Setima maneira de dizer...
Dividida em duas partes.
Passei a tarde naquele dia lembrando das vezes que as coisas pareciam não ter solução, mas que acabavam como você correndo direto para os meus braços.
1 – Depois do nosso primeiro beijo, lembra? Passamos muito tempo sem nos ver, dado a distancia em que morávamos, mas você estava nas redondezas e me ligou, o que era raro, me chamou pra tomar um sorvete. Numa sorveteria perto de casa fiquei esperando você e imaginando como seria esse nosso novo encontro, fiz tantas espectativas, mas elas foram ficando preocupantes a media que o seu atraso aumentava. Finalmente chegou, e como sempre estava lindo, sempre sorrindo e corado. Tomamos sorvete de morango juntos, adorávamos morango, eu adorava ainda mais você. Na falta do que conversar começamos a falar da gente, que erro, nunca deveríamos nos permitir a falar da gente, mas... Poucos minutos depois eu me via discutindo atenção com você, e mais tarde um pouco estaríamos concordando que seria melhor pra nós se nos separássemos. E assim foi, um abraço, um aperto de mão e um adeus, sem beijos de despedida. Tomei o caminho de casa e você o inverso, andava devagar caso você mudasse de ideia. Te ouvi gritar meu nome, pensei: “MUDOU”, e quando me virei te vi correndo em direção ao meu abraço me dizendo que o melhor pra nós dois era ficarmos juntos para sempre, nos beijamos e saímos por ai.
2 – Era um dia tenso, choveu o dia todo, mas quando te chamei pra sair os céus pareceram querer me ajudar com a tarefa de tamanha dificuldade, fazendo com que a chuva estiasse, ainda assim o céu estava no seu mais escuro tom de cinza. Você chegou, eu te dei um abraço e fui logo falando que fiquei com outro cara, você arregalou os olhos, deu meia volta e foi embora, nem me deixou explicar. Não havia mesmo nada pra explicar, o que aconteceu foi um acidente, mas eu poderia ter evitado. Desejei poder ter te falado isso. Fui atrás de você, te segurei pela mão e você com os olhos cheios de lagrimas me perguntou com que foi que eu tinha ficado, eu disse que com o Bruno, com quem mais seria? Era meu ex-namorado, terminamos em uma situação estranha as coisas sempre pareciam mal resolvidas quando nos encontrávamos. Você continuou andando, parecia não querer mais ouvir. Nem eu queria mais falar, aquilo me envergonhava, eu estava silenciosamente implorando por uma chance de poder fazer você perceber que eu já havia notado que o que fiz foi um dos maiores erros da minha vida, mas você não me dava oportunidade. Mais uma vez fui atrás de você, dessa vez sem te tocar e você me perguntou como foi, e eu te disse que ele havia me beijado e que eu exitei, mas acabei cedendo. Me perguntou o que veio depois e eu disse que o empurrei e falei pra ele que tudo aquilo estava errado, e que não deveria ter acontecido, e que nunca mais aconteceria, depois te falei que sai de onde estava e liguei pra você e agora estávamos onde estávamos fazendo o que estávamos fazendo. Você chutou um monte de areia e me disse que sentia mais raiva de si mesmo que de mim, porque estava muito afim de me perdoar, porque me amava. Falou isso em uma respiração só, quase não podia entender, me fez jurar que não faria mais isso, eu jurei, assim, sem pensar duas vezes, achei que você não acreditaria por ter sido tão espontâneo, mas acho que fui, também, sincero o suficiente. Você me disse que ficaríamos bem e saiu andando. Fiquei congelado calculando o quanto idiota eu sou, quando vi você virando e correndo em minha direção, mais uma vez pro meu abraço com os olhos cheios de lagrimas me dizendo, com muita certeza, que eu nunca mais faria aquilo. Eu realmente nunca fiz, eu todos os anos que passamos juntos, nuca pensei em outra pessoa se não você.
3 – Fui te ver chegar na rodoviária, com as mãos suando e tremendo de nervoso. Assim que desceu do ônibus, e me viu veio correndo em minha direção, via os seus olhos brilhando, seu sorriso, a mochila que pulava em suas costas. Você pulou e se encaixou perfeitamente nos meus braços como sempre fazia, não dissemos nada, pois nossos confissões e promessas estavam sendo seladas com um magnifico beijos.
...
Boas lembranças simplesmente não tem fim, alguem me ensinou que só porque as coisas acabam elas não tem que ser necessariamente tristes.
De fato um dia vou merecer um nascer do sol daqueles como vocês mereceram.

Arrocha tchê!
Dividida em duas partes.
Passei a tarde naquele dia lembrando das vezes que as coisas pareciam não ter solução, mas que acabavam como você correndo direto para os meus braços.
1 – Depois do nosso primeiro beijo, lembra? Passamos muito tempo sem nos ver, dado a distancia em que morávamos, mas você estava nas redondezas e me ligou, o que era raro, me chamou pra tomar um sorvete. Numa sorveteria perto de casa fiquei esperando você e imaginando como seria esse nosso novo encontro, fiz tantas espectativas, mas elas foram ficando preocupantes a media que o seu atraso aumentava. Finalmente chegou, e como sempre estava lindo, sempre sorrindo e corado. Tomamos sorvete de morango juntos, adorávamos morango, eu adorava ainda mais você. Na falta do que conversar começamos a falar da gente, que erro, nunca deveríamos nos permitir a falar da gente, mas... Poucos minutos depois eu me via discutindo atenção com você, e mais tarde um pouco estaríamos concordando que seria melhor pra nós se nos separássemos. E assim foi, um abraço, um aperto de mão e um adeus, sem beijos de despedida. Tomei o caminho de casa e você o inverso, andava devagar caso você mudasse de ideia. Te ouvi gritar meu nome, pensei: “MUDOU”, e quando me virei te vi correndo em direção ao meu abraço me dizendo que o melhor pra nós dois era ficarmos juntos para sempre, nos beijamos e saímos por ai.
2 – Era um dia tenso, choveu o dia todo, mas quando te chamei pra sair os céus pareceram querer me ajudar com a tarefa de tamanha dificuldade, fazendo com que a chuva estiasse, ainda assim o céu estava no seu mais escuro tom de cinza. Você chegou, eu te dei um abraço e fui logo falando que fiquei com outro cara, você arregalou os olhos, deu meia volta e foi embora, nem me deixou explicar. Não havia mesmo nada pra explicar, o que aconteceu foi um acidente, mas eu poderia ter evitado. Desejei poder ter te falado isso. Fui atrás de você, te segurei pela mão e você com os olhos cheios de lagrimas me perguntou com que foi que eu tinha ficado, eu disse que com o Bruno, com quem mais seria? Era meu ex-namorado, terminamos em uma situação estranha as coisas sempre pareciam mal resolvidas quando nos encontrávamos. Você continuou andando, parecia não querer mais ouvir. Nem eu queria mais falar, aquilo me envergonhava, eu estava silenciosamente implorando por uma chance de poder fazer você perceber que eu já havia notado que o que fiz foi um dos maiores erros da minha vida, mas você não me dava oportunidade. Mais uma vez fui atrás de você, dessa vez sem te tocar e você me perguntou como foi, e eu te disse que ele havia me beijado e que eu exitei, mas acabei cedendo. Me perguntou o que veio depois e eu disse que o empurrei e falei pra ele que tudo aquilo estava errado, e que não deveria ter acontecido, e que nunca mais aconteceria, depois te falei que sai de onde estava e liguei pra você e agora estávamos onde estávamos fazendo o que estávamos fazendo. Você chutou um monte de areia e me disse que sentia mais raiva de si mesmo que de mim, porque estava muito afim de me perdoar, porque me amava. Falou isso em uma respiração só, quase não podia entender, me fez jurar que não faria mais isso, eu jurei, assim, sem pensar duas vezes, achei que você não acreditaria por ter sido tão espontâneo, mas acho que fui, também, sincero o suficiente. Você me disse que ficaríamos bem e saiu andando. Fiquei congelado calculando o quanto idiota eu sou, quando vi você virando e correndo em minha direção, mais uma vez pro meu abraço com os olhos cheios de lagrimas me dizendo, com muita certeza, que eu nunca mais faria aquilo. Eu realmente nunca fiz, eu todos os anos que passamos juntos, nuca pensei em outra pessoa se não você.
3 – Fui te ver chegar na rodoviária, com as mãos suando e tremendo de nervoso. Assim que desceu do ônibus, e me viu veio correndo em minha direção, via os seus olhos brilhando, seu sorriso, a mochila que pulava em suas costas. Você pulou e se encaixou perfeitamente nos meus braços como sempre fazia, não dissemos nada, pois nossos confissões e promessas estavam sendo seladas com um magnifico beijos.
...
Boas lembranças simplesmente não tem fim, alguem me ensinou que só porque as coisas acabam elas não tem que ser necessariamente tristes.
De fato um dia vou merecer um nascer do sol daqueles como vocês mereceram.

Arrocha tchê!
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