nem uma boa palavra pra dizer. Ficou segundos contornando o coração com os olhos e...
Desculpe. - Você achou que não haveria momento melhor pra dizer isso.
Desculpe pela camisa. - Achei que haveria coisa melhor pra dizer naquele momento.
Mas porque tudo isso? - Você perguntou aquilo que eu mais queria responder.
Porque vai vir a chuva, a maré, o vento e hoje, ainda hoje, esse coração vai sumir...
Fiquei olhando pra casa e você pro mar.
- ... Mas amanhã, quando acordar, eu vou sair de casa, e eu vou vim aqui fora e vou fazer exatamente a mesma coisa, o mesmo coração, desse mesmo jeitinho que você está vendo ai. E ai vir vento, chuva, maré e vai levar o coração outra vez. No outro dia eu farei a mesma coisa, e no outro, e no outro, e no outro...
Nessa hora eu olhava nos teus olhos, mas os teus olhos admiravam o coração sendo desfeito pelo forte vento.
- E sabe porque disso tudo? Porque a maré, o vento e a chuva podem destruir esse coração quantas vezes quiserem, mas não há forças nessa natureza que possam destruir meus sentimentos. Não Há Forçar Nessa Natureza Que Possam Destruir Meus Sentimentos.
O vento forte se tronou ensurdecedor, a chuva começou a cair rapidamente e eu caminhei três passos em direção a casa, pois não queria estragar sua camisa. Você ficou parado, olhando as pequenas gotas de chuva que esmagavam nosso coração. A chuva, então, começou a castigar. Parei de fingir que ligava pra sua camisa e voltei pra te falar uma ultima coisa, que estava entalada na minha garganta. Você me olhou atento nos olhos.
ISSO TUDO, É PORQUE EU NÃO CONSIGO ACREDITAR QUE EXISTA UMA MANEIRA SIMPLES DE DIZER PRA VOCÊ O QUANTO...

Fim!



* Quando você não está, e eu sinto sua falta, gosto de usar sua camisa, assim me sinto abraçado.
1 – Eu acho que te amo.
2 – Eu te amo junto.

“Agora a ideia de pular no meu pescoço, me derrubar na areia e me roubar um beijo nem é mais uma má ideia.”

Arrocha Tchê!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Musiless.

Escrevi 9 maneiras de dizer “Te amo”.
Essa é a primeira.

-
Musiless.

... A única musica que se ouvia era a que os carros faziam na pista, o vento soprava forte os teus lisos cabelos e isso o deixava mais bonito, mas ele não cantava, não emitia nem um ruido com qualquer sonoridade. Eu te olhava fixo nos olhos. O concreto frio da coluna de um ponto de ônibus me parecia bem confortável, e encostado ali poderia passar horas somente te olhando. As vezes você piscava, engolia o seco, mas através dos teus óculos eu podia notar seu olhar me pedindo qualquer reação.
Vem cá.
As calçadas estavam vazias, as folhas dançavam com o vento sem sequer haver musica. Você veio lentamente no silencio arriscando um sorriso. Que sorriso! Quando já estava próximo, próximo o suficiente para poder lhe abraçar, pus uma das mãos em sua cintura, a outra no teu pescoço, fiz um cacho e um carinho no teu cabelo, na tua nuca. Cheguei mais perto, você tremeu um pouco. Consegui sentir tua respiração em meu ombro, só sentir, não ouvi-la. Algo atraiu sua atenção, algo que estava no chão. Não era nada, não era som, não era musica, apenas medo. Criou alguma coragem e me encarou, umedeceu os lábios, fechou os olhos e esperou por mim... Esperou...
Quando abriu os olhos outra vez eu estava parado a sua frente, da mesma maneira que estava antes, antes de fecha-los. Me sorriu um sorriso bobo, envergonhado, tal qual o meu que viu quando abriu os olhos.
Eu não ent...
Você tentou dizer alguma coisa, é natural, mas eu não quis ouvir, o que tinha pra dizer me diria com um beijo. Beijei-te, doce e levemente. E toda a imagem do você bonito com os cabelos balançando ao vento latejou na minha cabeça. O vento, então, mudou de direção e alem das flores, dos teus cabelos, trouxe de volta a musica. Não havia letra, refrão... Só um compasso ritmado que se assemelhava com as batidas de um coração. Um beijos, um único beijo que trouxe a tona a musica de um coração que diz...

Fim!

“Levei a noite toda, mas valeu a pena. Os Beatles me ajudaram.
Essa pode ser a 1° de nove já escritas,
ou será simplesmente a única. Tudo depende.”

Arrocha Tchê!

domingo, 9 de novembro de 2008

O Animal Errado!

Tudo pode simplesmente mudar, e sendo assim, tudo de repente estará mudado.
E foi um outro dia em que as coisas poderiam ter dado certo...


Onde vamos parar se continuarmos na mesma pista onde começamos?
Onde pretendíamos chegar.
E se formos por aqui?
Não sei se chegaremos.
Que tal desvendar esse mistério?
Dizem que podem haver penhascos.
Dizem muitas coisas, penhascos são legais.


E são mesmo! Penhascos são bonitos, atraentes e tem dentes lindos, o único problema é que por mais que se interesse, ele na sua pose de poder, nunca vai dar a minima pra você.
Eu teria ficado em casa, ido a uma festa de 15 anos, ficaria a noite toda conversando com um elfo na internet, mas não... Nós temos que nos arriscar a ver penhascos e foi o que eu fiz, nada mais natural. A fantasia no começo foi um problema, não só para mim, creio que pra todos, na duvida entre usar peruca rosa ou não, vi gente ir fantasiada de Lily Allen, encontrei Hendrix vestindo terno e gravata com um saco de papel na cabeça, o Wilson, que futuramente seria forçado a fazer parte da fantasia de um bêbado qualquer. E eu, eu fiz Marcos Mion virar Mika, ao menos não saí da letra M. M de MERDA. Sim, porque logo no começo na noite em observação do penhasco que decidir encontrar, vi que poderia ter usado uma fantasia mais criativa, como os caras do CQC. Não que minhas fantasia estivesse ruim, não estava, eu estava até me sentindo descente, bonito. Ruim estava a noite, a festa, o penhasco...
A falta de reconhecimento e a pergunta: Você tá de quê? Me deprimem em qualquer festa a fantasia. Bom, desse ponto se vê que a minha visão do penhasco já não me parecia nem um pouco agradável. E nesse momento eu poderia falar do funk que me irrita, das pernas que já não mais me suportam, do cabelo solto do vocalista do Matanza que fica bem melhor preso, das fantasias alheias que não me dizem absolutamente nada, mas eu não quero falar dessas coisas, quero abrir meu coração, pois esse é sim um Post apaixonado. Quero mostrar o que senti ao saber dos belos animais que rondavam o penhasco.
O LOBO. Conhecem a beleza do canino, os olhos que nos brilham, os pelos, nesse caso, enrolados, o atraente focinho e o largo sorriso que nos conquista. Me conquista. Me conquistou! (Como se já não tivesse feito antes em outros penhascos da vida, quando ainda não eras lobo.) Existiam outros animais, outras belezas, outras racas, mas o lobo me cativou, tal qual o Pequeno Príncipe e a Raposa. E o que me indigna é justamente algo que esse livro me ensinou: És responsável pelo que cativas. Fui cativado sem nem sequer divulgar minha existência. Tolo! Mais tolo ainda ao achar que qualquer lobo se responsabilizaria pela minha verde paixão.
Não o seguia, não era o que queria, era difícil o achar entre tanta selvageria. (Não quis rimar, não cola.) Eu apenas, enquanto procurava qualquer conforto, o encontrava, o mais belo de todos os confortos. Quando o via, queria abraçar, fazer carinho, deitar em seu ombro, admirar seu sorriso... Pois sim, nessas horas eu queria cativar, ao ser sugado pelos lindos e brancos dentes de sorriso, eu queria apenas cativa-lo. Não, não apenas divulgar minha existência, mas sim mostrar que existia somente para me responsabilizar por ele, pelo animal, pelo sorriso, pelo Lobo.
Bom, nem tudo no penhasco são flores. Alias flores estão em falta, no penhasco e em qualquer outro lugar. Assim é a lei da selva, ficar só olhando não fez com que o lobo deixasse de conhecer novas carnes (pura carniça). Quebrando toda a metáfora, por motivos de raiva passageira, digo que O MENINO PARA QUEM EU ESTAVA OLHANDO, O GAROTO QUE EU QUERIA CATIVAR, A PESSOA QUE ME ENCATAVA APENAS PELO SORRIZO, O BROTHER MAIS LINDO DE TODA A FESTA, TAVA SE AGARRANDO COM UMA MACACA ( Sem metáfora alguma.). Eu não devia me incomodar, mas fiquei triste, com raiva, ciumes, com vontade de beijar loucamente a primeira menia que me atirasse um sorriso, e é isso que faz desse um Pots apaixonado. Meus sonhos repentinos, ali mesmo criados, foram cenicamente destruídos por um único beijo, que nem foi tão cenico.
Não é no que acredito, mas sou hipócrita quando levo a serio a historia de que no amor e na gerra valem tudo; Animais de diferentes especies não deveriam se relacionar, não um Lobo e uma macaca, não na minha frente.
A certeza de que faria melhor lateja no meu peito e me irriga a raiva.
(Essa certeza não é uma colocação egocêntrica, é apenas uma manifestação de ciumes.)
Talvez acabe o tempo dos penhascos e eu encerre esse Pots dizendo que vou me dedicar ao Zé da Luz ou ao meu amigo Elfo de nariz vermelho da internet, mas...
Chega seu lobo, chega de chapeuzinho, vovozinhas e porquinhos, chega colegiais macacas! Estes são/devem/podem ser os seus animais errados. Fica comigo, seu homem, seu touro, seu Leão, seu Aynore, seu lobo.












Se não, me sorri mais uma vez apenas.







Arrocha tchÊ!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Teatro que faço.

Bom, eu não vou falar muito porque o que vou postar aqui eu já tem letra demais, enfim...

Quem falou sobre comigo, sabe o que eu achei sobre o show de Teatro Magico, e se sabem disso, sabem também que prometi pra mim mesmo que mandaria um e-mail para eles dizendo o que achei, bom... aqui está.


Oi, bom d...

Bom qualquer coisa, pois nem sei se é dia ou noite, mas enfim...

Olá, Sou o Ravi Aynore e magicamente assisti um show de vocês aqui em Aracaju-SE no dia 31 desse mês que passou, que se não me engano foi outubro.

Caras, que show! QUE SHOW!

Já tinha assistido ao show d´ O Teatro Magico de outras vezes que vocês estiveram aqui, mas esse foi simplesmente fora de serie. Por horas fiquei sem poder dizer qualquer coisa ou tecer qualquer comentário sobre o espetáculo que vocês deram naquela sexta-feira.As vezes deixava de pular, cantar, gritar só para poder observar e analisar todo o espetáculo.Acompanhei com cuidado os momentos circenses, as palhaçarias, os malabaristas e cuspidores de fogo e adorei cada segundo.Mas deixando os elogios de lado, de tanto observar, algumas coisas me deixaram um pouco curioso, confuso, intrigado.Sou estudante do curso de Teatro – Licenciatura da Universidade Federal de Sergipe, e isso fez com que pusesse o olho e a percepção pra funcionar enquanto assistia ao show.Me vi perdido enquanto a parte teatral da banda, senti falta de um conflito para poder chamar de teatro. Fiquei louco, me imaginando com um show de possibilidades, como o de vocês, nas minhas mãos. O espetáculo em si já tem um grandiosa direção, mas eu como sou teimoso e insistente, acrescentaria algumas coisas pra tornar a apresentação mais dramatizada. O drama, é isso, foi disso que mais senti falta. Imaginei ( e aqui já vou dando ideias e sugestões para vocês, caso queram acrescenta-las.) um romance entre os dois palhacinhos, os dois artistas circenses, contado pelos músicos ao longo do show. Seriam encontros e desencontros entre essas duas figuras que se costurariam com as musicas. Vejo o clown cuspindo fogo para chamar a atenção da palhacinha, vejo a palhacinha bolando de rir porque ele deixou cair um dos arcos de malabares, vejo a palhacinha se arriscando nas alturas pra mostrar ao clown o quanto pode ser bela, vejo ela escorregando, ficando dependurada por apenas uma perna, vejo o clown corre em sua direção, subir rapidamente as barras de ferro que os separam, descer cuidosamente pelo tecido para salvar sua palhacinha, vejo um forte aperto de mãos, um puxão,um encontrão e o mais carinhoso dos abraços. A palhacinha agora sabi que a beleza dos seus movimentos não fariam diferença se não houvesse ali um ser que a admira, ama e que se arriscaria por ela, o clown percebe que sem precisar se exibir, mostrou pra sua amada a coisa mais importante: estaria ali, ao lado dela, nas horas mais belas às horas mais difíceis. Sentiu o drama? Eu sim.Só de fantasiar essa historia na minha cabeça meu coração bate forte.O publico já sente no peito o impacto das musicas, que falam de uma maneira simples e bonita das coisas com as quais nos identificamos. O que falta sentir, penso eu, é apenas um aperto no coração que vai fazer com que todos, plateia, músicos, contra-regras, produção, atores, artistas em geral, percebam que já sentiram aquela sensação antes, e isso os remeterá a uma nostalgia saudável, que vai fazer com que essas pessoas saiam de um show d' O Teatro Magico se sentindo bem, com um sorriso estampado no rosto.Admito e admiro porque eu mesmo sai muito feliz do show, por ter dançado, cantado e pulado, mas sobretudo por ter assistido a um grandioso espetaculo.Agora vejo a palhacinha e o clown sentados em um balanço nas alturas, eles estão sorrindo, estão namorando. Juntos fazem as mais loucas piruetas naquele balanço... Juntos. Eles se completam ao som de " Tem vezes que a gente se pergunta porque é que não se junta tudo numa coisa só.".Existem outras que eu gostaria de discutir; o caso do monstro do Mérito e o monstro, achei fantástico, uma manipulação de perna de pau muito bem encenada. O monstro aparece e é cenicamente lindo, ele faz milhões de poses e movimentos que dão a ele um aspecto tenebroso, a luz, que estava brilhante durante todo o show, da ao monstro o poder que lhe faltava, porem o que faz o monstro ir embora? O fim da canção? O que me deixou mais curioso é que os músicos não interagem e nem reagem a presença do monstro. Onde entraria a dramatização nesse ponto?Os músicos, com as armas que tem, os instrumentos, expulsariam esse monstro com a coisa mais forte que já foi criada, a bomba mais poderosa, A MUSICA.Eu vejo fortes batidas nas cordas do violão que me lembram estouros de trovões, a luz simula os raios e relâmpagos, e o monstro se intimida com todos aqueles que estão no palco e plateia cantando repetidamente em coro: "Pra nos tornarmos imortais a gente tem que aprender a morrer.". O monstro sai, a musica acaba, a luz acalma e é hora das palmas vitoriosas, do publico pra banda, da banda pro publico. Existe uma outra figura que eu não consegui decifrar ainda, é o monstro de fitas que surge no começo do show. Nada tenho a falar dele, pois não captei o seu real sentido. Peço aqui, humildemente, uma luz. Pois estou muito curioso a respeito desse boneco, que cenicamente é fantástico. Outra coisa que me fez pensar são os versos que o palhaço que comanda a "brincadeira" recita antes de algumas musicas. Receio que se aproxime muito do que o Lirinha faz do shows de Cordel do Fogo Encantado. Felizmente O Teatro Magico tem soluções para isso, por ser um palhaço o personagem que recita o versos, pode-se fazer deles um dramalhão, com risos ou lagrimas, lembrando as duas mascaras simbolo do teatro. Pode se usar também artifícios usados no circo pelos próprios palhaços para cativar a tenção da plateia. Quero elogiar também a luz do espetáculo que estava impecável e a interpretação do Fernando nas palavras ditas antes da musica "Eu Não Sou Chico, Mas Quero Tentar."Bom, existem outras coisas nas quais pensei, tenho certeza disso, apenas não consigo lembrar delas agora, pois foi de um subto interesse que comecei a escrever esse e-mail.Desejo que leiam essas palavras com carinho, porquê em momento algum minha intenção foi fazer criticas destrutivas, ou muito menos construtivas do trabalho de vocês. Minha única razão de estar escrevendo essas palavras para O Teatro Magico é porque gostaria de contar pra vocês o espetáculo que assisti na minha cabeça enquanto assistia o show de vocês. Se gostaram de algumas das ideias que aqui comentei, não tenham pudor para coloca-las em pratica. Não espero reconhecimento, nem agradecimentos ao final do shows, espero somente ficar orgulhoso por assistir um show completo, redondo e sem falsa modéstia perfeito, O SHOW DOS MEUS SONHOS.

Obrigado pela possível atenção.

Ravi Aynore.

Arrocha Tchê!


é isso.


Arrocha Tchê.

domingo, 2 de novembro de 2008



É o seguinte: ...
uahauhauhauhauahua.
Aconteceu não faz muito tempo, há dois meses atrás eu estava desempregado, precisando de dinheiro, aceitando qualquer tipo de trabalho; Hambúrguer gigante, frentista de posto e até boneco gigante de ar em forma de lampada. Foi por quem, de certa forma, me apaixonei. Nunca que soubesse quer seria assim. Quando conheci o Zé da Luz ele representava pra mim o dinheiro que me renderia no final do mês, mas hoje já não sei mais ser eu sem ele. Entrei no conflito da minha vida: É o boneco que me completa ou sou eu que completo o boneco? Sei que sem mim o boneco não teria vida e sei também que qualquer outro poderia dar vida ao boneco, por isso entro em dilema. Estou tão perdidamente apaixonado por um boneco de ar que acho que ele não seria absolutamente nada sem mim. É, de certa forma, deprimente. Mas criei um mundo só meu dentro do boneco, um mundo amarelo, cheio de espaço só pra mim, um mundo onde as pessoas não podem ver quem realmente sou, elas podem imaginar, mas jamais saberão. Lá por dentro um corpo lacrimeja o suor, um odor só meu se espalha, meus rostos, meus gestos, minha nudez... Tudo lá é meu, só meu. E o boneco o que acha disso? Eu não sei, ele nada me disse, nunca. Quando ele fala sou eu falando. Mas todos o amam, amam o que ele representa e amam os sorrisos que o Zé da Luz consegue arrancar.
Nunca levei ou levarei o credito que ele leva, mas você acha que fico chateado? Não, absolutamente. Sou ele e seu sucesso me orgulha. Hoje, depois de dois meses, passamos o primeiro final de semana juntos, fomos a praia, tomamos banho juntos e pela primeira vez dormimos no mesmo quarto. Eu estou feliz com o nosso relacionamento. Ele rasga, eu costuro. Eu erro, ele me cobre. A semana vem e juntos trabalharemos outra vez. Ainda não recebi nem um centavo desde que conheci o boneco, mas conhece-lo já me pagou uma vida inteira de uma pura e intensa amizade.
Acho tudo isso magico?
Não é!
Experimenta ficar quarenta minutos dentro de um boneco fedido, com cinco quilos de bateria amarrados a sua cintura, em baixo de um sol quente, com quinhentas crianças gritando no seu ouvido.
Magico, han...
O Zé da Luz é meu e é só.



“ É triste o bêbado que não lembra que passou a mão em sua bunda ontem.”

Arrocha tchê!