domingo, 9 de novembro de 2008

O Animal Errado!

Tudo pode simplesmente mudar, e sendo assim, tudo de repente estará mudado.
E foi um outro dia em que as coisas poderiam ter dado certo...


Onde vamos parar se continuarmos na mesma pista onde começamos?
Onde pretendíamos chegar.
E se formos por aqui?
Não sei se chegaremos.
Que tal desvendar esse mistério?
Dizem que podem haver penhascos.
Dizem muitas coisas, penhascos são legais.


E são mesmo! Penhascos são bonitos, atraentes e tem dentes lindos, o único problema é que por mais que se interesse, ele na sua pose de poder, nunca vai dar a minima pra você.
Eu teria ficado em casa, ido a uma festa de 15 anos, ficaria a noite toda conversando com um elfo na internet, mas não... Nós temos que nos arriscar a ver penhascos e foi o que eu fiz, nada mais natural. A fantasia no começo foi um problema, não só para mim, creio que pra todos, na duvida entre usar peruca rosa ou não, vi gente ir fantasiada de Lily Allen, encontrei Hendrix vestindo terno e gravata com um saco de papel na cabeça, o Wilson, que futuramente seria forçado a fazer parte da fantasia de um bêbado qualquer. E eu, eu fiz Marcos Mion virar Mika, ao menos não saí da letra M. M de MERDA. Sim, porque logo no começo na noite em observação do penhasco que decidir encontrar, vi que poderia ter usado uma fantasia mais criativa, como os caras do CQC. Não que minhas fantasia estivesse ruim, não estava, eu estava até me sentindo descente, bonito. Ruim estava a noite, a festa, o penhasco...
A falta de reconhecimento e a pergunta: Você tá de quê? Me deprimem em qualquer festa a fantasia. Bom, desse ponto se vê que a minha visão do penhasco já não me parecia nem um pouco agradável. E nesse momento eu poderia falar do funk que me irrita, das pernas que já não mais me suportam, do cabelo solto do vocalista do Matanza que fica bem melhor preso, das fantasias alheias que não me dizem absolutamente nada, mas eu não quero falar dessas coisas, quero abrir meu coração, pois esse é sim um Post apaixonado. Quero mostrar o que senti ao saber dos belos animais que rondavam o penhasco.
O LOBO. Conhecem a beleza do canino, os olhos que nos brilham, os pelos, nesse caso, enrolados, o atraente focinho e o largo sorriso que nos conquista. Me conquista. Me conquistou! (Como se já não tivesse feito antes em outros penhascos da vida, quando ainda não eras lobo.) Existiam outros animais, outras belezas, outras racas, mas o lobo me cativou, tal qual o Pequeno Príncipe e a Raposa. E o que me indigna é justamente algo que esse livro me ensinou: És responsável pelo que cativas. Fui cativado sem nem sequer divulgar minha existência. Tolo! Mais tolo ainda ao achar que qualquer lobo se responsabilizaria pela minha verde paixão.
Não o seguia, não era o que queria, era difícil o achar entre tanta selvageria. (Não quis rimar, não cola.) Eu apenas, enquanto procurava qualquer conforto, o encontrava, o mais belo de todos os confortos. Quando o via, queria abraçar, fazer carinho, deitar em seu ombro, admirar seu sorriso... Pois sim, nessas horas eu queria cativar, ao ser sugado pelos lindos e brancos dentes de sorriso, eu queria apenas cativa-lo. Não, não apenas divulgar minha existência, mas sim mostrar que existia somente para me responsabilizar por ele, pelo animal, pelo sorriso, pelo Lobo.
Bom, nem tudo no penhasco são flores. Alias flores estão em falta, no penhasco e em qualquer outro lugar. Assim é a lei da selva, ficar só olhando não fez com que o lobo deixasse de conhecer novas carnes (pura carniça). Quebrando toda a metáfora, por motivos de raiva passageira, digo que O MENINO PARA QUEM EU ESTAVA OLHANDO, O GAROTO QUE EU QUERIA CATIVAR, A PESSOA QUE ME ENCATAVA APENAS PELO SORRIZO, O BROTHER MAIS LINDO DE TODA A FESTA, TAVA SE AGARRANDO COM UMA MACACA ( Sem metáfora alguma.). Eu não devia me incomodar, mas fiquei triste, com raiva, ciumes, com vontade de beijar loucamente a primeira menia que me atirasse um sorriso, e é isso que faz desse um Pots apaixonado. Meus sonhos repentinos, ali mesmo criados, foram cenicamente destruídos por um único beijo, que nem foi tão cenico.
Não é no que acredito, mas sou hipócrita quando levo a serio a historia de que no amor e na gerra valem tudo; Animais de diferentes especies não deveriam se relacionar, não um Lobo e uma macaca, não na minha frente.
A certeza de que faria melhor lateja no meu peito e me irriga a raiva.
(Essa certeza não é uma colocação egocêntrica, é apenas uma manifestação de ciumes.)
Talvez acabe o tempo dos penhascos e eu encerre esse Pots dizendo que vou me dedicar ao Zé da Luz ou ao meu amigo Elfo de nariz vermelho da internet, mas...
Chega seu lobo, chega de chapeuzinho, vovozinhas e porquinhos, chega colegiais macacas! Estes são/devem/podem ser os seus animais errados. Fica comigo, seu homem, seu touro, seu Leão, seu Aynore, seu lobo.












Se não, me sorri mais uma vez apenas.







Arrocha tchÊ!

4 comentários:

Jonta disse...

sobre a fantasia, a sua tava legal. eu fui constantemente confundido com cafetão, smith(de matrix), ou simplesmente poderia ser uma pessoa com um blazer simples e arrumado.
não vou comentar sobre a parte de cativar o lobo desconhecido que espera a "macaca" vermelha para devora-la, ou até mesmo esperar a vó da macaca, o desconhecido nem soa tão interessante assim.

Aynore. disse...

O nome eu nem sei, é verdade.
mas sei seu sorrizo, nada mais é desconhecido pra mim! =)

Arrocha tchê!

a unica que escreve ao coronel disse...

O sorriso não dispensa apresentações, entretanto, môfio, aquele do rapaz Lobinho foi realmente revelador. Acho que o beijo na macaca foi reflexo de uma desilusão da parte do animalzinho quando o mesmo se viu sem você. E tenho dito.

Aynore. disse...

Espero acreditar mais na pessoas.


Arrocha tchê.