sábado, 31 de janeiro de 2009

Beijaflorbutão.



A conversa começava assim:
E ai amor, fez o que hoje?
Fui ver Benjamim Button e chorei.
Ai você me perguntaria se o filme é triste, e eu responderia: - não, não é.
É que eu sou muito fraco com essas coisas de paternidade, sabe? Sempre achei que tinha algum problema entre a relação meu pai e eu, mas nunca consegui descobri qual. O tempo foi me deixando frágil a essas coisas. Eu posso ver uma mãe morrendo por seu filho, ou chorando a morte dele e nem me sinto tocada, mas um simples “te amo” de um pai para um filhou ou o inverso já me faria afogar em lagrimas. E tem cenas assim no filme, o pai abandona a filha e a mulher que mais ama porque acha que será melhor pra elas. (ai que saco, não to conseguindo escrever direito isso aqui vai ficar uma bosta). Mas sabe, eu já estou acostumado a chorar em filme, é só que dessa vez foi tão solitário, olhei pro lado e não havia ninguém pra abraçar, ou ninguém pra me censurar por estar chorando. Foi triste. (não consigo mais enrolar). Eu não quero mais chorar sozinho, nem nos filmes, nem em casa, nem em lugar nem um, por quaisquer que sejam as circunstancias. Quero você ao meu lado pra dividir comigo todas essas coisas, sabe? As lagrimas, os sorrisos... Eu sei que é paia, mas eu senti medo. Deixa eu explicar... Aquela certeza universal, sabe? Sou seu primeiro e ninguém nunca fica com o primeiro pra sempre. Mas eu quero ser seu ultimo, porque quero te ter pra sempre, não é possessividade, é amor! É que to cansado de sair por ai sofrendo desilusões, quero encostar meu burro em você, quero plantar minha bananeira no lugar onde futuramente será nossa casa, quero costurar meus lábios nos seus pra sempre poder ver os teus olhos bem de perto. As vezes você me faz acreditar que isso é possível, e isso é bom porquê eu não quero acreditar em mais nada.
Voltei pra casa sozinho e andando, pensando nas milhões de maneiras de transformar esse post em um dos mais bonitos, mas não vai rolar, porque quando cheguei em casa recebi a noticia de que tinha perdido o emprego, e daí meu mundo girou, as ideias se misturaram e eu nem sei mais onde tá o meu felling pra coisa bonitas. Enfim, veio o medo tudo de novo, digo, não consigo nem me manter em um grupo de teatro como vou me mantar em um relacionamento que eu quero que dure pra sempre? E daí foi só você dizer que ia me amar e ficar do meu lado pra sempre, e que a gente ia construir coisa juntos, que o meu mundo parou de girar, parou bem do seu lado e só vai girar agora quando for pra brincar com você. Eu acredito em você sempre que você diz que tudo vai ficar bem, eu só acredito em você.
Essa não é mais uma dessas minhas maneiras de dizer te amo, esse sou EU dizendo que PRECISO de VOCE.

(ridiculo)

(isso já tá um cu, se eu continuar só vou piorar)

Te amo!

And Wanna Grow Old With You.

Arrocha Tchê!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aquela distancia toda.

Penúltima.

...


Lembrei outro dia daquela carta que te escrevi.
- Qual?
A mais bonita na minha opinião.
- A mais bonita de todas?
Essa!
- Sei qual é.


Foi horrível, a gente tinha acabado de se acertar, finalmente estamos namorando e eu já tinha que viajar. Passamos quase um mês longe um do outro, quase nem agüentei. No primeiro dia, ainda no hotel, tirei meu caderno da bolsa e comecei a te escrever, como havia prometido. Te escreveria todo dia, e nas quinta-feiras postava as cartas, mas sempre me pegava confuso sobre o que escrever, nada parecia bom o suficiente para descrever o que eu achava da nossa distancia. Pensei em te escrever todo os clichê que me viam a mente, mas eles me faziam parecer tão vazio de sentimentos. Logo no primeiro dia, ainda no hotel não consegui te escrever, rabisquei algumas coisas sobre saudade na folha do caderno, mas o telefone tocou e era você me perguntando como foi a viajem. Falamos por mais de uma hora sem parar, minha orelha queimava, mas não era nada que pudesse me fazer pensar em desligar. Depois que nos despedimos voltei ate a mesinha e tentei te escrever algo sobre saudade, mas a criatividade havia sumido, assim como a saudade daquele primeiro dia.
Os dias foram passando e a única coisa que eu conseguia botar no caderno eram rabiscos de como eu sentia sua falta perto de mim, nada que fosse bom demais para ser postado, a primeira quinta-feira e nada de cartas. Você uma vez me perguntou sobre as cartas que eu prometi que escreveria e eu pareci muito sincero quando te disse que não tinha muito tempo para escrever, mas era mentira, passava horas sentado em frente ao meu caderno pensando no quanto eram tolas as coisas que passavam na minha cabeça, nunca nada era bom demais para você. Uma vez escrevi um e-mail, perguntando quando você entraria no MSN e te falando os horários que eu estaria no hotel pra você poder ligar. Foi o mais próximo que consegui chegar de uma possível carta. Mais uma quinta-feira e nada de postagens.
Bom, as coisas não estavam boas, na terceira semana eu poderia te escrever, estava com a saudade a flor da pele, os telefonemas tinham se reduzido a apenas um ou dois dias, mas dessa fez eu não conseguia evitar achar que as coisas que escrevia eram bobas demais, ou poéticas demais, românticas demais... Havia acabado a tinta da última BIC que me restava e eu ainda não havia escrito nada, pior ainda, outra vez já era quinta-feira.
Na quarta semana não nós falamos, li o teu e-mail dizendo que a semana seria corrida por causa de alguns testes, onde você também perguntava sobre as cartas que nunca chegaram. Bom, as cartas nunca foram escritas, como chegariam? Vi potencialidade naquele momento, na pressão da falta de tempo e saudade, eu poderia obrigar meu cérebro a pensar em te escrever algo digno de você, com um giz de cera. Foi o fim, e foi fácil. Devia ter pensado nisso muito antes, mandaria três mil cartas como o mesmo conteúdo, pensei mesmo em fazer isso, mas não o fiz. Pensei também que ainda era segunda, e que se postasse a carta naquele dia, você a receberia na quinta-feira. Não postei a carta na segunda.
Era quinta-feira e você estava fazendo sei lá o que quando ouviu algue bater a sua porta, perguntou quem era e ouviu de lá de fora alguem gritar – Carteiro! Bom, você desceu rapidamente as escadas do seu quarto e foi direto a porta, pensando que o tal carteiro te traia noticias minhas. Quando você abriu a porta pude ver sua expressão de surpresa, e acho que você pode ver a minha num mix de alegria, emoção e satisfação. Eu estava em pé a sua porta, segurando em uma das mãos buquê de flores ( isso mesmo, flores), e na outra uma carta.
- A carta que nunca veio?
A carta que me trouxe aqui!
Você pegou a carta e a abriu nervosamente. Usei a coisa mais clichê e sincera de todas, nada de folhas e folhas te dizendo como foram os meus dias no Rio de Janeiro, e sim duas palavras que expressavam com exatidão tudo que eu estava sentindo naquele momento e tudo o que senti desde que parti.
Não ficou difícil descobrir o que é, ficou?

Arrocha "Eronya" Tchê.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Você, O melhor e o pior dos meus sonhos.

"Continuação da setima maneira."

... Estava tudo turvo e sombrio, mal dava pra enxergar direito, mesmo apertando os olhos. Você vinha em minha direção com uma cara diabólica e dizia: - Engraçado você ter acreditado que eu gostava mesmo de você. Achei que seria bem mais divertido, mas foi muito fácil. Eu não estava entendendo, para mim você já devia estar enterrado em algum lugar da minha memoria. Você continuava repetindo coisas ofensivas sobre mim, me chamava de tolo por ter me apaixonado por você, me dizia que era muita burrice minha acreditar que alguem como você jamais amaria alguem como eu, e usava essas mesmas palavras pobres misturadas em outras frases para me insultar. Eu não entendia nada, era natal, não véspera, natal mesmo, dia 25 de dezembro, porque você estaria me falando aquelas coisas? Falava em alto e em bom som que nunca tinha gostado de mim, que se aproveitara do meu amor, apenas, para alimentar o seu ego, mas que nem pra isso ele servia muito. Como eu sabia que era natal, não faço ideia, apenas sabia, nada na escuridão turva que pouco enxergava me indicava isso, mas eu sabia, apenas. - Eu te iludi, e nunca me diverti tanto fazendo isso. Nunca nada me fez rir mais do que nos dias em que lia aquela baboseira que você escrevia. - Você e seus outros vocês falavam impiedosamente enquanto rodavam pela minha cabeça. Daí eu acordei num susto. Olhe para um lado, para o outro e nada de você. Minha respiração ofegante, meu corpo suado... Ao meu lado, ele ainda dormia, pus as mãos na cabeça e realizei que foi apenas mais um desses sonhos ruins que tive com você. Deitei outra vez, e quando fechei os olhos lá estava você, me esperando na sorveteria com duas enormes taças de sorvete de morango, e pronto pra cair no meu abraço outra vez, e eu louco para recebe-lo como sempre.
Nunca pensei que seria assim, mesmo separados, mesmo tocando nossas vidas para frente, por caminhos diferentes, continuo apenas sonhando com você, sempre. Fico aqui imaginando se haveria no mundo uma outra maneira melhor de dizer que te amo...tanto.

Fim.

I do!

Arrocha tchê.

Das vezes que você corria pros meus braços.

Setima maneira de dizer...
Dividida em duas partes.

Passei a tarde naquele dia lembrando das vezes que as coisas pareciam não ter solução, mas que acabavam como você correndo direto para os meus braços.

1 – Depois do nosso primeiro beijo, lembra? Passamos muito tempo sem nos ver, dado a distancia em que morávamos, mas você estava nas redondezas e me ligou, o que era raro, me chamou pra tomar um sorvete. Numa sorveteria perto de casa fiquei esperando você e imaginando como seria esse nosso novo encontro, fiz tantas espectativas, mas elas foram ficando preocupantes a media que o seu atraso aumentava. Finalmente chegou, e como sempre estava lindo, sempre sorrindo e corado. Tomamos sorvete de morango juntos, adorávamos morango, eu adorava ainda mais você. Na falta do que conversar começamos a falar da gente, que erro, nunca deveríamos nos permitir a falar da gente, mas... Poucos minutos depois eu me via discutindo atenção com você, e mais tarde um pouco estaríamos concordando que seria melhor pra nós se nos separássemos. E assim foi, um abraço, um aperto de mão e um adeus, sem beijos de despedida. Tomei o caminho de casa e você o inverso, andava devagar caso você mudasse de ideia. Te ouvi gritar meu nome, pensei: “MUDOU”, e quando me virei te vi correndo em direção ao meu abraço me dizendo que o melhor pra nós dois era ficarmos juntos para sempre, nos beijamos e saímos por ai.
2 – Era um dia tenso, choveu o dia todo, mas quando te chamei pra sair os céus pareceram querer me ajudar com a tarefa de tamanha dificuldade, fazendo com que a chuva estiasse, ainda assim o céu estava no seu mais escuro tom de cinza. Você chegou, eu te dei um abraço e fui logo falando que fiquei com outro cara, você arregalou os olhos, deu meia volta e foi embora, nem me deixou explicar. Não havia mesmo nada pra explicar, o que aconteceu foi um acidente, mas eu poderia ter evitado. Desejei poder ter te falado isso. Fui atrás de você, te segurei pela mão e você com os olhos cheios de lagrimas me perguntou com que foi que eu tinha ficado, eu disse que com o Bruno, com quem mais seria? Era meu ex-namorado, terminamos em uma situação estranha as coisas sempre pareciam mal resolvidas quando nos encontrávamos. Você continuou andando, parecia não querer mais ouvir. Nem eu queria mais falar, aquilo me envergonhava, eu estava silenciosamente implorando por uma chance de poder fazer você perceber que eu já havia notado que o que fiz foi um dos maiores erros da minha vida, mas você não me dava oportunidade. Mais uma vez fui atrás de você, dessa vez sem te tocar e você me perguntou como foi, e eu te disse que ele havia me beijado e que eu exitei, mas acabei cedendo. Me perguntou o que veio depois e eu disse que o empurrei e falei pra ele que tudo aquilo estava errado, e que não deveria ter acontecido, e que nunca mais aconteceria, depois te falei que sai de onde estava e liguei pra você e agora estávamos onde estávamos fazendo o que estávamos fazendo. Você chutou um monte de areia e me disse que sentia mais raiva de si mesmo que de mim, porque estava muito afim de me perdoar, porque me amava. Falou isso em uma respiração só, quase não podia entender, me fez jurar que não faria mais isso, eu jurei, assim, sem pensar duas vezes, achei que você não acreditaria por ter sido tão espontâneo, mas acho que fui, também, sincero o suficiente. Você me disse que ficaríamos bem e saiu andando. Fiquei congelado calculando o quanto idiota eu sou, quando vi você virando e correndo em minha direção, mais uma vez pro meu abraço com os olhos cheios de lagrimas me dizendo, com muita certeza, que eu nunca mais faria aquilo. Eu realmente nunca fiz, eu todos os anos que passamos juntos, nuca pensei em outra pessoa se não você.
3 – Fui te ver chegar na rodoviária, com as mãos suando e tremendo de nervoso. Assim que desceu do ônibus, e me viu veio correndo em minha direção, via os seus olhos brilhando, seu sorriso, a mochila que pulava em suas costas. Você pulou e se encaixou perfeitamente nos meus braços como sempre fazia, não dissemos nada, pois nossos confissões e promessas estavam sendo seladas com um magnifico beijos.
...
Boas lembranças simplesmente não tem fim, alguem me ensinou que só porque as coisas acabam elas não tem que ser necessariamente tristes.
De fato um dia vou merecer um nascer do sol daqueles como vocês mereceram.

Arrocha tchê!

Dexter X Kyle, quem é pra ser?

Mais um daqueles meus loucos devaneios sobre o que sou e o que desejo ser, não consigo ao certo ver uma diferença entre essas duas coisa, não que eu já seja tudo que quero ser, não, mas por que não sei as coisas que consegui, as que ainda conseguirei, as que foram deixadas para traz e as que surgiram a pouco. Com um dos meus vícios pude refletir sobre a imagem que tenho de mim e a que desejo passar. Grande fã de Dexter, nunca pude deixar de notar algumas semelhanças, mas é isso que fã faz, não é? Procura semelhanças? Ao final das contas só se torna fã devido ao grande numero de identificações entre você e o seu ídolo. Ser como Dexter não é matar pra saciar uma sede e acabar, por conseqüência, limpando as ruas dos marginais. Dexter é mais que simplesmente matança, exite a parte sombria, em que ele entra em conflito consigo mesmo pra poder continuar interpretando o papel de cara bonzinho e sem sal, o mesmo papel que nos faz nos apaixonarmos por ele tão facilmente, pois é claro, nós nos identificamos. Mas nada nele é real, ele é falso, mal caráter, mentiroso, frio, calculista, um assassino. Então, esse seria eu, o que sou até agora, alguem que luta com unhas e dentes para continuar escondendo do mundo minha verdadeira face. Diferente de Dexter que sabe exatamente onde sua natureza vai o levar, eu não sei nada, o que me remete a Kyle, de Kyle XY. Ele simplesmente não sabe de nada, passado, presente, futuro... Apenas vive tentando descobrir o que é, e nesse meio tempo se torna o garoto estranho mais popular de todos. Essa a parte que gostaria de ser, tentar descobri o que acontece, aprender rápido qualquer coisa que queria, ser interessado, ser popular com os caras e dormi numa banheira, mas talvez eu tenha medo, medo de me descobrir, de me expor, de me odiar, talvez que não queria ninguém por perto, com medo de magoa-los, assusta-los... Talvez dormi numa banheira não seja assim tão confortável. Alguem outro dia me disse que estava em crise, que eu estava em crise existencial ou coisa assim, não concordo, sei porque estou aqui, só não sei quem sou e se estou satisfeito com esse papel que tenho que interpretar. A crise deve ser mesmo pelas coisas que acho que sou e as que desejo ser. Isso torna ver seriado como Dexter e Kyle XY mais interessantes que viver. Talvez, um dia, haverá um seriado chamado Aynore, daí, talvez, eu não deseje dormi em banheiras anymore.

Complicado, serio?
Isso porque não inclui jack & bobby, nem Aliens in América.
Ou porque nunca ninguém me ouviu discorrer sobre Lost.

Arrocha Tchê!