segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Uma pergunta que fizeram pra mim no ask.fm ou a coisa mais gay que já escrevi pra alguém e nem falei em rola.


O que você acha de Jonta antes e depois da viagem?





Rapaz, essa é uma pergunta boa do caralho, e extremamente profunda pra mim. Jonta sempre foi uma pessoa extraordinária, do momento em que o conheci, até todo o sempre. E acredite, eu vi o futuro e ele continua sendo exatamente extraordinário.  Quando o conheci, toda essa energia ainda esta contida nesse enorme sorriso que insistia em ser tímido, mas como num golpe de magica, em um pequeno instante, Jonta notou que toda aquela energia que o absorvia deveria ser expandida para todo o mundo e foi isso que ele fez, ou começou a fazer, ao menos. Ele me mostrou tanta coisa nova e tanta coisa pura e verdadeira, coisas nas quais eu nem acreditava mais... Amar estranhos, coisas qualquer, a naturalidade, a natureza. Quando ele entrou na vibe natureza...E caras, isso não tem absolutamente nada a ver com o cabelo dele. O cabelo de Jonta é estilo, do mesmo jeito que as roupas e os tennis são. O que mais chama a atenção em Jonta não é o cabelo e nem o sorriso, são as ideias. O cabelo e o Sorriso são só antenas para, com mais facilidade, distribuírem as ideias. Mas sim, quando Jonta entrou na Vibe natureza eu demorei pra comprar. Demorei mesmo, stilo muiiito tempo. Mas o mundo é o mundo e ele cobra tanta coisa da gente e a gente é tão Jonta do mesmo jeito que Jonta é tão a gente. O mundo forçou a barra e Jonta começou a se envolver com gente que se quer entendiam qual era a sua vibe original de destribuir energia e devidos as diferentes freqüências dessa galera essa troca de ideias e energia não durou por muito tempo. Jonta, erroneamente, entendeu que talvez a culpa fosse dele, que ele não estava conseguindo caminhar com passos humanos o cotidiano de pessoas normais. Ele se perdeu um pouco ai, quase um ano antes de viajar. Muita coisa aconteceu com Jonta pra ele começar a desacreditar que ser o catalisador e distribuidor de ideias libertadoras fosse o melhor pra ser. Ele baixou a guarda, mas manteve o sorriso para as oportunidades que ainda se apresentavam. Mas e toda aquela energia pra compartilhar? Voltou a ser só dele, comprimida em todo aquele cabelo que até diminuiu antes da viagem. E agora não era Jonta que tomava as decisões, era a vida simplesmente.  Quando isso aconteceu, o lance do cabelo, eu interpretei que ele teria o deixado mais comportado com medo de que de cara não fosse aceito em seu novo lugar temporário. - "Mas essas são suas antenas!! - Pensei comigo mesmo. - São elas que te ajudam a espalhar melhor a palavra da liberdade, beleza, verdade a amor. Assim como fez comigo!" Mas Jonta estava piscando diferente naquele dia. Ele teria piscado diferente durante todo aquele ano. E com razão. Eu também estava nada legal nesse ano. Eu tinha minhas noias, nada comparadas as coisas que Jonta tinha enfrentado, mas a o maior sofrimento de uns não nos deixa melhor. Hell, muitas vezes até acaba mais com a gente. 2012 foi definitivamente o pior ano que tive que viver cada dia até agora. E ainda assim foi ao ano em que eu briguei com Jonta, decidindo que sua colaboração pra minha vida já teria acabado naquele momento e que eu precisava me arranjar novos incentivadores, e na manhã seguinte, depois de ter decidido que já não o queria tão presente na minha vida, ele me aprece de manhã aqui em casa, vestido de índio, entoando um canto e me chamando pra viver outra vez. O menino que se vestiu de alegria, arreganhou o sorriso um tanto tímido durante um tempo e voltou a emanar energia positiva até o topo de qualquer escala só pra me provar errado quando a sua contribuição pra minha vida, que hoje eu sei que nunca acabará, que será constantemente intensa e infinita. E eu que me achei desimportante durante tempos, me deparo com um índio que veio me ensinar o principio da vida outra vez. Jonta se foi pra longe durante um ano e o nosso ultimo dia juntos foi estranhíssimo. Não era ele, não era eu. Um ano! No começo, quando descobrimos da viagem, eu fiquei com medo que fosse só uma fuga, uma folga... O que pra mim era, mesmo que esteja errado. E foi durante muito tempo. 4, 5, 6 meses. Mas aconteceu, e eu não faço ideia de que se foi mesmo desse jeito que aconteceu, pois não estava lá, mas eu gosto de imaginar. Talvez a coisa mais ordinária, no momento menos instigante. Jonta pegou uma bicicleta e foi passear, e passeando ele encontrou paz, arvores, a natureza verdadeira, ele encontrou um companheiro, um rapaz com uma moto rosa e seu cachorro, ele encontrou frio, calor, cachoeiras. Jonta passeou tanto que encontrou liberdade, beleza, verdade e amor, e dai uma casa onde ele passou a noite. Ele gosta de descrever essa casa como um lugar familiar, já eu acho que ele não encontrou uma casa, eu acho que ele se encontrou. Enquanto ele ficava lá, mirando a casa, ele mirava a si mesmo, e o seu eu sorridente e cabeludo com a maior e mais absurda antena receptora e transmissora lhe mirava de volta dizendo: SEU DOIDÃO! E nesse momento o universo se compreendeu outra vez e largou a depressão e começou a acontecer normalmente. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo na verdade até minha viagem para as cachoeira nesse final de ano. Lembra quando eu disse que nunca tinha entendido o lance de Jonta com a natureza? Nesse momento eu entendi. Eu estava só, na mais linda cachoeira das 10 que visitei. Eu estava boiando, ao som da agua que caia, com finos raios de sol batendo no meu olho, entre uma pedra e outra eu vi uma aranha enorme e ai eu entendi, como algo que eu já soubesse a tempos, mas não lembrava. Eu percebi o universo naquele momento e eu soube que ele estava harmônico outra vez, como uma canção, a mais bela das canções. Como a que a agua fazia caindo da cachoeira. E eu pensei: Faz sentido. E de novo: Vixe que doidera. E nesse momento o rio me abraçou e eu não consegui pensar em outra coisa a não ser Jonta. Minha vida entrou em equilíbrio outra vez, e eu sequer havia o encontrado ainda. Ele ainda estava no Canadá e eu em Pirenópolis. Voltei pra casa, como se dessa vez estevesse mesmo voltando pra casa e não só pra Aracaju. 6 dias depois ele chegou com um sorriso e o cabelo enorme, maior que eu já vi. Eu usava um sobretudo e segurava uma caixa de som querendo fazer referencia a um clássico dos anos 80, e naquele sorriso e cabelo estava a minha casa, que um dia encontrei em um passeio, e foi lá que passei a noite pq ela me era familiar. Então, sim. Eu notei varias diferenças em Jonta desde que ele partiu e voltou. Eu continuo notando diferenças nele todo dia, mas não importa muito porque pode ser rápido ou bastante demorado, pode ser andando de bicicleta ou nadando em uma cachoeira, pode ser respondendo coisas no ASK ou aprendendo a trocar trompete, em um determinado momento nós vamos nos entender por completo, e quando isso acontecer haverá um índio esperando por mim e eu estarei de sobretudo, segurando uma caixa de som e esperando por ele.




Ps: Jonta quase não tem nada a ver com o seu cabelo, mas você consegue saber o nível de Wildness em Jonta pelo nível de Wildness em seu cabelo, isso é verdade. Outra verdade que é importante também é que você sabe que Jonta, quando mais wild melhor. 

Fim.

Arrocha Tchê!

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