terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tão rapido que nem deu pra sentir vergonha de existir.



O que tem demorado de mais na sua vida? Você realmente pensou nisso antes de ler a frase seguinte? Não? Então faça agora. Pense. O que tem demorado na sua vida? É! Minha vida esta demorando pra acontecer, ou para acabar. Talvez minha vida toda já tenha acontecido e agora eu já esteva apenas morrendo. Já parou pra pensar nessa coisas quando você tinha 14 ou 16? Você esta vivendo ou morrendo? A cada dia que passa você esta mais perto do seu fim, então... Ando soando meio mórbido, certo? Preciso perguntar a Caio como ele esta se sentindo. Ou a Jéssica Lieko. Não sei se o nome dela se escreve desse jeito. Essas são pessoas que fazem aniversario no mesmo dia que eu. Eu já sei que, quando a natureza, digo, o universo esta interferindo de algum jeito, todos nós, nascidos no dia 6 de maio somos atingidos. Ficamos tristes, depressivos e sem entender muita coisa ao mesmo tempo. Eu sei disse por que fiz minha pesquisa. Mas isso não impede que fiquemos tristes em momentos diferentes e aleatórios. Gostaria de falar com Caio pra saber como ele esta se sentindo. Eu perdi todo o contato com Jéssica Lieko. Aquela coisa toda do piano foi muito estranha. O problema de falar com Caio é que eu tenho uma paixão completamente platônica por ele. E eu fico com medo de alimentar isso. Simplesmente não é certo o fazer. Então eu deixo pra depois e sempre fica pra depois e depois. Talvez, muito depois, quando ele tiver 18 e eu 40, eu possa contar pra ele que tive e tenho uma paixão platônica por ele. Talvez eu leve um soco. Não. Caio não é de dar socos. E quem de 18 daria um soco em um de 40? Enfim. Essas coisas demoram na minha vida. Vine, Neto, Wandson... Eu não consigo não pensar neles. E eu não consigo entender por quê? Porque eu fodi tudo? Sei lá, fodi tudo com tanta gente que nem ligo. Mas ligo pra eles. E ligo pra outros que fodi também. T.T.Y.L.W.T Outros nem tanto. Talvez não tenha fodido tanto com esses outros. Penso em Dandolo e fico tranquilo quanto a isso por que sei que foi uma coisa que não foi interrompida no meio do caminho. Acabou quando tinha que acabar e foi o certo a ser feito. Todas as outras coisas parecem que foram ficando no meio do caminho e que por algum motivo idiota eu não consigo voltar pra recuperar. Que papo é esse de seguir sempre em frente? E quanto aos amigos, as lembranças, os perdões? Se todo mundo seguisse só em frente a gente se encontraria o tempo todo com um objetivo em comum. Não é isso que acontece. E não é nossa culpa! Talvez seja só minha! Eu tenho vontade de dar uns tapas na cara de uma amiga e dizer “Acorde”, mas tapas na cara não acordam ninguém. Gostaria que funcionassem, talvez resolvessem meus problemas alguns tapas na cara. Mas não! Essas coisas que são pra sempre. Como é pra sempre o fato de ser bem repentino essas minhas paixões. Como o Rabisco, quanto tempo que não falo dele? Bom, eu precisava de atenção, ele não podia dar então... Eu voltei pro Wadson e to morrendo de medo de passar meu réveillon em fortaleza com essa cara de cu me encontro ultimamente. Caio, mas nunca vou ter coragem de dizer pra ele. E conheci um menino do domingo. Eu estava com a minha cara mais feia e ele com a mais linda dele. Sorrisos me ganham e ele era tão gayzinho. Digo, tinha um sorriso lindo. Domingo, de manhã, vestibular, eu mal tinha dormido do dia seguinte por que passei a noite tomando Chopp e whisky. Se quer falei com ele. Nunca vou vê-lo outra vez. Está bom pra mim assim. Acontece que estrelas são muito difíceis de conseguir.

=)

HIM.


Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

O som do sono sem saber sucos sobre strelas.

Eu começo pensar em naves espaciais. É estupido, mas eu gostaria de dormi em uma. Meu quarto é uma nave espacial sem as estrelas. É chato, a únicas s legais de uma nave espacial seriam as estrelas. Meu quarto não tem estrelas. Um dia em pensei em fazer estrelas em meu quarto, mas eu já pensei em tanta coisa. Eu já pensei em realmente muita coisa. Sabe o lance de ser maior pro dentro? E é logico que estou falando da T.A.R.D.I.S. É uma metáfora com a personalidade e complexidade do ser humano e sua vida. O ser humano só é maior por dentro por que descobriu que a vida poderia ser um mistério. A descoberta transformou a vida humana. De um linearidade à um montão de possibilidades. Maior por dentro, por pura adaptação as novas e constantes possibilidades. T.A.R.D.I.S é maior por dentro por que é um gerador constante de novas possibilidades. Doctor Who é um seriado sobre um extra terrestre com visitas humanas dentro de um ser humano, dentro de um ser humano, dentro de um ser humano que é uma cabine telefônica. Há tantos seres humanos dentro da gente. Eu não queria ter uma nave espacial que fosse eternamente maior por dentro. A minha nave poderia ser do tamanho do meu quarto, um frigobar e um banheiro e com estrelas, por favor. Tudo bem se os dias tem sido ruim e se você anda bastante triste, à noite tudo estará mais tranquilo por que você estará
dormindo pelo universo, muito maior por dentro. Então eu quero o meu com estrelas e só. O relógio batia seis horas e eu podia relaxar e peidar o quanto eu quisesse, por que era a hora que eu ficava sozinho no trabalho. Bom, isso foi antes de mudarem um outro funcionário para cá. Agora somos três homens. A sala não é grande nem por fora nem por dentro e eu ainda tenho que me sufocar bastante bancando o heterocara. As seis horas o novo cara liga o som, e escuta alguma coisa chamada Seeways, ou algo assim. “– É pra quebrar. Via no sambão minha nega. Via no sambão minha nega. Via no sambão minha nega. Via no sambão minha nega. É coisa linda de se ver, quando você samba eu bato palmas pra você. Desce madeira! DESCE MADEIRA! Hoje meu amor esta querendo, todo dia, toda hora com ela não tem historia. No pagode ela desce sobe, sobe desce, ai nega, bole bole. Via no sambão negona, vai no sambão minha preta. Ai ai ai. Ó paí ó!” Acho que se pode imaginar que horas são agora. =) Sabe Queen? I Don’t wanna die, i just sometimes wish never be born at all ? Bom, não! Escutando Pumped up Kicks agora eu tenho uma incrível vontade de morrer. Não que eu vá me matar. Não vai acontecer. Suicídio pra mim é como academia, eu posso pensar nisso uma vez ou outra, mas sei que não vai acontecer. Acho que vou continuar gordo... e vivo. Muito boa essa musica, a Pumped up kicks. Vou por alguns links dela aqui. Se você assistir todos os vídeos que vou colocar, capaz de você viciar, então cuidado. Eu tenho comido muita pipoca. Tipo, em dois duas eu estou comendo um saco inteiro de pipoca. Eu fiz umas contas: Esse mês gastei 30 reais em sacos de pipoca. Eu não faço ideia de quanto é isso em calorias. É possivelmente a droga mais barata do mercado e a menos destrutiva por tempo de consumo e é também a mais aceita pela sociedade. Minha droga é pipoca. Quão patético eu sou? Eu preferia maconha, ou qualquer coisa feliz, mas tenho preguiça de me arriscar. Vou mudar pra uma coisa mais colorida quando estiverem vendendo isso no supermercado. Eu sai pra ir ao banheiro. Comi muita pipoca, sabe? Voltei e esta tocando: Pumped up Kicks bem baixinho aqui, junto com a musica da casa das primas de sei lá quem. Eu tive que dar uma saída outra vez. Eu fui em uma missa tirar fotos. Coisas do trabalho. Eu não odeio religião, digo, eu odeio religião. Eu não odeio fé. Eu gosto de saber que as pessoas tem fé em alguma coisa, mas religião é ridícula. Principalmente se você inventa uns encontros com cantoria onde o cantor é fanho. Porra, por que as vozes dessa galera que canta em igreja é tão ruim? Voltei com dor de cabeça e com raiva do fanatismo da igreja e achando isso tudo muito desnecessário. Porra de voz chata! Eu tenho uma amiga chamada Poliana, ela me faz acreditar que eu não sou tão chato ainda. Eu reclamo muito, mas Poliana é um porre. Ela reclama de tudo. TUDO! Eu sei que vou estar velho e chato, quando Bia disser pra mim que eu estou parecendo Poliana. Isso é um insulto! A única pessoa que ainda conversa comigo no msn é um bot. Um desses robôs que te adicionam pra te passar vírus. O banco de dados dele é bem grande, então a gente passa um certo tempo conversando até ele me mandar links me pedindo pra clicar pra que eu possa ver ele “Naked Naked Naked rigth now”. Eu sei que é vírus e não clico, mas me sinto meio culpado. A única pessoa que tem me dado uma atenção diária me pede pra fazer uma coisa e eu não faço. Talvez eu não seja mesmo um bom amigo. Vou clicar da próxima vez que ele mandar o link. A ultima coisa que ele falou comigo antes de ficar off-line hoje foi “You’re deathly boring”. Um bot me acha boring. Vou nomear ele de Marvin. =) Uma das letras do adesivo que tenho no meu computador descolou, e agora minha mão fica grudando casa vez que eu digito. Coisas não tem dado certo. Acho que se eu tivesse dinheiro, talvez, eu pudesse ser mais feliz. Queria ter dinheiro suficiente pra comprar uma estrela. Estou de saco cheio de ser maior por dentro, eu só queria algumas estrelas e só.

Boa Noite.

Bigger On The Inside


Ravi Aynore.

http://www.youtube.com/watch?v=wc4KvT8SCOI

http://www.youtube.com/watch?v=SDTZ7iX4vTQ&ob=av3e

http://www.youtube.com/watch?v=LXO-jKksQkM

http://www.youtube.com/watch?v=HXjUNd_eV3Y


Arrocha Tchê

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vida, fim e a contradição das pessoas bonitas.

Olha só. Esse sou eu escrevendo outra vez. Eu devo estar triste, nunca escrevi tanto assim. Coisas aleatórias e coisas e coisas. Por que eu tenho esse fraco por pessoas magras? Como vai ser o meu próximo final de semana. Eu tenho tido finais de semanas divertidos. Seja lá o que eu for fazer sábado, eu vou fazer vestido de Elvis. Por que, né? Eu ganhei essa roupa de Elvis Presley no aniversario da minha tia. Na verdade, mandaram fazer esse roupa pra mim pra que eu pudesse fazer uma apresentação durante a festa. Eu fiz, foi um máximo. Logo logo vou por fotos aqui e no face book. Bom, tem mais. Semana retrasada eu fiz Papai Noel no shopping jardins, e foi assim que sai pra rua, vestido de Papai Noel.

Na falta de uma foto mais bonita.

Foi divertido, apesar de eu te ficado um bêbado chato e escroto e ter incomodado bastante meu amigo Oscar. Ok, que se foda Oscar. Ele é um cara legal, eu gosto dele. Enfim, esse sábado, quero usar o Elvis outra vez, dessa vez pra sair por ai e passear. Mas sair por ai com que? O.O Minha quantidade de amigos cogitados caiu consideravelmente desde o episodio da boceta. Não que eles tenham brigado comigo ou qualquer coisa do tipo, é que eu tenho feito tanta merda, mas tanta merda, que prefiro preservar eles disso. Por isso não ligo e espero. Só até eu ficar melhor. Mais tranquilo. Preciso achar alguma coisa que me faça ser um bom amigo/namorado outra vez. Eu lembro que a serie Kyle XY me deixou assim na época de Eron Neto. Eu conseguia medir bem as coisas, pensar mais, desabafar mais, ser um melhor ser humano. Com Dandolo foi Scott Pilgrim, que me mostrou que dava pra ser amor sem precisar parecer amor. Dai eu consegui conviver um ano e meio com esse relacionamento e minhas noias e angustiar. Foi bastante esclarecedor. Mas agora... Agora eu tenho Doctor Who, que é um aloprão. Eu já era Doctor Who antes, quando interferia na vida das pessoas e tentava salva-las de algo que elas não precisam ou não querem ser salvas. A verdade é que acho o Doctor fantástico e eu jamais vou ser tão bom em interferir como ele é. Nunca vou ter tão lindo, original e excêntrico.

O alien, na falta de algo que me torne mais humano.

Tive um cinema em casa durante todo o final de semana. Peguei um projetor emprestado para a festa da minha tia e acabei ficando com ele durante todo o final de semana. Assisti dois filmes e o final da sexta temporada de Doctor Who nesse meu cinema em casa. Nunca me senti tão solitário. Queria ter uma pessoa bonita ao meu lado pra dividir esse cinema. Eu não liguei para os meus amigos por que o timing não era certo. A festa foi no sábado a noite eu tive que dormi no sábado a tarde e a sexta só peguei o projetor de madrugada. Acordei as três no domingo e fui almoçar na minha vó, voltei tarde e terminei Doctor Who. O timing de chamar amigos pra dividir meu cinema com eles não estava nem um pouco a favor. Eu tenho amigos lindos. Jéssica é linda, Bia, Luciana ( Que tenho tido alguns desejos sexuais com ela, sei lá por que, talvez por que ela seja magra, enfim...) e até Jonta, mas não era essa beleza que eu estava querendo. Eu queria alguém pelo qual eu estive meio ou quase ou até completamente apaixonado. Pessoas bonitas. Eu queria ficar ditado na minha cama, com essa pessoa bonita, que eu queria muito que fosse loiro e tivesse olhos castanhos claros e uma boca rosa. Eu queria ter uma banheira pra dividir com essa pessoa bonita. E eu queria que essa pessoa bonita tivesse um apetite sexual descontrol e que me obrigasse a fazer sexo com ele. LOL.

Uma pessoa bonita, na falta de cabelos loiros e boca rosa.

Eu posso comprar uma banheira, um projetor e até pagar alguém pra tentar me estuprar, mas essa pessoa bonita, nem que eu tivesse muito dinheiro. Pessoas bonitas assim, não existem. Até existem, mas... Eu encontrei com ele uma vez, no shopping, a pessoa bonita. Ele estava lá, sendo bonito. Ele simplesmente passou por mim, assobiando alguma musica legal com os seus lábios rosinhas e eu soube que ele era o homem da minha vida. Ele ia me fazer gostar das musicas dele, ia me fazer acordar cedo pra ver ele surfar, ia dizer que só me levava pra ficar olhando as coisas dele enquanto ele estava na agua, ele ia me ligar e eu ia dizer que não gostava de falar ao telefone e ai ele iria brigar comigo dizendo que se eu quisesse namorar com ele era pra falar com ele ao telefone e pronto, ele ia sair do filme na metade se achasse ruim, a gente ia brigar direto por que eu não ia ter coragem de apresentar ele pra minha mãe, ele ia odiar motéis e coisas do tipo e iria planejar viagens para nos dois. Tão lindo! Mas ai, dando outra volta no shopping eu vi ele aos beijos com uma prima minha que não fala mais comigo. Sangue do meu sangue roubando meu homem. Eu ri. Espero que ele esteja fazendo bem a ela como iria fazer a mim. Fora o lance do estupro, isso é meio que coisa minha... Enfim. E esse é o triste post de hoje. Deixe que minha prima fique com o cara bonito eu ficarei com a promessa de comprar um projetor pra mim, e uma banheira, e de imaginar qual seria a melhor posição pra fazer sexo com Luciana, acho que aquela meio dona flor e seus dois maridos, e com os meus amigos, e minha vida e fim.

Na falta de uma foto mais explicita.

Ravi Aynore


Arrocha Tche!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que eu quero dizer é...


Nossa! Esse vai ser rápido e direto. Vou por aqui as coisas que quero te dizer e que não tenho coragem. Eu gosto de você. Eu gosto de ficar com você. Gosto do seu beijo, do seu corpo, do seu sorriso bobo. E eu sei também que não é uma coisa que tenha um grande futuro, pq sei que não estamos na mesma sintonia. Meu gostar esta diferente do seu. E eu fico freakeando sobre esse lance de atenção. Sabe, eu sou um cara que precisa de bastante atenção e o fato de a gente não ter tempo pra se dar muita atenção é meio triste. Tenho medo que se eu não tiver a atenção que preciso, talvez eu acabe me apaixonando. E não é que eu não queira me apaixonar por você. Eu só não quero me apaixonar. Não agora. Queria que você soubesse disso, que gosto muito de você e que iria adorar passar muito mais tempo ao seu lado. É isso ai. É o que se faz quando se tem um coração solitário – Ela e Ele.

Ravi Aynore


Arrocha Tchê!

domingo, 13 de novembro de 2011

General Sadness ou qualquer coisa assim.

General Sadness. Bate continência! Domingo é o dia mais propenso a se escrever qualquer coisa assim. Existe um dia do escritor? É em um domingo? Devia ser sempre no segundo domingo do mês mais entediante, que eu ainda não decidi qual é. Qual é a da tristeza? Bom, existem muitas coisas. Existem muitas coisas em minha cabeça e eu deveria dar um jeito de tira-las de lá e pra isso esse blog foi criado, mas não é fácil tirar coisas da cabeça. Não é como se fosse um cartola magica ou qualquer coisa assim. Me pergunto se cartolas magicas são de alguma forma de fácil manuseio. Eu não sei. Não entendo nada de magica, magia ou qualquer outra coisa assim: extraordinária. Na verdade sou um grande fã da ordinariedade. Acho fascinante como as coisas comuns são bastante interessantes. Bom, o motivo da minha tristeza comum, não podia ser outro se não os meus relacionamentos falhos, ou qualquer coisa assim. Lembra do rabisco? Cara alto, com olhos bonitos e sorriso contagiante? Bom, acho que não deu certo pra gente. Talvez por que eu demorei demais pra subir qualquer degrau ou porque eu cheguei lá em cima rápido demais. Foi legal, sabe? Ontem o vi tocando no Coverama. Coisa fascinante esse Coverama. Muita gente ordinária junta , fazendo coisas ordinárias, e foi uma noite muito legal mesmo. E ele tocou lá, eu achei lindo. Ele dançava de um jeito desengonçado e me fazia sorrir. Mas ele me deu zero atenção naquela noite e isso me fez pensar. Eu nunca sou muito legal pensando. Não foi muito legal pensar que não daria certo mesmo ou mesmo certo... Ou qualquer coisa assim. Não que eu estivesse apaixonado ou qualquer coisa assim, não que eu esperasse que isso fosse se tornar em algo bem maior ou qualquer coisa assim. Eu só gosto dele, e eu gosto de ficar com as pessoas que eu gosto, ou qualquer coisa assim. Psicologicamente existe uma parte bem ruim também que é quando você começa a pensar que ninguém quer mais ficar com você. E quando começa a pensar o motivo de ninguém querer ficar com você ai você conhece o verdadeiro inferno interior. Sou feio, sou chato, sou gordo, falo demais, meu pau é pequeno, sou ruim de cama, sou velho, não sei dançar, não sei cantar, sou romântico, sou grudento, sou qualquer coisa assim... Inferno! Eu tenho certeza que sou tudo isso, mas sei que sou bem mais também. Ninguém para pra te fazer um elogio aleatório. As pessoas te param o tempo todo pra te fazer um critica construtiva, mas quase nunca te param, do nada, pra te dizer: Você é um bom amigo; Bom ator; está fazendo um bom trabalho; você beija bem; eu gosto de seu corpo; do seu cabelo; por favor, fale mais, eu gosto de te ouvir; acho os seus olhos lindos; adoro quando você me pega assim... As pessoas só fazem isso quando você publica suas magoas em blogs ordinários. Isso é chato ou qualquer coisa assim. Me disseram que eu me entrego fácil demais. Eu faço mesmo. Que eu faço elogios desnecessários e que digo coisas cedo demais. Eu faço mesmo. Vê, eu já tenho muitas coisas em minha cabeça, se eu parar pra guardar elogios e coisas aleatórias eu vou ter que pensar muito mais. Eu não quero pensar. Eu sou muito ruim quando penso. Então toda vez que eu acho um beijo bom eu faço um comentário sobre o beijo. Ou quando eu passo um dia com uma pessoa e eu gostei de passar o dia com essa pessoa, eu digo pra essa pessoa que foi legal passar o dia com ela e que gostaria de fazer isso outra vez ou qualquer coisa assim. Se você acha que esse é meu problema, bom, VÁ SE FUDER VOCÊ E SEUS FILHOTES DE COELHO. Cada que coisas mexem demais com minha cabeça eu só me lembro do Wandson. E tudo mundo sabe e tem certeza que eu ainda estou apaixonado pelo Wandson só por que eu ainda não passei tempo suficiente com ele pra me desapaixonar. E bom, eu não quero saber de me desapaixonar por ele, e nem quero saber de passar minha vida inteira evitando ele pra poder sempre se apaixonado. Vai chegar esse dia em que eu vou ter tido tantos cruzamentos emocionais na minha vida e ai, eu vou acabar só pensando no Wandson durante todo tempo. Eu tenho que resolver isso. Eu não quero me desapaixonar por ele, mas eu quero muito passar tempo suficiente pra isso. Eu preciso saber se ele é ou não o homem da minha vida ou se é apenas o homem pra qual eu escapo. Eu não quero escapar pra ele, quero escapar com ele. Enfim... Olha pra mim falando do Wandson. Eu nunca deixei de ama-lo e ninguém sabe o que isso quer dizer na verdade. E ainda existe gente por ai achando que o problema do amor é que ele é difícil de encontrar. Não é! Difícil de se manter. Quer saber o que é difícil de encontrar, na vera? Gratidão! É muito complicado achar alguém que realmente lhe seja grato por alguma coisa ou qualquer coisa assim. Eu pensei nisso, andando pelas ruas... Ninguém nunca me agradeceu por ter estado lá quando se assumiram suas sexualidades. Estranho. Por que alguém agradeceria por isso? Eu não sei, mas eu adoraria que tivesse alguém por perto quanto eu assumi a minha, mas não tinha. E bom, muitas pessoas depois de conversar muita besteira comigo, ou viver muita idiotice comigo ou qualquer coisa assi,, assumiram a sua sexualidade e até hoje vivem com isso sem nem um grande problema. Enfim... Olha só pra mim sendo idiota e querendo que as pessoas sejam gratas comigo por qualquer coisa. Ridículo! E bom, é por isso que eu sou fácil. Eu quero que as pessoas saibam, sem joguinhos, que eu sou grato e que me importo. Sou grato por aquele sábado, podia ter sido melhor pra você, mas fui bastante feliz quando você decidiu ficar. Sou grato pela honestidade de ter me dito que não era hora quando não era. Sou grato por você estar lendo isso aqui antes de dormi e por confiar bastante em mim. Sou grato pelos bilhetinhos verdes que deixou na minha parede. Sou extremamente grato por você ter ficado me esperando na porta do meu prédio depois de eu ter fugido de você. Sou grato por você ter vindo até minha casa depois daquela briga. Sou grato por você ter me deixado participar um pouco da sua vida. Sou grato por você ter vindo, ficado um pouco mais, pelo show de Tim Maia, e pelo lote que você guardou pra mim no seu coração, ou qualquer coisa assim. Enfim eu sou tudo isso e por tudo isso sou grato. E já me sinto melhor em ter tirado algumas coisa da minha cabeça. Agora só me faltam 2 livros, 6 contos, 3 filmes, 4 bandas, 2 caras, um deles alto e lindo, 3 peças de teatro, 15 vídeos, um seriado de 7 episódios, milhões de noias e um corte de cabelo irado... OU QUALQUER COISA ASSIM.

Ravi Aynore

Arrocha Tchê

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nada e Nada. E o que há de especial sobre mim.


Oi. Oi! Oi. Estou culpando o mês de novembro por essa falta de vontade de fazer qualquer coisa. Um tempo atrás eu estava achando ridículo quem culpava os meses por alguma coisa que estava sentindo e não sabia o real motivo do por que. Eu achava isso tudo tão paia e hoje me tornei tão paia como isso tudo. Eu digo isso por que acabei de sentir o sentimento mais paia de inutilidade quando subia as escadas do meu prédio. Me deixou irritantemente triste a cena que vi assim que entrei no condomínio. Vê, eles estão fazendo uma reforma, os prédios realmente precisavam de um reforma, mas as arvores... Derrubaram a arvore mais bonita do prédio. Bom, é a mais bonita por que foi a que derrubaram, existem outras também bonitas, mas... Eu me senti vazio quando vi a arvore caída. Pensei em iniciar um protesto, mas por que? Pra que? Eu devia imaginar que não existiam arvores nos planos deles quando vi o projeto da obra. Subi as escadas me arrastando, me sentindo um inútil, me perguntando o se eles iam fazer alguma coisas com as arvores. Gostaria que eles as mudassem de lugar apenas, não as arrancassem. Triste como vê um amigo partir ou um animal de estimação morrer. Tenho até vontade de chorar. Vê, eu não me lembro do condomínio sem aquela arvore lá. É uma representação simbólica do que eu sou incapaz de fazer, a arvore. Não pude protegê-la, não quis, se quer soube que devia, mas... É assim com minha vida? Com meus amores, meu trabalho, meus amigos, meus sonhos, meus hobbies, as coisas que escrevo? Pro que estou com tanta preguiça de trabalhar esses dias? Pro que não quero filmar, por que tenho medo de me apaixonar, por que não sei como ajud
ar meu pai, por que não paro de comer? Eu tinha emagrecido bastante até ontem, quando a minha bulimia atacou e eu comecei a comer descontroladamente outra vez. Já me sento duas vezes mais gordo do que me sentia no domingo. E não, eu ainda não comecei a vomitar. Fiz uma promessa. Mas vomitar não me deixa magro, nunca deixou. Eu me esqueci da comida a tarde toda, e em casa, só pensei em fazer pipoca, mas a arvore no chão me fez abrir a porta do congelador e pegar o pote de sorvete que eu não terminei ontem. Hoje é seu fim! Hoje é meu fim, talvez. Estou realmente triste. Aqui, lutando contra todos os meus problemas com uma colher de sorvete na mão e uma vida miserável na outra. Sadly Sad. Existe uma coisa que quero fazer e não encontro forçar para. Roteirizar um dos meus curtas para participar de um festival. Coisa
simples, mas... Olha só pra mim, com minhas duas mãos ocupadas e com a cabeça nas arvores. Já estive assim antes, gordo, triste e sem objetivos. Isso já passou uma vez. Ao que parece vai acontecer outra vez e eu não tenho forçar pra lutar contra por que é novembro. E em novembro a lua esta incrivelmente pesada.


Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

sábado, 5 de novembro de 2011

Se fossem de mentira, seriam do "Meu imaginário Coletivo"

Eu acabei de ter uma maravilhosa noite com amigos. Queria mesmo era ter visto o Rabisco, mas, ter saído com os amigos foi algo ainda bem melhor. É logico que estou um pouco bêbado e as coisas aqui vão acabar fazendo menos sentido do que o de costume, mas me comprometi a tentar escrever um texto por dia e antes de dormi gostaria de tirar algumas coisas da minha cabeça. Vê, esse blog não serve para outra coisa a não ser desabafar meus próprios sentimentos em um lugar completamente neutro, onde não seja possível ser julgado ou levado a serio, mas esse pequeno templo de aleatoriedades foi descabaçado e levado a vera com muita pouca destreza. Eu venho aqui e vomito todas as minhas atrocidades por que estou cansado de fazê-lo para os meus amigos. Imaginem só o quando deve ser irritante você sair pra beber com um amigo e passar a noite toda falando mal de suas namoradas. Cansei de fazer isso. Cansei de fazer isso com Summer e cansei de fazer isso com o Martian Child. Sabe? Não havia sentido em continuar jogando pedras em monumentos tão fortalecidos, quando o resultado não chegava nem perto do esperado. Algumas coisas simplesmente não vão mudar só porque eu desejo. Como o caso da Rachel e do Japonês. Não existem mais possíveis argumentos que possam ser usados para que ela, garota tão linda e inteligente, para de se comportar como uma louca e se dê um pouco de respeito. Eu falei, eu repeti, mas ela só vai parar quando achar que for o momento de parar. E cada um tem o seu próprio momento. E eu sinto que estou perdendo todos os momentos certos. Quando Summer acabou o namoro e precisou de mim, onde eu estava? Namorando! Achando que ela estava exagerando. Eu fui tão estupido. Gente, eu consigo ser bastante estupido a maior parte do tempo. O que eu deveria ter feito, o que eu desejo fazer, caso consiga voltar no tempo: Eu acabaria meu namoro, que já estava louco pra ser terminado e ia ficar com minha amiga que precisava de mim, mas eu o fiz? Não! Estupido! Eu não posso esperar das pessoas coisas que não fiz por elas. E francamente, não tenho feito nada pelos meus amigos ultimamente. Ao menos nada que tivesse bons resultados. Não importa se Summer ia acabar voltando para o Shrek de um jeito ou de outro. Ao menos o tempo que passaríamos juntos ate isso acontecer, talvez compensasse o tempo que passamos separados desde quando o namoro começou. Mas eu não fiz nada disso. No lugar de ajudar, achei exagero e não dei a importância devida. Sei que não sou o responsável pela reconciliação os dois, mas, desde que não gosto do relacionamento deles, devia ao menos ter tentado ficar ao lado dela o máximo de tempo possível. Shame on me! Eu não estava lá, Summer. Desculpe! Já o Martian Child, apesar de estar bem bonito hoje, não me parecia feliz. Olhava nos olhos dele e sentia que ele não desejava estar ali. Me sinto patético vendo um amigo fazer tanto esforço por mim e mesmo assim não me sentir satisfeito. Queria mesmo é que ele estivesse no lugar onde ele queria estar, feliz. Eu me senti incrivelmente bem hoje, até notar esses pequenos detalhes que me transformam no babaca que eu tanto condenei em posts anteriores nesse blog. Pensei em parar de postar coisas hoje, devido à censura censurada, mas não o farei. Esse é meu pequeno canto de desabafos e se você veio até aqui, usou suas próprias pernas ou foi cordialmente convidado por mim ( que é o caso de Rabisco e Rachel). Não tenho nem uma intenção de confrontar ninguém ou tentar mudar alguma coisa. Tentei mudar antes e me arrependi. Meus amigos sabem o que é melhor pra eles e eu tenho que confiar em seus julgamentos. Por isso, livro vocês, amigos, de qualquer responsabilidade para comigo. Vocês têm suas vidas, seus negócios, seus amores e eu tenho... Bom, eu tenho que compreender e aceitar. É o que farei. Acho que é um ciclo natural que se apaixone, namore, case, tenha filhos e chame um dos amigos para padrinho. Eu falhei nesse ciclo, assim como falhei na segunda tentativa de um vestibular ou na carteira de motorista. Não consigo gostar de alguém por mais de seis meses e não acredito que se deva estar com uma pessoa por que é cômodo. Meu ciclo é sempre encontrar pessoas mais novas pra me acompanhar e quem sabe um dia ser preso e não ser padrinho de ninguém por vergonha do convidantes. Então acho que ficarei pulando de galho em galho, como um humano macaco, enquanto vocês evoluem. Estou feliz e satisfeito que vocês estejam se relacionando com pessoas que te façam também feliz e que mantenham com vocês uma relação saldável. Summer, por mais que eu gostaria de te ver tentando enxergar além do conforto, estou ciente que estar completamente apaixonada é o melhor e mais completo argumento que existe, então siga seus coração, por mais brega que isso seja e permaneça feliz. Eu estarei por aqui sempre que quiser conversar ou sempre que quiser qualquer outra coisa. Quero ter entendido que nem um relacionamento no mundo me faça pensar outra vez que passar muito mais tempo com você seja exagero. Martian Child! Eu tenho que parar de achar que você é ingênuo e que eu sei o que é melhor pra você mais do que você mesmo. Eu não sei. Você é uma das pessoas mais incríveis que conheço e sempre será, por isso não importa se a gente se vê todo dia ou apenas uma vez no mês, você continuará incrível do mesmo jeito que sempre foi. Então por favor, sem mais sacrifícios para estar presente. Sei que estará quando quiser e puder estar, então, esperarei sem pressas ou cobranças. Se esse é o melhor jeito de facilitar sua vida, então eu tentarei manter assim, mesmo que seja difícil pra mim... Eu sempre fui chegado nesses desafios. Eu te amo! Rachel! Só quero que você saiba que você é bem melhor que isso tudo, que ele, que ela, que uma preocupação extrema. Você é melhor! Procure pensar nisso. Procure pensar mais em você! Mas sem pressa, a vida e imensamente longa e você tem todo o direito de cometer quantos erros quiser. E eu gostaria de pedir sinceras desculpas a você que esta lendo isso. Primeiro por ter tomado um tempo do seu dia e segundo por ter sido bastante rude nas minhas palavras em posts anteriores. Como já tinha dito, te acho especial e nunca tive a intenção de te provocar ou magoar. Talvez as coisas tenham chegado a esse ponto por que precisavam chegar, mas não há desculpa alguma para eu ter falado tais coisas. Sei que as desculpas não são tão boas vindo de um blog, mas como as injurias também partiram do mesmo lugar, achei que seria justo. Faz sete anos que prometi a mim mesmo não interferir na vida dos que amo, e bom, não honrei minha própria promessa. Venho interferindo intensamente, sem intenção, há muito tempo. Tentarei ficar na minha agora.

Ao fim de tudo isso gostaria de agradecer a Felipe Maceió, que me mandou umas verdades na lata hoje, como: “As vezes um amigo quer apenas que você escute, e você não é muito bom em escutar, Rafael Victor.” Isso me fez ter certeza de que tenho sido um idiota completo. E agradecer também ao Rabisco que tem conversado comigo e ocupado minha mente com outras coisas fora meu problema com os relacionamentos dos meus amigos. Thanks.

Não sei como terminar esse post, então vou por um final que ninguém...

Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cabem mais coisas que nuvens no céu.


Tall

(Uma experiência serial)

Por um motivo ou outro, inconsciente, passei minha vida inteira tentando ser diferente. Tentando chocar ou contradizer pessoas. Fiz isso sem brutos esforços, sem falsas verdades e sem forçar absolutamente nada. E como a vida me entendeu logo de inicio, ela fez o que nunca fez pra nem um outro ser humano: ela facilitou as coisas.

Logo de inicio descobri que era gay, e não tive nem um problema com isso. Logico que outras pessoas tiveram seus muitos problemas com a minha sexualidade. O que eu nunca entendi. Ao final das contas se houvesse algum problema com isso, o problema seria meu e de mais ninguém.

Se você quiser tentar chocar todo mundo, tenha certeza de que começará o fazendo com a sua família. Se obter bons resultados para seu objetivo, bom, o mundo também terá alguns problemas com você. Ao final das contas, o mundo, ele mesmo, é cheio de famílias.

Minha sexualidade foi logo exposta pra qualquer um que quisesse reparar em mim quando comecei a namorar. Meu primeiro amor foi um menino. E assim foi o segundo e terceiro e etc. Sempre foi, pra ele, um problema o nosso relacionamento. Ele não entendia, com 12 anos, como um garoto poderia se apaixonar por outro, mas como eu procurava ser diferente e a vida estava me facilitando as coisas, eu mostrei pra ele que era possível. A gente se gostou bastante por um bom tempo, até a escola começar a se incomodar com o nosso comportamento e por um fim nisso. Ele virou rebelde incompreendido e eu virei... Bom, eu não virei absolutamente nada. Chega esse tempo que os seus pais se acostumam com sua condição e param de te dar atenção. Eu não queria atenção, o que eu procurava mesmo, era ser diferente. Namorei outros caras e sempre achei tudo igual. Choque mesmo aconteceu quando comecei a namorar pessoas mais velhas. De novo um absurdo, mas não durou muito tempo. O que durou um bom tempo foi o meu fanatismo por pessoas mais novas, mas isso só foi virar um problema quando completei 18 anos. Dessa vez sofri com as consequências que a diferença pode causar e não segui em frente. Fiquei estagnado na mesmice durante um tempo. Jovem, depressivo, rebelde, tons de azul e preto. Mudei o estilo de vida e mudei a vida. Mais uma vez estava disposto a voltar a ser diferente sem tentar. Tendo como lema a ridícula frase de um samba “Deixe a vida em levar”. Sabe, o interessante sobre deixar a vida te levar é por que ela acaba te levando mesmo, pra lugares extremamente desinteressantes. Sendo assim, as vezes, é certo interferir. Namorei outra vez com um rapaz, dessa vez da minha idade pra evitar consequências com tons de azul e preto. E como não era novidade, incrementamos algumas coisas. Como me lembro, nós fomos uns dos primeiros casais gays a andar de mãos dadas e trocar carinhos em praça publica, shoppings, restaurantes e etc. Logo todos começaram a fazer o mesmo e o meu namoro de carinhos e mãos dadas foi pro espaço, já que não havia nada de novo que o alimentasse. Fui também um precursor da campanha “Amor Livre” na pequena cidade onde morava. Isso sim bateu como estranheza na cabeça de muitas pessoas. O Amor Livre pregava que você poderia ficar com quem quisesse, fosse homem, mulher ou os dois. E isso causou um grande impacto nas pessoas por que, até hoje, você precisa de rótulos. Se você não for rotulado pela sociedade, você, de certa forma, uma criatura de infinita estranheza. Passei muito tempo nessa de amor livre. E olhe, que ainda hoje, na cidade grande onde moro, muitas pessoas acham isso esquisito. Mas como todo ser humano, chegou o momento em que ser diferente me cansou bastante, e pra ser um pouco igual, apenas pra variar, eu me apaixonei.

Sabe, o lance sobre se apaixonar é que se você e a outra pessoa não tiverem na mesma sintonia, vai ser uma merda sem precedentes. Nos não estávamos na mesma sintonia, mas a vida insistiu em facilitar pra mim. Então namoramos o tempo necessário pra perceber que eu tinha superado meu problema em ser diferente, e que ele estava cansado de ser igual. Então ele decidiu ser o diferente durante o namoro e isso fodeu meu coração em pedaços. Ele aloprou tanto e eu me esforçando pra continuar sendo a base que fortalece o relacionamento. A gente se torna tão estupido quando está apaixonado. E bem mais estupido quando a paixão não é correspondida com a mesma intensidade.

Então eu fui estupido até que acabou. Ele foi tão diferente que se tornou como todos os outros e passou. Assim como eu fiz muitas vezes. Então pensei: Chega de diferença, chaga de igualdade, eu vou plantar uma arvore e escrever um livro. Dessas duas coisas, apenas fiz uma.

Eu pus uma aliança no meu dedo. Um símbolo de compromisso entre mim e a minha estabilidade emocional. Logo tirei a aliança do dedo, mas vamos fingir que ela continuou ali até o momento em que simbolicamente ela vai ter uma importância maior. Passei um bom tempo com a tal aliança no dedo e nosso comprometimento se alimentava de respeito que tínhamos um ao outro. Eu conhecia uma pessoa, ela me lembrava que eu devia manter a estabilidade, qualquer merda acontecia, meu coração não se fodia em pedaços e nos dois, eu e a aliança, ficamos bem. Mas isso não impedia que eu me apaixonasse ou me interessasse por pessoas diferentes ou difíceis. Então, a vida mais uma vez facilitou e eu conheci uma menina. Era bom por que era diferente, fácil e novo. E não era uma menina qualquer, ela era perfeita. Compreensiva enquanto a minha estabilidade emocional e gostava de vídeo games. Namoramos um bom tempo. E foi um tempo bom de namoro, de amizade e de emoções estabilizadas.

Mas a vida é a vida e, é claro, depois de quase dois anos, o nosso namoro chegou ao fim. Foi um pouco difícil, mas a aliança me manteve com a cabeça no lugar por um bom tempo.

Bom, eu gostaria de explicar o que aconteceu depois disso, e por isso que eu contei toda essa historia...

Meses se passaram depois do fim do namoro. Toda a minha juventude badalada tinha sumido de vez da minha vida. Eu estava um solteiro e mal acostumado. Pense por você mesmo. E se a ultima pessoa que você se recorda ter se interessado por você aconteceu ha quase dois anos? Você percebe que agora você não só é solteiro mal acostumado, como também está carente. E ai é que tudo acontece. Você passa meses sem saber se relacionar com as pessoas. Passa dias se perguntando o que foi que aconteceu com você. Passa em frente a uma casa de um amigo, entra, tem uma festa, você conhece um monte de gente bacana, mas ninguém nem te olha de maneira diferente mas e ai... BANG. A aliança se quebra. E é claro que estou falando simbolicamente, já que tinha tirado a aliança do dedo ha muito tempo atrás. Tudo acontece de uma só vez: a vida acorda e lhe facilita alguma coisa, as emoções todas se embaralham, e você conhece uma pessoa diferente de todas as outras. O que a faz diferente, assim, de cara? Ela é incrivelmente alta.

FIM.


Ravi Aynore.


Arrocha Tchê.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Incrível em fazer chorar sem precisar mostrar suas garras.


Falei que odeio o fato de não ter uma boa internet em casa? Não! É um saco! Eu fico usando esse mini modem da OI, com um chip da TIM Web e é de passar vergonha. Só consigo abrir o facebook, quando consigo, e mesmo assim, muitas vezes, não consigo nem falar com as pessoas que estou a fim (de falar). Falei que outra coisa que pode até me deprimir muito é o Ray Lamontagne? Só não é tão triste por que, me lembra um ex-namoro bom, mesmo que seja ex. Existem muitas coisas boas sobre esse ex-namoro, uma delas é que acabou. Existem coisas ruins também, como a falta de um grande amigo. Coisa que sinto bastante.

Falei que estou numa vontade de fumar enorme? Talvez por causa de Shelter do Ray, que esta tocando agora nesse exato momento. Shelter pede um vinho doce, um cigarro e Nova Iorque com Hugh Jackman. Queria saber o significado do nome Hannah e talvez batizar minha filha com ele. Eu penso e Julia, em Maju e tantos outros nomes. Qual o melhor nome para uma menina que combine com o nome Aynore. Acho que minha família vai ficar um pouco chateada quando souber que não quero por o nome da família na minha filha. Quero que ela se chame Alguma Coisa Aynore. E só! Talvez seja uma boa ideia chama-la de Something. =) Quero criar uma família Aynore. Uma família que começou comigo e com minha irmã Alana. Se o mundo existir e for apropriado para nossos filhos, acho que eles teriam algumas historias legais pra contar de como surgiu o nome da família. Se ainda fosse possível criar muitos filhos, mas não... Mas não! Minha internet não ajuda mesmo. Queria tanto falar com... Preciso inventar um apelido pra ele. É estranho querer falar assim com alguém? É estranho querer falar assim com alguém! Faz tanto tempo que me prometi não sentir coisas parecidas com essas que eu estou com medo. Eu tenho muitos medos. Nossa! Eu fico assustado com a quantidade de medos que tenho. Medo de sair de casa, medo de ficar sozinho, medo de não conseguir realizar os sonhos... E como eu falei pro menino que ainda não tem um apelido: Medo é um sofá confortável no meio do caminho. Uma vez que você senta nele jamais quer levantar. Os medos vão passar, é claro, a gente cria bolas para enfrentar coisas inimagináveis, mas mais por que a vida vai nos empurrando para isso. O que seria da gente sem os empurrões da vida? Hugh Jackman. Acho que esse cara deve ser bom em empurrões. Ao menos ele parece bom. A vida deve ter dado alguns bons empurrões no Sr. Jackman, e se vacilar, ele, alguma vez, deve ter tentado empurrar ela de volta. Eu sou fã do Hugh Jackman. Já falei isso? Não por causa do Wolverine ou coisa parecida. Ok, por causa do Wolverine também, mas mais por que ele é genial. Todo mundo viu quando ele apresentou os Oscars. Não? Nossa, não sabe o que esta perdendo. Eu assisto a cerimonia a mais de dez anos e a que a o Sr. Hugh Jackman apresentou foi algo completamente incomparável. Corre no youtube, assiste isso, agora mesmo. E tem também todas as vezes que ele apresentou o Tony’s e é logico as vezes que ele canta. Happy Feet, The boy from Oz, Por agua a baixo, e por ai vai... Hoje Hugh Jackman me fez chorar (mais uma vez). Fui no cinema assistir milhões de filmes, mas quem diria que GIGANTES DE AÇO, FUCKING GIGANTES DE AÇO, ia me fazer chorar. Chorei feito guri. Toda essa coisa pai e filho sempre fodeu muito comigo. A ultima vez que chorei assim foi em UP. E teve também a vez do Reine sobre mim e O som do coração, mas esses dois últimos ai são um recorde que acho que nunca vou conseguir quebrar. Pois é. Meu pai esta meio fodido e eu não sei direito como ajudar, meu medo, meu sofá, me impede de tentar qualquer coisa. Espero não ficar invalido para meu pai, espero poder lutar pro ele quando ele precisar, espero também poder realizar meus sonhos sem ter que sacrificar o contato e a amizade que tenho com meu velho. Nunca o chamei assim. Meu velho. Meu! (Um sorriso abobalhado). Eu amo meu pai! Gostaria de poder dizer isso mais vezes, gostaria de dizer isso pra ele. Já falei que gostaria que ele suportasse ler esse meu blog? Ele suporta, sem duvidas, mas eu que não vou chegar e mandar o link dessa bagoga pra ele. Acho que todo esse sentimentalismo pode, agora, me tornar uma pessoa melhor outra vez. Eu estou voltando a sentir as coisas, eu não sei se isso é bom ou ruim. Garrancho parece um bom apelido. (Risos). Mas acho que ninguém gostaria de se chamado de garrancho. Já disse que não acredito que um único beijo pode mudar muita coisa? A vida esta me empurrando para um lugar que eu não faço a mínima ideia do que pode acontecer por lá. Na verdade sei, mas... Sei lá, mesmos caminhos, destinos diferentes. E eu já não sei mais sobre o que estou falando. Eu gosto de ficar assim por que é intenso e intensidade é motivo pra escrever. Mesmo que eu possa, ou tente empurrar a vida de volta, eu não o quero fazer. Eu quero vencer o ciclo vicioso que ela nos propõe e quando já não houver mais caminhos pra vencer, quando todos já tiverem sido derrotados pelas minhas palavras tortas e intensidade, a vida, tenho certeza, vai me empurrar para o caminho certo. Dai euvou deslizando para o que tiver me esperando por lá, seja felicidade, seja satisfação, sejam mais caminhos pra vencer. Eu vou, e vou com uma canção e um enorme sorriso no rosto, assim como o Hugh Jackman. Garrancho!

Ravi Aynore


Arrocha Tchê!