segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Novas. Novos. Naves e a verdade sobre cada coisa que não foi dita no mundo.

Eu tenho essas fraquezas sabe? Como escutar Damien Rice e ficar deprimido, como colocar a trilha de Once pra tocar e fingir que estou no meio da rua gritando algo bonito que não fui eu que escrevi. Tenho essas fraquezas por comida, por filmes e por pessoas. Tenho que lembrar que a trilha de Once é uma das coisas mais lindas que já ouvi na minha vida, e se tocada na altura certa, com certeza vai me fazer chorar. E olha pra mim falando que choro. Acho que não tenho mais medo de que possa me queimar muito nesse blog. Talvez, certa vez, tivesse esse medo por que achava que uma hora ou outra, alguém apareceria e iria ler todas essas coisas. Sei que Dandolo não as lê mais, e que só as leu uma vez por curiosidade, nunca mais o fez. Um ladrãozinho meia boca talvez passava o olho aqui as vezes, mas nem ele mais. Um diretor de teatro, uma bichinha do sul... Não não. A única pessoa que lia isso aqui era Mateus, mas ele não o faz mais. Vê, Mateus está namorando. O que é bom pra ele. Se ele pensou em me contar eu não sei, mas certamente deve ter pensando em comentar e ficou com receio de que eu reclamasse a alma. Não sou contra o namoro, acho bonito, mas puta que o pariu, as pessoas ficam muito babacas quando estão namorando. Hoje meu melhor amigo ligou pra mim e eu meio que neguei sair com ele. Me senti meio mal por isso, mas não gosto de ser o cara “quando tiver um tempo livre vou te ver”. Enfim, desejo felicidade as pessoas. E eu, bom, eu só queria me divertir um pouco. Sair no dia das bruxas, fumar uma maconha, ver uns espíritos. Não vai acontecer. Certo! Dai eu estou começando a fazer tudo outra vez. Sair com pessoas mais novas, dessas porras loucas que sabem se divertir. O que vai ser da minha vida quando eu fizer 30? Eu tenho que parar de fazer isso. Mas ai se eu paro, certas coisas também param de acontecer, e, Deus, eu gosto quando algumas dessas coisas acontecem. Vai que eu conheci esse cara, esse guri, essa criatura enorme da qual não consegui tirar o olho desde que chegue na peste da festa. Primeiro que ele tinha um sorriso lindo, me lembrava um amigo que mora longe e me lembrou também uma amiga que mora perto, mas que nem sempre eu consigo ver. E agora eu estou com medo que ele acabe lendo isso aqui. Merda! Enfim, ele ficou me olhando também. E eu não notei isso, por que eu achei durante dois segundos que ele era meio vesgo, mas não era, na verdade tem olhos lindos... O que é que eu estou falando. Droga! Enfim... Olhos lindos sim. As vezes eu achava que ele estava olhando pra qualquer outro lugar e o que eu estava vendo era o reflexo do óculos, e por fim, logico que achei que ele ficava me olhando por que achava estranho o fato de eu não consegui parar de olhar pra ele, mas PUA QUE PARIU, ele era muito parecido com Luth. Enfim... Por que estou escrevendo essas coisas? Sabe, quando eu tinha uns 19, (e quando eu tinha 19 eu já me achava muito mais velho, imagine agora), eu vi esse filme: The girl in the wonderland. Ou alguma coisa assim. Essa guria, do filme, tinha Tourette, e ela não conseguia conter alguns impulsos. O que era massa, por que ela fazia e falava coisas extraordinárias. Eu pesquisei sobre a síndrome e me bati com a mais sensacional ainda: Aspergr. Que é um Tourette HARDCORE. Quem tem Asperger geralmente, no inicio, não consegue controlar os estímulos e acaba falando as primeiras coisas que veem na cabeça. Depois fica muito pior, mas no começo me pareceu uma coisa bastante fascinante. Passei uma semana inteira fingindo ter Asperger e Tourette falando as coisas que vinham na minha cabeça sem se quer hesitar por um segundo. Ganhei muitos inimigos, nem um amigo, e umas broncas da minha mãe, mas me senti tão bem falando o que pensava. Logico que, como toda brincadeira, a coisa toda ficou chata, mas hoje ainda falo o que penso, mesmo sabendo que me fodo muito por causa disso. Como da vez que disse que amava John Lennon. (risos) Eu me divirto com isso. Você tem uma foto de uma pessoa que você tem uma queda na porta do seu guarda roupa? Não? Eu tenho! Na verdade eu tenho muitas fotos na porta do meu guarda roupa. E tem essa foto, de um cara que é bem parecido com o rapaz, guri, criatura que eu conheci no sábado. FATE é uma coisa engraçada. Enfim. Eu falei muita coisa estupida, e ele continuava olhando pra mim. Era manhã já e tava todo mundo melado de tinta. Eu tinha esquecido como um beijo pode ser massa. Fico feliz de ter descoberto isso outras vez. O resto e papo furado de taxista. Só achei que foi legal e importante de certa forma. Significa que estou vivo e muitoo, bastante fodido, mas tudo vai ficar bem desde que eu possa usar a desculpa de que tenho Tourette ou Asperger.

Ravi Aynore.

Arrocha Tchê!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Para humanos e peixes.


Eu percebi faz muito tempo, na verdade, mas fiquei na minha por que sei que todo mundo, por mais especial que seja, ou pareça ser, tem o seu lado humano. Foi nesse exato momento, pouco ante de me manifestar em palavras atravessadas nesse blog, que cheguei a conclusão definitiva. Meu amigo é um humano! E eu senti vergonha por ele. Talvez, hoje, pra ele isso nem seja mais acusação tão grave, se adequou muito bem que esqueceu o que pregava. Até o vejo voltando a comer carne. Qual o motivo dele ele ter parado de comer carne mesmo? A boceta muda as coisas, seja humano, marciano ou uma criança fingindo ser de outro mundo. Ela muda! Pra transformar em um simples humano uma das pessoas mais extraordinárias que conheci, nem foi preciso uma boceta muito elaborada. Uma simples boceta que estava lá e que ainda esta lá. E agora é só esperar a carne. Eu fico de boas na minha ignorância e tento achar que isso tudo é só um egoísmo meu e que meu amigo ainda não pertence a esse planeta, mas isso já era. O que era estranho acreditar no começo, hoje é simplesmente impossível. Com bom humor ele vai dizer que só esta tentando se misturar, mas quem com porcos se mistura... Eu não estou chamando a boceta de porca, como disse antes, é uma boceta bem legal, mas não tem nada de extraordinário a não ser o fato de desextraordinarizar as pessoas extremante extraordinárias. Eu sei como é isso, eu conheço o poder de uma pica e eu sei que nos faz fazer coisas estupidas, mas pica nem uma no mundo, nem mesmo a minha, me transformou em um humano comum, igual a qualquer outro medroso, ordinário... E olhe que eu já era humano antes, e nunca quis ser diferente. O fato de ser humano e querer continuar sendo, faz com que as pessoas não cobrem nada de mim, por que sabem quem já nasci sem o dom da extraordinariedade, mas se você clama aos ventos amigos e inimigos que é um não-humano, não importa o que seja, vão te considerar superior, até ser provado que não existe raça superior alguma que consiga resistir a uma boceta qualquer. O poder do sexo. Por isso me decepciono as vezes. Por saber que sou nada especial e por, mesmo assim, olhar para o ser que julgava extraordinário com certa superioridade. Começo a pensar que talvez os Gays sejam os verdadeiros alienígenas, mas não. Os gays só não gostam de boceta, mas são tão humanos quanto qualquer outro nesse planeta. Isso não é um elogio! Percebi que meu marciano favorito estava virando humano com o contagio de uma boceta ainda muito cedo, quando ele começou a perceber que as coisas que eles gostava de fazer deveria permanecer em segredo para que ele não precisasse se explicar para outras pessoas ou para a boceta. E.. OI? Humano! Completamente humano. Uma das coisas mais humanas do mundo. Nesse momento começo a pensar que EU sou o verdadeiro E.T aqui, e que deveria ter uma musica escrita pela Katy Perry e um episodio no supernatural. Depois os outro efeito colaterais começaram a aparecer. Quando com a boceta e os amigos: Ahhh, boceta. Quando só com os amigos: Ah, boceta isso. Boceta aquilo outro. Eu entendo que os amigos estão ali pra apoiar e escutar, apesar de que acho que seria melhor se a gente passasse mais tempo bebendo de fazendo coisas estupidas, mas eu não entendo esses conversar de apoio como “Vou passar a noite reclamado de uma boceta, mas não vou fazer nada pra mudar isso. Só pra aproveitar o tempo que tenho livre pra reclamar e não pra me divertir ou qualquer outra coisa interessante.” Humano! Quer coisa mais humanoide do que não aproveitar a vida e passar mais tempo reclamando?! Pois é. E por fim, ele se tornou um motorista, a profissão favorita dos humanos. O motorista é o cara que sai com a boceta e não consegue ficar em um lugar só, por que bocetas não bastante inquietas. Ele, humano, começou a fazer social. Tipo: Passar para ver os amigos. É aquele velho jogo de passar vinte minutos com seus amigos, tomar uma cerveja e ir embora. Depois, vocês passam mais vinte minutos na companhia de outros, tomam mais uma cerveja e vão embora. E ai a boceta vai fazer o que faze de melhor, SEXO, e o contagio continua até o fim de suas vidas. Odeio social. Odeio hábitos humanos! E por ultimo, que aconteceu agora a pouco, o ex-traterrestre, agora humano, diz: “Queria fazer uma coisa rápida. Pra voltar pra casa logo.” Eu não sei se é drama de Aracaju, o pior lugar pra acabar, mas eu acho que quando você sai de casa pensando em voltar é uma das coisas mais estupidas que você pode fazer. Se esta pensando em voltar pra que saiu da porra do caralho do cu da casa? Enfim. Eu pensei em dar um basta, bancar a criança, ser um completo idiota, dizer que não dá pra ser amigo de seres humanos, de humano ordinário já basta eu, mas... Sei o que é perder amigos e sei o quanto não é fácil arranjar outros que sejam mais especiais. Acho que os anos de ET, marciano, extraordinário dele já acabaram e eu tenho que entender. Por que amigos tem que entender e entender. Humanos tem que simplesmente atender e aceitar. Bocetas não entendem, reclamam, não aceitam e você, amigo humano, é deixado de lado com as sociais, por que as bocetas não entenderam, e por não entenderem elas merecem a atenção. Mas tudo esta bem, está salvo, por que você, HUMANO AMIGO... Você entende.

Existe uma coisa em cada um desses humanos inúteis que os tornam especiais, só que os humanos inúteis simplesmente esquecem-se dessas coisas com muita facilidade. Meu amigo Marciano, extraterrestre, hoje é um completo terrestre. E apensar de lindo, se tornou humano demais, mas ele é a minha boceta e eu não posso abandona-lo porque estou viciado nele. Eu o amo e sinto falta dele. Mas como é com bocetas... Nada disso será dito, apenas reclamado em um blog, para que eu possa ser humano e perder tempo da minha vida reclamando.

Cada um tem a boceta que merece.

Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Voltei. Não sei por quanto tempo.

Então voltei a escrever, mais pela necessidade de esvaziar a mente, mais pela falta do que fazer, pela raiva do mundo... Sei lá. Faz tempo que não uso esse blog, ainda estranho que ele exista. Eu tenho essa mania de começar as coisas, como grandes ideias, sempre são, mas todas elas ficam pela metade. Acho que tenho algum tipo de medo de finalizar as coisas, de me tornar adulto de parecer mais com os meus amigos que se acomodaram. Eu devo ter me acomodado também. Eu queria ter um VLOG! VLOGS me deixam achando que posso ser especial de alguma maneira. Eu adoraria ser especial! Perguntei hoje para uma amiga. Se é que posso chama-la de amiga... Enfim, perguntei por que que ela se achava especial. Ela disse que porque sabia cultivar amigos. Eu não acho nada de especial nisso. Ou sou eu que tenho problemas em cultivar verdadeiros amigos. Tenho menos amigos do que dedos, e eu estou falando dos dedos das mãos. Vou tentar escrever sempre que puder. Tenho que desabafar minha raiva dos amigos, dos dedos e principalmente de mim mesmo em algum lugar. Pensei em ter um VLOG que falasse disso, mas não... Não me faria especial. Então se não for pra ser especial, então que seja de qualquer jeito, escrito, aleatoriamente num blog qualquer. Eu realmente tenho esse blog a muito tempo. Nele tem muita coisa divertida. Todas inacabadas ou mal acabadas. Acho que a vida é assim mesmo. John Lennon, Eron Neto... Sabe que nunca mais achei nem uma carta no chão?! Ou nunca mais sonhei em fazer nada. Tenho sonhos estranhos, alguns chamariam até de pesadelos, mas eu acho que são só sonhos estranho. Tenho medo que pessoas mais próximas morram e eu tenha que tomar algum tipo de atitude. Tenho medo de chorar ou de não chorar nada. Vivo com medo. Eu não quero me casar! Não consigo me imaginar dividindo espaço com alguém obrigatoriamente. Eu acho que sou livre, mas não sou. Hoje tirei uma foto de um garoto chupando o pênis do outro do meu facebook por que não sou nem um pouco livre. E essa é que é a verdade! Eu sinto falta dos amigos do meu ex-namorado. Sinto falta dele também, mas que... Não dá pra sair e ficar de boas. Por que eu sou chato. Eu sou tão chato que me recuso a sair com a namorada do meu melhor amigo. E eu acho ela tão legal. Meio babaca, mas legal. Acabei de sentir um gosto de liberdade na boca em ter a chamado de babaca. Acho que não ser especial tem suas vantagens. Mas não sou o Jack W. E quando eu escrevo “W.” é por que eu tenho medo de escrever Whigth de maneira errada. O que eu acho que acabei de fazer. Enfim... Jonta é uma pessoa especial. Fico me cobrando a parar de achar isso, e tento culpar o namoro dele, mas a verdade é que ele nunca deixou de ser genial. Jonta é foda! Eu queria ser foda, mas sou só um babaca. O que faz de Rafaela nada bacaba. Na verdade, faz dela uma pessoa incrivelmente legal. Já que eu tenho sido muito mais babaca que qualquer coisa no mundo, estou sendo bem babaca agora escrevendo esse texto. E se você comprar as babaquices, vai ver que Rafa nunca foi nem um pouco babaca. Talvez uma vez ou outra, mas cada um tem direito de ter o babaca que quiser ser. Enfim... Mateus vai ler isso, e vai ser a única pessoa a ler isso. Isso por que eu vou mostrar isso a ele. Não vai me fazer mais especial, não. Por falar em Rafa... Eu peguei carona com um cara chamado Rafa um dia desses. Ele é tão bonito e forte e parece um armário e já ficou com um dos meus ex-namorados e eu o queria pra mim, mas ele está namorando com um outro cara bem gostoso e dai eu vou ficar na minha mesmo que é o melhor que eu faço. Eu mudei. Hoje eu sou um babaca que fica em casa assistindo series. Antes eu era uma babaca que tentava acabar namoros só pra me achar foda. Eu sinto falta disso. Não tenho mais nem uma peculiaridade. Será que eu cresci? E hoje eu estaria maduro o suficiente pra não participar. Sabe o que eu acho de desistir? Que só acontece depois que você passou um tempo tentando. Não sei se eu desisto das coisas, mas me torno indiferente com muita frequência e depois as esqueço. Não sou mais um imã para garotinhos e problemas, não sou mais Kyle ou Scott. Meu tempo de Jolene já foram faz tempo e eu devia ter me acomodado em um namoro que parecia perfeito, se sentimentos não fossem levados em conta. Hoje não sou mais um bom amigo, nunca mais achei nem uma carta no chão e nada de extraordinário tem acontecido na minha vida. Me pergunto se isso é crescer. E se for. Já foi!

Arrocha Tchê!