terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nada e Nada. E o que há de especial sobre mim.


Oi. Oi! Oi. Estou culpando o mês de novembro por essa falta de vontade de fazer qualquer coisa. Um tempo atrás eu estava achando ridículo quem culpava os meses por alguma coisa que estava sentindo e não sabia o real motivo do por que. Eu achava isso tudo tão paia e hoje me tornei tão paia como isso tudo. Eu digo isso por que acabei de sentir o sentimento mais paia de inutilidade quando subia as escadas do meu prédio. Me deixou irritantemente triste a cena que vi assim que entrei no condomínio. Vê, eles estão fazendo uma reforma, os prédios realmente precisavam de um reforma, mas as arvores... Derrubaram a arvore mais bonita do prédio. Bom, é a mais bonita por que foi a que derrubaram, existem outras também bonitas, mas... Eu me senti vazio quando vi a arvore caída. Pensei em iniciar um protesto, mas por que? Pra que? Eu devia imaginar que não existiam arvores nos planos deles quando vi o projeto da obra. Subi as escadas me arrastando, me sentindo um inútil, me perguntando o se eles iam fazer alguma coisas com as arvores. Gostaria que eles as mudassem de lugar apenas, não as arrancassem. Triste como vê um amigo partir ou um animal de estimação morrer. Tenho até vontade de chorar. Vê, eu não me lembro do condomínio sem aquela arvore lá. É uma representação simbólica do que eu sou incapaz de fazer, a arvore. Não pude protegê-la, não quis, se quer soube que devia, mas... É assim com minha vida? Com meus amores, meu trabalho, meus amigos, meus sonhos, meus hobbies, as coisas que escrevo? Pro que estou com tanta preguiça de trabalhar esses dias? Pro que não quero filmar, por que tenho medo de me apaixonar, por que não sei como ajud
ar meu pai, por que não paro de comer? Eu tinha emagrecido bastante até ontem, quando a minha bulimia atacou e eu comecei a comer descontroladamente outra vez. Já me sento duas vezes mais gordo do que me sentia no domingo. E não, eu ainda não comecei a vomitar. Fiz uma promessa. Mas vomitar não me deixa magro, nunca deixou. Eu me esqueci da comida a tarde toda, e em casa, só pensei em fazer pipoca, mas a arvore no chão me fez abrir a porta do congelador e pegar o pote de sorvete que eu não terminei ontem. Hoje é seu fim! Hoje é meu fim, talvez. Estou realmente triste. Aqui, lutando contra todos os meus problemas com uma colher de sorvete na mão e uma vida miserável na outra. Sadly Sad. Existe uma coisa que quero fazer e não encontro forçar para. Roteirizar um dos meus curtas para participar de um festival. Coisa
simples, mas... Olha só pra mim, com minhas duas mãos ocupadas e com a cabeça nas arvores. Já estive assim antes, gordo, triste e sem objetivos. Isso já passou uma vez. Ao que parece vai acontecer outra vez e eu não tenho forçar pra lutar contra por que é novembro. E em novembro a lua esta incrivelmente pesada.


Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

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