terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Esse blog já foi mais romântico. 2/3

Scott.

O barulho de uma buzina de carro na rua me fez acordar assustado. Eu não me mexi muito, na verdade, só abri os olhos e notei meu coração acelerado. De olhos abertos encarei a parede azul clarinho que estava a poucos centímetros do meu nariz. Ela parecia gelada. Fiquei preocupado com a hora, tinha compromisso pela manha logo cedo. Olhei pro céu pela janela e ele estava cinzento. Chovia pouco, mas constantemente naquele dia. Pensei em levanta e olhar as horas, mas me deu uma preguiça enorme. E eu não queria acordar a doce criatura que estava deitada ao meu lado, provavelmente sonhando com algo bonito. Tentei olhar as horas no relógio TARDIS que tenho do outra lado do quarto, mas estava muito distante. “Quer saber... Foda-se!”, pensei, e voltei a deitar com um pouco de frio. Como eu e Scott estamos dividindo uma cama de solteiro e o mesmo lençol, eu pensei que seria melhora abraça-lo pra evitar que ele sentisse frio também, e foi o que eu fiz. Eu não tinha qualquer intenção de iniciar qualquer coisa entre a gente naquele momento. Eu realmente não queria acorda-lo de maneira alguma, mas ao abraça-lo, eu acidentalmente passei a mão por cima do seu short e vi que ele estava bastante excitado. Isso fez com que meu pau ficasse duro na hora. Eu tentei segurar a excitação e voltar a dormir, mas não estava mais com sono. Tentei ficar quieto, abraçado com Scott, mas a curiosidade me fazia passar “Acidentalmente” outra vez minha mão em seu short para saber se ele ainda estava ereto. E estava! Eu parei de brincar e enfiei minha mão dentro do seu short e segurei aquele pau que estava incrivelmente duro. Ele nem se mexeu. Eu comecei a bater uma punheta pra ele, porque aquilo estava me dando um tesão absurdo. Enquanto o masturbava eu esfregava meu pau em sua bundinha. Nesse momento eu já estava louco para que ele acordasse e a gente pudesse trepar como fizemos na noite passada, mas eu não ia esperar ela acordar. Tirei minha cueca, que era a única coisa que usava e também baixei o short dele. Eu não queria fazer qualquer coisa com ele dormindo, até porque o Scott é tão participativo no sexo... Comecei a alisa-lo enquanto empurrava meu corpo nu contra o seu também nu. Scott era branquelo e bem magro, mas era meu tipo de garoto. Ele tinha músculos definidos na barriga, nos quais eu adorava passar a mão, e tinha um cabelo longo e preto que eu adorava cheira e puxar nas horas mais legais. Ele não tinha muitos pelos, o que eu gostava bastante. Eu adorava arranhas suas pernas e apertar sua bunda, dar um tapa ou outro enquanto o chamava de safado. Isso o deixava com um tesão imenso.  O mesmo acontecia comigo naquele exato momento. Como ele não acordava, decidi começar sem ele mesmo. Parei de punhetar aquele pau, que não era tão grande, mas era na medida. Devia ter seus 17 centímetros e era um pouco grossinho, mas nada exagerado. Tudo combinava em Scott. Cuspi na minha mão e lubrifiquei meu pau bastante, fiquei o esfregando na porta do cuzinho de Scott pra a gente ir se acostumando com a ideia. Eu já estava completamente em ritmo de sexo e não mais de preliminares. Segurei seu cabelo com força, já na intenção de acorda-lo mesmo e com a outra mão voltei a segurar seu pau com bastante força. Eu o senti desconfortável, e notei que ele já começava a acordar. Dei leves mordidas no seu ombro, nuca e lambi sua orelha. Falei baixinho mas com um tom meio bruto no seu ouvido: - Acorda, vai. Acorde que eu quero te comer todinho hoje. Eu ouvi ele gemer e isso foi o start para começar a beija-lo, mesmo que na orelha. Eu beijava sua orelha enquanto ele aos poucos ia acordando e se espreguiçando e gemendo. Beijava seu ombro, lambia sua nuca, mordia suas costas... Finalmente ele acordou e se virou pra mim. Ele me olhou nos olhos e sorriu. Scott é um dos garotos mais lindos com quem já sonhei.  Ele tem olhos grande mais puxadinhos como os de um asiático, tem um rosto lisinho, a sobrancelha perfeita, um narigão que eu acho lindo e um beijos que me tira o folego. Ele me beijou com força e fome e eu o retribuir empurrando sua cabeça contra a minha enquanto ainda tinha seus cabelos entrelaçados nos dedos da minha mão.  Eu agarrei sua bunda e o jogue para cima de mim, enquanto ele me beijava eu acariciei seu cu com meus dedos, mas sem penetra-lo, só pra deixa-lo com mais tesão. Ele continuou me beijando encima de mim, mordendo meus lábios e chupando minha língua. Eu afastei sua cabeça da minha lhe puxando pelos cabelos, ele fez uma cara de dor que eu adoro ver.
-          = Me chupa. – Falei.
Ele não precisou pensar. Me beijou outra vez e foi beijando meu peito, minha barriga, até chegar no meu pau. Ele agarrou meu pau com uma das mão com força e cuspiu nele, depois começou a lambe-lo. Lambia do meu saco até a cabeça do meu pau, até deixa-lo bem babado. Era assim que ele gostava de chupar. Uma vez que deixou meu pau completamente coberto por saliva ele começou a me chupar de verdade. Scott me chupava lentamente, como se estive beijando meu pau. Eu adorava quando ele fazia isso, era o jeito mais carinhoso que já havia experimentado. Ele me chupava com calma e ao menos tempo me olhava com aquela cara de safado que me deixava completamente louco por ele. Ele segurou meu pau com uma mão e começou a lamber sua cabeça, que estava bastante vermelha de tanto ele prender o sangue, as vezes ele dava um mordidinha, ou deixava roçar o dente. Fazia isso só pra me provocar, é claro. Eu segurei sua cabeça com as duas mãos, uma delas ainda com dedos embaraçados em seus cabelos e comecei a foder sua boca como eu adoro, mas isso não durou muito tempo, ele não curtia muito. Ele largou meu pau e voltou a me beijar, sentou no meu colo e começou a rebolar de olhos fechados. Ele fechava os olhos pois tinha vergonha as vezes, eu achava isso muito fofo no Scott. Ter aquele garoto lindo rebolando no meu colo, gemendo e passando a língua nos lábios estava me deixando louco. Meu pau já estava bem lubrificado com a saliva do Scott, então eu tentei ajeitar ele naquele cu gostoso enquanto ele rebolava, mas não deu certo. Então de agonia, eu o agarrei pela cintura e o joguei na cama, invertendo nossas posições. Com ele deitado na cama, abri suas pernas, coloquei seus pés apoiados no meu ombro enterrei meu pau no seu cu estupidamente aconchegante.  Eu não foi carinhoso como costumava ser quando fazia sexo com ele. Ele estranhou e se contorceu todo na cama, mas eu não estava ligando. Me aproximei dele e mandei ele ficar caladinho enquanto eu o comia de verdade. Ele apenas sorriu. Eu comecei a bombar forte no cu dele esperando que ele fosse me pedir para parar, mas ele não pediu. Ele gemia e me beijava e dizia coisa como: Isso e vai... Sempre muito sexy. Depois de o ter comido bastante naquela posição ele falou: “- Me come de quatro que eu quero gozar.” Não precisou pedir duas vezes, o coloquei de joelhos na cama e com as mãos apoiadas na janela, com vista pra rua e pra chuva fina que caia. Segurei ele pelo cabelo mais uma vez e puxei sua cabeça para trás, lambi sua orelha e falei pra ele que o achava lindo enquanto, lentamente, enfiava meu pau em seu cu mais uma vez. Eu sei o que fazer quando ele quer gozar, basta continuar mordendo sua orelha, bombar um pouco rápido no seu cu e punhetar seu pau intensamente ao mesmo tempo. Foi o que fiz. Primeiro meti devagarinho e ele gemeu bem gostoso, depois fui aumentando a velocidade e ele pareceu engolir o gemido e começou a contorcer o corpo, dai comecei a bombar mas rápido, mas com menos força e ele já gemia numa frequência que eu sabia que estava perto de gozar.  Comecei a masturba-lo mais intensamente e a enfiar a minha pica mais fundo em seu cu. Ele, com uma das mãos, agarrou minha perna e tentava me puxar pra mais próximo dele, como se estivesse pedindo para meter mais fundo. Foi o que fiz; comecei a meter mais fundo e com mais intensidade. Ele soltava gemidos contínuos de “Ai” e “Isso”. Puxei seu cabelo mais uma vez pra trás, meti no seu cu com força, mordi sua orelha e segurei sua cintura empurrando seu corpo contra o meu. Ele deu um gemido quebrado, eu senti seu cuzinho se contrair no meu pau, vi sua mão apertar com força a grade da janela e senti seu pau jorrando porra para todo lado. Ele gozou muito na parede onde a cama ficava encostada  e um pouco nos travesseiros. Seu corpo ficou molenga e ele arriou-se na cama tentando recuperar o folego. Eu joguei o travesseiro melado para fora da cama e deitei ao seu lado, o beijei e comecei a me masturbar de um jeito que ia me fazer gozar rápido. Ainda estava com muito tesão. Ele me beijou de volta e depois encarou o teto enquanto eu me masturbava. Eu estava chegando no meu ápice  quando soltei um gemido falando: “- Ah, eu vou gozar!”. Scott olhou pra mim, me deu outro beijo delicioso, lambeu meus lábios e tirou minha mão do meu pau e começou a bater punheta pra mim. Ele segurou meu pau como da ultima vez e se posicionou entre minhas pernas, levantando uma delas para apoiar sua cabeça. Começou a me chupar no ritmo lento que ele sempre fazia, mas me masturbava de maneira rápida.  Sua outra mão segurava minha perna levantada, como se a estivesse abraçando. Aquilo estava me deixando muito louco, eu estava a segundos de gozar pra caralho. Eu coloquei as mãos em seu cabelo, dessa vez não pra puxar mas pra fazer carinho e ele empurrou todo o meu pau dentro de sua boca e garganta, quando voltou com seus lábios até a cabeça eu não pude mais segurar e com um grunhido intenso acabei gozando bastante dentro da boca dele, tanto que um pouco escorreu pelo canto de sua boca.  Ele deu beijinhos carinhos no meu pau, uma ultima lambida, como se estivesse tentando limpa-lo e saiu em direção ao banheiro. Ainda sem folego e me contorcendo enquanto me recuperava do gozo, olhei para o céu cinzento pela janela. A chuva tinha ficado mais grossa, e o frio aumentara. Dormi! Acordei. Fim do sonho e do meu momento inesquecível com Scott.

Ravi Aynore.

Arrocha Tchê. 


Escrevi um Cap. pra um Fanfic de umas amigas.

Reese

Parte I

DIN


DIN. Uma campainha interrompeu o silencio que estava na mesa entre Reese e uma estranha. A garota se levantou foi até a mesa do lado e uma outra garota, loira e de sobrancelhas escuras sentou a frente de Reese. Ele tirou uma carteira de cigarro do bolso e ascendeu.

-       Oi. – Disse a garota meio tímida.

Reese apenas acenou com a cabeça enquanto baforava em seu cigarro.

-       Eu não acho que seja permitido fumar aqui dentro.  – Falou a garota.
-       Proxima! – Gritou Reese.

A garota tomou um suto com o grito do rapaz, que tinha uma voz rouca e grossa.  Ela deu um riso falso, fingindo ter achado ser piada o que Reese acabara de dizer, mesmo ficando um tanto ofendida na verdade.

-       Erh... Não é assim que funciona. – Arriscou a garota com uma certa relutância na voz. – A gente tem que conversar durante alguém tempo, pra se conhecer melhor e ai a campainha toca e eu troco de lugar, mas tem que esperar a campainha toc...
-       Sai fora! – Cortou Reese, com precisão.

A garota falava rápido e com uma voz um pouco estridente, o que era extremamente irritante para Reese, principalmente quando ele estava de ressaca. Ele deu outra baforada no cigarro e soltou a fumaça em direção a garota, que tentou espantar a fumaça com a mão.

-       Serio, eu acho que você não deveria mesmo fumar aqui. – Falou a garota em um tom irritante.
-       SAI FORAAAAAAAAAAAA!

Reese gritou e se apoiou na mesa, inclinando seu corpo em direção garota loira que parecia extremamente assustada nesse ponto. Ela se levantou e saiu pisando forte no chão. Ele sentou-se de volta e gritou.

-       Próxima!


A campainha tocou outra vez. Uma outra garota sentou-se na frente de Reese. Ele olhou pra ela e encarou o adesivo colado em sua camisa, onde os participantes colocavam seu nome.

-       Sai fora. – Disse Resse seco.
-       O que? – Falou a nova garota.
-       Sai. Fora. Surda.  – Falou Reese.
-       Eu não estou entendendo. 
-        Além de surda é burra, porra burra? Mandei sair. Sai fora. Vai pra outra mesa. Vai lavar roupa, comer um hambúrguer, se jogar de um prédio, eu não ligo, mas sai daqui.
-       Eu não posso, ainda tem gente na outra mesa. – Falou a garota ainda muito confusa.
-       Eu não ligo, porra gorda. Ta louca?! Olha só seu nome, velho. Sai daqui. Fica lá em pé do lado esperando, ou então senta com a outra menina na mesma cadeira, vai que o cara leva as duas pra cara, mas sai daqui da minha frente, doida.

A garota saiu completamente atordoada e dando com os ombros pras as pessoas que a olhavam. Os gritos de Reese na mesa estavam começando a chamar atenção.
Com a cadeira a sua frente fazia, Reese levantou-se e foi andando até o pupito onde estava o rapaz que tocava a campainha. Ele mesmo tocou a campainha e roubou a sineta do rapaz, a carregando de volta pra mesa onde estava sentando antes. Já sentada a sua frente estava uma garota negra, de cabelos cacheados e cheios. O tipo de garota negra que todos acham bonita. Reese estava cagando pra beleza das pessoas que sentavam a sua frente. Ele só queria que aquele dia acabasse. Ele sentou em frente a garota e colocou a sineta na mesa. Olhou nos olhos dela e levantou a mão como se fosse tocar a campainha para as pessoas mais uma vez trocarem de lugar. Ele continuou encarando ela.

-       Você bebe? – Perguntou a garota.
-       Sim! – Disse Resse com a mão ainda sobre a sineta.
-       Toma.

A garota empurrou na direção de Reese um copo de cerveja. Reese largou a mão da sineta e sorriu. Pegou o copo e deu um gole.

-       Michelle.  – A garota se apresentou triunfante.
-       É. Eu sei. – Falou Reese apontado pro crachá dela.
-       E seu nome é Reese mesmo, ou é apelido?
-       É como eu gosto de ser chamado.

Michele tinha olhos bonitos e um pouco misteriosos. Reese se pegou pensando já tinha encontrando alguma outra garota com aquele olhar. Ela vestia uma vestido amarelo, que deixava amostra os ombros. Outra coisa que chamava muita a atenção de Reese eram os lábios de Michelle, carnudos e roseados.

-       E então, Michelle. Você quer sair daqui? – Perguntou Reese
-       E pra onde eu iria?
-       Minha casa?!
-       Fazer?!

Reese gostou da dinâmica da pouca conversa que teve e pensou que sua próxima resposta podia acabar com aquela conversa, e isso poderia ser bom ou ruim. Então ele pensou mais um pouco antes de responder.
-       Tudo que você quiser. – Falou Reese seguro.

Michelle riu. Reese virou o copo de bebida e se levantou. Puxou ela pela mão e os dois saíram do bar abraçados.




Parte II

Qual é sua historia?


Reese saiu ofegante de cima de Michelle e encarou o teto. A garota também estava sem folego.

-       Você nunca para? – Perguntou Michelle tentando recuperar o ar.
-       Na verdade não. – Se gabou Reese. – Quer ir pra uma quarta?

Reese enfiou uma de suas mãos pelo lençol que cobria Michelle, mas a garota puxou sua mão pra fora com rapidez.

-       Um de nós precisa descansar. – Falou Michelle ainda ofegante.

Reese sorriu e voltou a encarar o teto. Michelle virou-se para o lado dele e o abraçou. Ele olhou para a garota e alisou seus cabelos.

-       Você é linda. – Disse Reese.

Michelle apenas sorriu envergonhada.

-       Mas se você quer mesmo descansar, não pode ficar me abraçando assim enquanto estiver sem roupa. -  Falou Reese quebrando o clima romântico do momento e tentando se levantar da cama.

Não era bem uma cama, era só um colchão acomodado no chão de uma pequena quitinete.  O lugar estava o caos, nada estava no lugar que supostamente deveria estar, mas ainda assim, toda aquela bagunça, fazia mais sentido pra Reese que ficar em um ambiente que não combinasse com ele.

Reese foi até a geladeira que ficava quase que no meio da sala e pegou duas cervejas. Jogou uma na cama para Michelle, sem qualquer cerimonia, abriu a sua e deu seu primeiro gole encostado na parede, completamente nu.

-       Então... Qual é a sua historia? – Perguntou Michelle sentando-se na cama para tomar sua cerveja. – Você não passa muito tempo aqui, certo?
-       Eu sou um artista. Eu não passo muito tempo em lugar nenhum.
-       Artista?
-       Sim. Artista. Meu trabalho é sair por ai fazendo arte. – Respondeu Reese se aproximando da cama e engatinhando para cima de Michelle. – Eu não vou passar muito tempo aqui, você poderia vir comigo.
-       Eu nem sei o que você faz de verdade, Reese.
-       Eu me divirto. Nunca para em um lugar só, mas to sempre me divertindo.

Reese beijou Michelle e conseguiu manobrar um jeito de se encaixar entre suas pernas.

-       Você tá fugindo de alguma coisa? – Provocou Michelle.
-       Não. Claro que não. Eu só acho chato passar muito tempo no mesmo lugar.
-       E com as mesmas pessoas...
-       Eu iria demorar mais pra enjoar de você, garanto.

Reese beijou o pescoço de Michelle e ela sorriu um sorriso safado.

-       Já descansou?  - Perguntou Reese mais safado ainda.
-       Não. – Cortou Michelle. – Eu quero te conhecer um pouco melhor. – E tomou outro gole da cerveja.

Reese tomou a cerveja da mão da garota e virou-se para encarar o teto outra vez. Ele achou uma posição confortável entre as pernas de Michelle, tomou um gole da cerveja e perguntou com um tom de desinteresse na voz.

-       O que você quer saber? Eu achei que a gente já tinha se conhecido melhor três vezes, to tentando te conhecer melhor a quarta mas você não deixa.

Michelle riu.

-       Quero saber o que você fazia antes de vim parar nesse fim de mundo. Onde você estava? – Perguntou Michelle.
-       Eu estava em outra cidade antes de vir parar aqui. E antes disso eu estava em outra cidade, e antes disso em outra cidade. No começo de tudo eu estava em um fim de mundo, que faria esse fim de mundo aqui parecer o paraíso.
-       E porque você saiu de lá.
-       Eu precisava te conhecer melhor!

Os dois riram.

-       Não, serio... – Pediu Michelle.


Reese pensou por um tempo, entre um gole de cerveja e outro.

-       Eu tinha essa garota. E eu a amava. Mas dai você sabe, amor é complicado. Ela me odeia agora, então eu decidir ir amar em outro lugar.
-       O que aconteceu.
-       A vida aconteceu. Outras pessoas, coisas...

Reese por um tempo ficou aéreo. Ele não tem certeza se Michelle falou mais alguma coisa ou não. A cabeça dele estava em outro lugar.

-       Enfim... – Acordou Reese voltando ao seu tom rouco e grosso. – Posso te conhecer melhor outra vez agora?

Michelle só fez que sim com a cabeça e Reese já pulou encima dela, jogando pra longe o lençol que havia entre eles.

-       Agora eu vou te conhecer melhor pra caralho. – Falou Reese guloso e beijou Michelle intensamente.

Os dois começaram a apertar seus corpos mais fortemente um contra o outro , quando Reese pensou ter ouvido uma movimentação estranha na rua.

-       REEEEEEEEEEEEEEESE!!! – Um grito sobrepôs o barulho normal da rua que passava perto da janela de Reese. – Eu sei que você está por aqui e eu vou te achar e vou lhe cortar no meio, seu filho de uma puta.

Reese parou e encarou Michelle ainda dentro dela.

-       FUDEU! – Foi tudo que Reese conseguiu dizer.


Reese levantou em um pulo e vestiu uma calça jeans rasgada qualquer que estava jogada no chão. Pegou uma mochila começou a empurrar roupas dentro dela. Achou o vestido amarelo de Michelle no chão e o arremessou pra ela.

-       Se vista. Rápido! – Gritou ele, enquanto empurrava mais roupas para dentro da mochila.
-       O que tá acontecendo? – Perguntou Michelle assustada.
-       Doido, se vista logo. Rápido! – Apressou Reese.

Michelle se levantou e colocou o vestido rapidamente.

-       Eu não acho minha calcinha. – Falou Michelle também fuçando as roupas do chão.
-       Você acha que eu ligo? – Gritou Reese. – Sua calcinha é o menor dos meus problemas agora.

Reese colocava tudo que conseguia dentro da mochila sem nem pensar duas vezes. Um bolo de dinheiro que estava encima da geladeira, as cervejas que estavam dentro, e por algum motivo ele sabia que a calcinha de Michelle já teria ido, acidentalmente, para dentro da Mochila também.
-       O que esta acontecendo, Reese. – Gritou Michelle nervosa e sem calcinha.

Reese pensou em mandar ela ir se foder, mas pensou melhor.

-       Lembra quando você me perguntou se eu estava fugindo? – Disse Reese.
-       Sim.
-       Lembra que eu disse que não?
-       Sim.
-       Eu estava mentindo. Eu meio que estou fugindo sim.
-       Você é doido?
-       Um pouco! A gente tem que sair daqui.
-       Do que você esta fugindo?
-       REEEEEEEESE!!!!! – Gritou a voz feminina lá fora.
-       Não é óbvio? – Falou Reese. – Dela!
-       Quem é ela, Reese? – Perguntou Michelle.
-       Dona do apartamento, mais um motivo pra a gente não ficar aqui.

Reese olhou discretamente pela janela para bolar uma rota alternativa de fuga.

-       Ei, você teve tempo de pensar se vai querer vir comigo pra outro lugar? -  Perguntou Reese para Michelle enquanto olhava pela janela.

Reese viu uma garota entrar no prédio carregando um pedaço de pau e acompanhada de dois caras obviamente mais fortes que ele.  Ele se apoiou na janela.

-       Claro que eu não vou a lugar nenhum com você, seu escroto mentiroso.  – Gritou Michelle transtornada e ainda procurando por roupas no chão.
-       Ok. Talvez seja uma bom momento pra voltar então.  – Falou Reese.
-       Quê? – Indagou Michelle, mas Reese já tinha se escorado para fora da janela e pulado.

Michelle foi até a janela e viu Reese se levantar e sair correndo. Ele se quer olhou pra cima. Segundos depois a porta da quitinete se abriu com violência e uma garota loira com maquiagem pesada entrou gritando com um enorme pedaço de madeira na mão. Michelle virou assustada e a encarou. Dois homens fortes entraram logo depois da garota loira. Uma brisa entrou pela janela que estava logo atrás de Michelle e levantou seu vestido.






Parte III

Estou voltando.


As garotas estavam todas reunidas no quarto fazendo o que fazem sempre e de melhor: Nada. Alice se olhava no espelho enquanto penteava os cabelos e provava algumas roupas de Sarah. Yzzi estava no telefone trocando mensagens como 17 pessoas. Opa, esperem... 18! 18 pessoas. E Sarah baboseava alguma coisa sobre Misha Collins.

-       Bla bla bla bla bla bla, bla Misha. – Disse Sarah.
-       Mas e onde que a gente vai estar mais tarde? – Perguntou Izzy. – Tem gente aqui querendo saber.
-       Quem tá querendo saber? – Disse Alice.
-       Pessoas. Já disse! – Falou Izzy ignorante.
-       Dependendo das pessoas que vão estar lá, eu prefiro estar em casa. – Falou Sarah. – Alice, eu acho que seu celular tá tocando.
-       Não fala isso, Sarah, é errado. – Reclamou Alice como sempre. – Quem mais vai com a gente Izzy?
-       E eu seu lá. – Izzy deu com os ombros.
-       Seu celular está tocando, Alice. – Falou Sarah.
-       Só vai a gente? – Perguntou Alice preocupada
-       Minha filha, eu não sei. – Gritou Izzy.
-       Seu telefone está tocando! – Gritou Sarah ao mesmo tempo.

Alice se assustou com as duas gritando. Por dois segundos elas ficaram em silencio e depois começaram a rir. O telefone continuou tocando. Alice o pegou encima da penteadeira e atendeu voltando a andar em direção ao espelho.

-       Oh, baby. Eu estou voltando.

O coração de Alice gelou com o som da voz masculina que veio do outro lado do telefone. Ela se viu completamente assustada pelo seu reflexo do espelho.

-       Reese? – Disse Alice com a voz fraquejando.
-       Claro, quem mais?

Ela deixou o celular escapulir pelos seus dedos e ele acertou o chão fazendo um som abafado. Alice fraquejou e desmaiou.

Começa a tocar But now i’m back – Pink Martini.


FIM.