
This one is real.
Não por ter acontecido em um sexta-feira, aconteceu na madrugada de um sábado, mas por ser a sexta de um serie.
Na casa da atalaia nova eu via Dexter, do sexto ao decimo segundo episodio, uma hora cada um. Lá por volta do inicio do decimo primeiro episodio fiquei curioso com a hora.
- Jéssica, que horas são?
Na casa da atalaia nova eu via Dexter, do sexto ao decimo segundo episodio, uma hora cada um. Lá por volta do inicio do decimo primeiro episodio fiquei curioso com a hora.
- Jéssica, que horas são?
- Quatro e quarenta.
Eram quatro e quarenta da manhã, e era também hora de ir. Busquei as chaves da porta da casa na cozinha, pulei a janela, abri o primeiro portão, o segundo e já pudia sentir a fria brisa que ventava junto ao dia que nascia lentamente. Escondi as chaves em alguma planta por ali por perto e caminhei em direção a areia. O dia ainda não estava claro, estava quase escuro quando pus os pés na areia e pensei: - Agora só eu e o mundo. - Senti a solidão que sempre sentia tomar conta de todo o mundo. O barulho que o vento fazia era alto, carregando a areira com velocidade, e quando se batiam em algum obstaculo faziam sinfonia. Tudo nesse instante solitário tinha sua própria musica, até meus pés gelados caminhando na areia mais gelada ainda. A agua parecia longe, ótimo, assim teria mais tempo pra aproveitar a solidão do mundo vazio. Só eu e o mundo. As coisas fúteis invadiram minha cabeça, posso dizer que até imaginei que era assim que seria a minha vida se o meu mundo fosse invadido por zombeis. Depois dos zombies veio as pessoas nuas, as festas, e todas as outras coisas que poderia fazer com todo aquele vazio, por ultimo veio você nos meus pensamentos fúteis. De você eu não consegui parar de pensar, nem você nem do mundo só e eu. Pensar em você fez de mim tão vazio quanto o mundo naquela hora, mas cheio de tolas ideias. Bem mais perto da agua agora, com o dia também bem mais claro, sentei na areia e encarei a imensidão do oceano. Pensei: - Só eu e o mundo, e sou tão nada perto dele. Estará o mundo completamente sozinho agora? - Sim, provavelmente. O mundo sozinho e vazio, e eu, também sozinho, cheio de ideia tolas e sentimento implicantes e irritantes crescendo em mim. Pensei em cantar alguma coisa, sempre achei que a vida devia ser um musical, mas todo mundo teria que pensar assim também, e como todo mundo naquele instante era eu, eu pensei o que eu queria pensar. Cantei: (8)
“There can be miracles when you believe, Though hope is frail it's hard to kill.Who know what miracle. You can achieve when you believe somehow you wil.You will when you believe.” (8) Cantei uma tola canção de Mariah Carey, enquanto escrevia meu nome na areia
Cantei uma tola canção de Mariah Carey, enquanto escrevia meu nome na areia. Não escrevi ele todo, apenas Aynore, pois Ravi nada significava pra mim até que o sol estivesse no céu. Uma outra ideia tola me surgiu enquanto admirava o horizonte. Pensei: - Tolice! - Mas não consegui evitar. Levantei-me e comecei a andar na areira, me achei tão idiota o fazendo, mas não pararia até ver o resultado. Quem acompanha esse blog, possivelmente a mesma quantidade de pessoas que haviam na praia quele dia, sabe do que eu estou falando. Fiz um maldito coração de pegadas na areia, o que eu não sabia é que é muito difícil faze-lo com o vento forte soprando a favor de lhe derrubar. Tentar manter o equilíbrio me fez achar tudo aquilo muito divertido. Divertido? Como podia ser? Uma coisa tão tola... Descobri que as coisas tolas são as mais divertidas pelo tamanho do meu sorriso. Sorrir era uma novidade, deixei de assistir Dexter e pulei aquela janela pra ir na praia esvaziar minha mente e alma, mas acabei me enchendo de sentimentos e sorrisos. É assim que é, tentar te esquecer? Não pode ser, mas eu estava me divertindo. Quando achei ter terminado o coração tomei uma certa distancia pra poder admira-lo. Vi um estranho, torto e lindo coração desenhado na areia, e ao seu lodo o nome Aynore. Eu queria tirar uma foto pra te mostrar, te mostrar o quanto gostar de você, mesmo depois da “separação”, me deixava bobo, até cogitei a possibilidade de voltar até a casa e pegar a câmera, mas não, ninguém precisa saber. Olha só, ai vem as palavras que me lembram você e que me enchem desse sentimento irritante. Mais uma vez, pisando em minhas próprias pegadas pra desenhar o coração eu cantei: (8)
.
“ Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder. deixo assim ficar subentendido.Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby. A beleza é mesmo tão fugaz!É uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então, a alegria que me dá isso vai sem eu dizer...E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer (eu vou sobreviver).O que eu ganho, o que eu perco Ninguém precisa saber!” (8).
Essa definitivamente não é minha canção, é essa é sua canção! Mas me pareceu um tanto confortável naquele momento.
Quando os primeiros raios de sol fizeram o céu ficar como deveria as cinco e vinte de manhã, eu achei que era hora de um contato mais profundo com a natureza. Tirei a camisa, amarrei em uma pedra qualquer pra ela não sair voando, e fui direto pro mar, pronto para lavar a alma. Quando senti as pequenas ondas tocarem meus pés, meu corpo todo se arrepiou e imediatamente comecei a cantar Cold water do Damien Rice. A musica, pra mim, falava sobre alguem desesperado pra falar com Deus, esperando algum sinal, que viesse do céu pra poder seguir em frente. (8)
“... And I can't let go of your hand.Lord, can you hear me now? Lord, can you hear me now? Lord, can you hear me now? or am I lost? (8)
Mas comecei a canta-la só porque a agua estava gelada mesmo.
Quando terminei de cantar a musica e me acostumei com a temperatura da agua vi que o sol estava nascendo redondo e vagarosamente por traz do oceano. Achei que aquela era a hore de falar alguma coisa pra quem pudesse ouvir.
- Eu sei, eu tenho tudo. Eu tenho tudo, realmente! Eu tenho bons amigos, um bom pai, uma boa mãe, por Deus, eu tenho saúde, dinheiro, lugares pra ir, coisas pra fazer, eu realmente tenho tudo. E porque estou gritando? Porque tudo é nada ao lado da única coisa que me falta. E o que me falta? Amor! Não que eu não tenha amor pra dar, eu tenho, e tenho demais, mas não é isso. E também eu tenho pessoas pra amar, eu sei, mas não é isso! Eu quero um amor, aguem não só pra beijar, alguem não só pra conversar, eu quero alguem com que eu possa fazer essas duas coisas juntas, alias, eu quero alguem com quem eu possa fazer tudo junto, quero alguem pra passar as horas, os dias, as noite, quero alguem pra poder vir aqui outro dia e gritar: EU TENHO ALGUEM. Eu não estou pedindo um amor desse que a gente sofre e depois ele parte, mas a gente nunca mais esquece, não. Eu quero um amor de namorado, desse que parecer ser pra sempre, sempre. E eu acho que já tá na hora desse amor aparecer, tá na hora de viver um amor assim, não acha? Eu sei que eu podia estar construindo algo assim, mas fui egoísta e acabei estragando tudo, mas eu quero tentar, quero tentar outra vez. Se for pra sofre eu sofro. É melhor sofrer junto que viver feliz sozinho, não é? A verdade ainda está na simplicidade das musicas? Então eu quero cantar, quero cantar pra ele. Quero amar, cara, e quero muito ser amado. Sei que daí é pedir de mais, mas... se puder ser com ele... é o que mais quero agora.
Eram quatro e quarenta da manhã, e era também hora de ir. Busquei as chaves da porta da casa na cozinha, pulei a janela, abri o primeiro portão, o segundo e já pudia sentir a fria brisa que ventava junto ao dia que nascia lentamente. Escondi as chaves em alguma planta por ali por perto e caminhei em direção a areia. O dia ainda não estava claro, estava quase escuro quando pus os pés na areia e pensei: - Agora só eu e o mundo. - Senti a solidão que sempre sentia tomar conta de todo o mundo. O barulho que o vento fazia era alto, carregando a areira com velocidade, e quando se batiam em algum obstaculo faziam sinfonia. Tudo nesse instante solitário tinha sua própria musica, até meus pés gelados caminhando na areia mais gelada ainda. A agua parecia longe, ótimo, assim teria mais tempo pra aproveitar a solidão do mundo vazio. Só eu e o mundo. As coisas fúteis invadiram minha cabeça, posso dizer que até imaginei que era assim que seria a minha vida se o meu mundo fosse invadido por zombeis. Depois dos zombies veio as pessoas nuas, as festas, e todas as outras coisas que poderia fazer com todo aquele vazio, por ultimo veio você nos meus pensamentos fúteis. De você eu não consegui parar de pensar, nem você nem do mundo só e eu. Pensar em você fez de mim tão vazio quanto o mundo naquela hora, mas cheio de tolas ideias. Bem mais perto da agua agora, com o dia também bem mais claro, sentei na areia e encarei a imensidão do oceano. Pensei: - Só eu e o mundo, e sou tão nada perto dele. Estará o mundo completamente sozinho agora? - Sim, provavelmente. O mundo sozinho e vazio, e eu, também sozinho, cheio de ideia tolas e sentimento implicantes e irritantes crescendo em mim. Pensei em cantar alguma coisa, sempre achei que a vida devia ser um musical, mas todo mundo teria que pensar assim também, e como todo mundo naquele instante era eu, eu pensei o que eu queria pensar. Cantei: (8)
“There can be miracles when you believe, Though hope is frail it's hard to kill.Who know what miracle. You can achieve when you believe somehow you wil.You will when you believe.” (8) Cantei uma tola canção de Mariah Carey, enquanto escrevia meu nome na areia
Cantei uma tola canção de Mariah Carey, enquanto escrevia meu nome na areia. Não escrevi ele todo, apenas Aynore, pois Ravi nada significava pra mim até que o sol estivesse no céu. Uma outra ideia tola me surgiu enquanto admirava o horizonte. Pensei: - Tolice! - Mas não consegui evitar. Levantei-me e comecei a andar na areira, me achei tão idiota o fazendo, mas não pararia até ver o resultado. Quem acompanha esse blog, possivelmente a mesma quantidade de pessoas que haviam na praia quele dia, sabe do que eu estou falando. Fiz um maldito coração de pegadas na areia, o que eu não sabia é que é muito difícil faze-lo com o vento forte soprando a favor de lhe derrubar. Tentar manter o equilíbrio me fez achar tudo aquilo muito divertido. Divertido? Como podia ser? Uma coisa tão tola... Descobri que as coisas tolas são as mais divertidas pelo tamanho do meu sorriso. Sorrir era uma novidade, deixei de assistir Dexter e pulei aquela janela pra ir na praia esvaziar minha mente e alma, mas acabei me enchendo de sentimentos e sorrisos. É assim que é, tentar te esquecer? Não pode ser, mas eu estava me divertindo. Quando achei ter terminado o coração tomei uma certa distancia pra poder admira-lo. Vi um estranho, torto e lindo coração desenhado na areia, e ao seu lodo o nome Aynore. Eu queria tirar uma foto pra te mostrar, te mostrar o quanto gostar de você, mesmo depois da “separação”, me deixava bobo, até cogitei a possibilidade de voltar até a casa e pegar a câmera, mas não, ninguém precisa saber. Olha só, ai vem as palavras que me lembram você e que me enchem desse sentimento irritante. Mais uma vez, pisando em minhas próprias pegadas pra desenhar o coração eu cantei: (8)
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“ Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder. deixo assim ficar subentendido.Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby. A beleza é mesmo tão fugaz!É uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer.Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então, a alegria que me dá isso vai sem eu dizer...E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer (eu vou sobreviver).O que eu ganho, o que eu perco Ninguém precisa saber!” (8).
Essa definitivamente não é minha canção, é essa é sua canção! Mas me pareceu um tanto confortável naquele momento.
Quando os primeiros raios de sol fizeram o céu ficar como deveria as cinco e vinte de manhã, eu achei que era hora de um contato mais profundo com a natureza. Tirei a camisa, amarrei em uma pedra qualquer pra ela não sair voando, e fui direto pro mar, pronto para lavar a alma. Quando senti as pequenas ondas tocarem meus pés, meu corpo todo se arrepiou e imediatamente comecei a cantar Cold water do Damien Rice. A musica, pra mim, falava sobre alguem desesperado pra falar com Deus, esperando algum sinal, que viesse do céu pra poder seguir em frente. (8)
“... And I can't let go of your hand.Lord, can you hear me now? Lord, can you hear me now? Lord, can you hear me now? or am I lost? (8)
Mas comecei a canta-la só porque a agua estava gelada mesmo.
Quando terminei de cantar a musica e me acostumei com a temperatura da agua vi que o sol estava nascendo redondo e vagarosamente por traz do oceano. Achei que aquela era a hore de falar alguma coisa pra quem pudesse ouvir.
- Eu sei, eu tenho tudo. Eu tenho tudo, realmente! Eu tenho bons amigos, um bom pai, uma boa mãe, por Deus, eu tenho saúde, dinheiro, lugares pra ir, coisas pra fazer, eu realmente tenho tudo. E porque estou gritando? Porque tudo é nada ao lado da única coisa que me falta. E o que me falta? Amor! Não que eu não tenha amor pra dar, eu tenho, e tenho demais, mas não é isso. E também eu tenho pessoas pra amar, eu sei, mas não é isso! Eu quero um amor, aguem não só pra beijar, alguem não só pra conversar, eu quero alguem com que eu possa fazer essas duas coisas juntas, alias, eu quero alguem com quem eu possa fazer tudo junto, quero alguem pra passar as horas, os dias, as noite, quero alguem pra poder vir aqui outro dia e gritar: EU TENHO ALGUEM. Eu não estou pedindo um amor desse que a gente sofre e depois ele parte, mas a gente nunca mais esquece, não. Eu quero um amor de namorado, desse que parecer ser pra sempre, sempre. E eu acho que já tá na hora desse amor aparecer, tá na hora de viver um amor assim, não acha? Eu sei que eu podia estar construindo algo assim, mas fui egoísta e acabei estragando tudo, mas eu quero tentar, quero tentar outra vez. Se for pra sofre eu sofro. É melhor sofrer junto que viver feliz sozinho, não é? A verdade ainda está na simplicidade das musicas? Então eu quero cantar, quero cantar pra ele. Quero amar, cara, e quero muito ser amado. Sei que daí é pedir de mais, mas... se puder ser com ele... é o que mais quero agora.
Ah, como é bom mergulhar de cabeça em uma onda salgada junto com os primeiros raios de sol. Me senti lavado, me senti bem, me senti tranqüilo. Desabafei com o mar, com o céu, as noves e o próprio sol. Ravi agora me fazia muito sentido. Por ultimo fiquei parado olhando o sol e sentindo as onda baterem com violência no meu peito, e disse: - Você é o meu pai.
Sai da agua, pessoa de idade já andavam pela praia fazendo exercícios, mesmo molhando, vesti minha camisa e admirei mais uma vez o coração de pegadas, fui até o nome Aynore e com a mão apaguei o A e depois o Y. Restou apenas você e o coração. A praia agora cheia de gente, como eu cheio de sentimento.
Eu disse que aquela musica era mais sua que minha. - Voltei pra casa sorrindo e cantando With a little help from my friends dos Beatles.
Sai da agua, pessoa de idade já andavam pela praia fazendo exercícios, mesmo molhando, vesti minha camisa e admirei mais uma vez o coração de pegadas, fui até o nome Aynore e com a mão apaguei o A e depois o Y. Restou apenas você e o coração. A praia agora cheia de gente, como eu cheio de sentimento.
Eu disse que aquela musica era mais sua que minha. - Voltei pra casa sorrindo e cantando With a little help from my friends dos Beatles.
Depois disso ainda preciso dizer que te amo?
Preciso, e vou dizer.
=)
Preciso, e vou dizer.
=)
Arrocha TchÊ!






