terça-feira, 4 de novembro de 2008

Teatro que faço.

Bom, eu não vou falar muito porque o que vou postar aqui eu já tem letra demais, enfim...

Quem falou sobre comigo, sabe o que eu achei sobre o show de Teatro Magico, e se sabem disso, sabem também que prometi pra mim mesmo que mandaria um e-mail para eles dizendo o que achei, bom... aqui está.


Oi, bom d...

Bom qualquer coisa, pois nem sei se é dia ou noite, mas enfim...

Olá, Sou o Ravi Aynore e magicamente assisti um show de vocês aqui em Aracaju-SE no dia 31 desse mês que passou, que se não me engano foi outubro.

Caras, que show! QUE SHOW!

Já tinha assistido ao show d´ O Teatro Magico de outras vezes que vocês estiveram aqui, mas esse foi simplesmente fora de serie. Por horas fiquei sem poder dizer qualquer coisa ou tecer qualquer comentário sobre o espetáculo que vocês deram naquela sexta-feira.As vezes deixava de pular, cantar, gritar só para poder observar e analisar todo o espetáculo.Acompanhei com cuidado os momentos circenses, as palhaçarias, os malabaristas e cuspidores de fogo e adorei cada segundo.Mas deixando os elogios de lado, de tanto observar, algumas coisas me deixaram um pouco curioso, confuso, intrigado.Sou estudante do curso de Teatro – Licenciatura da Universidade Federal de Sergipe, e isso fez com que pusesse o olho e a percepção pra funcionar enquanto assistia ao show.Me vi perdido enquanto a parte teatral da banda, senti falta de um conflito para poder chamar de teatro. Fiquei louco, me imaginando com um show de possibilidades, como o de vocês, nas minhas mãos. O espetáculo em si já tem um grandiosa direção, mas eu como sou teimoso e insistente, acrescentaria algumas coisas pra tornar a apresentação mais dramatizada. O drama, é isso, foi disso que mais senti falta. Imaginei ( e aqui já vou dando ideias e sugestões para vocês, caso queram acrescenta-las.) um romance entre os dois palhacinhos, os dois artistas circenses, contado pelos músicos ao longo do show. Seriam encontros e desencontros entre essas duas figuras que se costurariam com as musicas. Vejo o clown cuspindo fogo para chamar a atenção da palhacinha, vejo a palhacinha bolando de rir porque ele deixou cair um dos arcos de malabares, vejo a palhacinha se arriscando nas alturas pra mostrar ao clown o quanto pode ser bela, vejo ela escorregando, ficando dependurada por apenas uma perna, vejo o clown corre em sua direção, subir rapidamente as barras de ferro que os separam, descer cuidosamente pelo tecido para salvar sua palhacinha, vejo um forte aperto de mãos, um puxão,um encontrão e o mais carinhoso dos abraços. A palhacinha agora sabi que a beleza dos seus movimentos não fariam diferença se não houvesse ali um ser que a admira, ama e que se arriscaria por ela, o clown percebe que sem precisar se exibir, mostrou pra sua amada a coisa mais importante: estaria ali, ao lado dela, nas horas mais belas às horas mais difíceis. Sentiu o drama? Eu sim.Só de fantasiar essa historia na minha cabeça meu coração bate forte.O publico já sente no peito o impacto das musicas, que falam de uma maneira simples e bonita das coisas com as quais nos identificamos. O que falta sentir, penso eu, é apenas um aperto no coração que vai fazer com que todos, plateia, músicos, contra-regras, produção, atores, artistas em geral, percebam que já sentiram aquela sensação antes, e isso os remeterá a uma nostalgia saudável, que vai fazer com que essas pessoas saiam de um show d' O Teatro Magico se sentindo bem, com um sorriso estampado no rosto.Admito e admiro porque eu mesmo sai muito feliz do show, por ter dançado, cantado e pulado, mas sobretudo por ter assistido a um grandioso espetaculo.Agora vejo a palhacinha e o clown sentados em um balanço nas alturas, eles estão sorrindo, estão namorando. Juntos fazem as mais loucas piruetas naquele balanço... Juntos. Eles se completam ao som de " Tem vezes que a gente se pergunta porque é que não se junta tudo numa coisa só.".Existem outras que eu gostaria de discutir; o caso do monstro do Mérito e o monstro, achei fantástico, uma manipulação de perna de pau muito bem encenada. O monstro aparece e é cenicamente lindo, ele faz milhões de poses e movimentos que dão a ele um aspecto tenebroso, a luz, que estava brilhante durante todo o show, da ao monstro o poder que lhe faltava, porem o que faz o monstro ir embora? O fim da canção? O que me deixou mais curioso é que os músicos não interagem e nem reagem a presença do monstro. Onde entraria a dramatização nesse ponto?Os músicos, com as armas que tem, os instrumentos, expulsariam esse monstro com a coisa mais forte que já foi criada, a bomba mais poderosa, A MUSICA.Eu vejo fortes batidas nas cordas do violão que me lembram estouros de trovões, a luz simula os raios e relâmpagos, e o monstro se intimida com todos aqueles que estão no palco e plateia cantando repetidamente em coro: "Pra nos tornarmos imortais a gente tem que aprender a morrer.". O monstro sai, a musica acaba, a luz acalma e é hora das palmas vitoriosas, do publico pra banda, da banda pro publico. Existe uma outra figura que eu não consegui decifrar ainda, é o monstro de fitas que surge no começo do show. Nada tenho a falar dele, pois não captei o seu real sentido. Peço aqui, humildemente, uma luz. Pois estou muito curioso a respeito desse boneco, que cenicamente é fantástico. Outra coisa que me fez pensar são os versos que o palhaço que comanda a "brincadeira" recita antes de algumas musicas. Receio que se aproxime muito do que o Lirinha faz do shows de Cordel do Fogo Encantado. Felizmente O Teatro Magico tem soluções para isso, por ser um palhaço o personagem que recita o versos, pode-se fazer deles um dramalhão, com risos ou lagrimas, lembrando as duas mascaras simbolo do teatro. Pode se usar também artifícios usados no circo pelos próprios palhaços para cativar a tenção da plateia. Quero elogiar também a luz do espetáculo que estava impecável e a interpretação do Fernando nas palavras ditas antes da musica "Eu Não Sou Chico, Mas Quero Tentar."Bom, existem outras coisas nas quais pensei, tenho certeza disso, apenas não consigo lembrar delas agora, pois foi de um subto interesse que comecei a escrever esse e-mail.Desejo que leiam essas palavras com carinho, porquê em momento algum minha intenção foi fazer criticas destrutivas, ou muito menos construtivas do trabalho de vocês. Minha única razão de estar escrevendo essas palavras para O Teatro Magico é porque gostaria de contar pra vocês o espetáculo que assisti na minha cabeça enquanto assistia o show de vocês. Se gostaram de algumas das ideias que aqui comentei, não tenham pudor para coloca-las em pratica. Não espero reconhecimento, nem agradecimentos ao final do shows, espero somente ficar orgulhoso por assistir um show completo, redondo e sem falsa modéstia perfeito, O SHOW DOS MEUS SONHOS.

Obrigado pela possível atenção.

Ravi Aynore.

Arrocha Tchê!


é isso.


Arrocha Tchê.

2 comentários:

Jonta disse...

eu li tudo, ravi o dramaturgo. =)

faa_al disse...

foiiii linduuuuuu ;]
altas coisas desse show;]