segunda-feira, 26 de março de 2012

Um acabou de premio.

Na verdade a preguiça faz com que você perca muitas coisas boas na sua vida. A preguiça de sair andando de um lugar a outro impede que você pense mais, que reflita, que observe... Se eu tivesse um carro eu teria escutado apenas 30% das musicas que já escutei até hoje na minha vida. Eu não teria vivido e visto tanto pelas ruas. Aprendido muito menos. Carro é uma coisa que te estressa, que te deixa impotente, sem criatividade. A liberdade de estar a pé em um engarrafamento que ontem me deixou quase uma hora parado não tem preço. Quantas coisas você deixou de pensar por que o caminho do seu trabalho pra casa é curto quando se esta de carro? Quantas musicas você não ouviu por que não dava tempo nem de chegar na metade do CD? Quantos problemas você deixou de resolver? Ontem, de carro, passamos por um travesti. Um mini travesti. Não era o Laerte. E esse travesti me chamou a atenção por que ele era bonito. Digo, eu achei ele bonito. Eu queria parar e conversar com ele. Saber da vida dele, do nome dele de verdade... Sei lá. Mas eu estava de carro, nem tempo pra observar eu tive direito. Me encantei com o travesti, tive um sonho e me masturbei pensando nele. Se eu pudesse, se eu tivesse condições... Eu iria querer sair com ele, transar com ele, se tivesse que pagar pagaria... Sei lá. Me interessei pelo traveco, não minto. Eu vivo falando que quero ser um travesti, mas não quero. Quero ser um Crossdresser, ou melhor, uma Drag Queen. Ainda vou fazer isso, vou escolher um dia na semana e vou me vestir de Angel e vou sempre fazer isso. O mais bacana de ser você mesmo é poder fazer as coisas que você quer fazer sem ter certeza se é isso mesmo que você quer. Consequências? É de rir, né? Consequências estão ai o dia todo. A pior delas é a morte e você pode morrer do nada sem nem ter feito nada. É verdade que eu não faço a mínima ideia do que eu quero. Eu tenho que terminar o que comecei essa é a única coisa que eu deveria querer. Não Wandson Rocha repetidamente. A sexualidade é premio. Eu estou me repetindo isso bastante nos últimos dias. Vai que funciona... Mas eu não acho que eu mereça prêmios agora. Digo, é cedo... E não há nada que eu faça que ganhe Wandson Rocha como premio. “Acabou, Ravi.” Eu falo pra mim mesmo as vezes, mas esperança... Ah, a esperança... É começar a falar de Wandson e eu começar a não saber mais de nada. Acabou, Ravi. E nem disso eu sei. Wan é uma das coisas que eu comecei e que nunca vou terminar. Cadê premio agora? Comi um Subway hoje e pensei como seria legal conhecer o amor da minha vida no subway. Pensei também que podia ser em um atropelamento ou na internet, no cinema, em uma rodoviária. Lembrei que alguns desses já aconteceram. É premio, Ravi. Eu estava muito bem, eu ainda estou, eu só fiquei com saudades. Uma saudade, pela primeira vez, sexual. Foi olhar pra boca dele e para pra pensar em todas as coisas que eu podia fazer com ela. Ridículo. O que me leva a pensar... Se eu tivesse um carro... Talvez eu não tivesse pensado em nada disso. E tudo começa assim:

http://cinemagr.am/show/1533255

E o resto do meu dia foi sugado e transformado e pura saudades.

O remédio que a medica me receitou ainda não chegou. Nem ele, nem a bicicleta!

Vou ficar bem, eu vou!

Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

Esse foi um dos posts mais mal escritos que já fiz na minha vida.


Tudo termina assim: http://cinemagr.am/show/1533255

A falta de coragem.


Vez em quando ele muda de um lugar a outro.
Mas diferença nem uma faz.

Depois de muitos mundos e mudas, ainda haverão canções pra Wandson. Mais um, mais uma!

Eu devo falar? Eu devo me dar ao trabalho de cumprimentar? Sou fraco se deixar tudo do jeito que está? Eu me afundei e voltei com a culpa. Acho que não sou bom! Acho que estou louco.

Eu devo ir se ela chamar meu nome? E se ele sangrar... Eu devo limpar a macha? E se eu estiver pra baixo, com sempre... Posso me afogar nesta chuva? Posso?! Acho que não sou bom, não mesmo. Acho que sou maluco.

Odeio a parte quando você diz que nunca lutei por você. Às vezes, sem perceber, você respira sobre minha pele inteira e sempre termina mais perto do que o possível, do que o real. Aí que eu cedo!

Eu devo confessar as ações dos meus gestos? Em minha mente... Em minha mente... Eu me trairei novamente. Então subir? Praí? Pra quê? O que ganharei com isso? Isso não é bom! Não. Isso é loucura!

E você sempre termina mais perto do que o possível, do que o real.

E é aí que eu cedo!

Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

quarta-feira, 14 de março de 2012


Eu nunca achei que fosse receber presente mais foda do que as flores de Vinícius Cibella ou as cartas de Wandson Rocha, mas PUTA QUE O PARIUUU!...

Eu não tenho palavras pra descrever.
Er...
As flores foram uma coisa tão inesperada que marcaram a minha vida de uma maneira que... eu não quero ganhar mais flores de mais ninguém na minha vida só pra quele se torne pra sempre um momento único. Eu me senti importante ali.

As cartas... eu não imaginava que alguém pudesse gostar de mim a ponta de desenhar linhas tão perfeitas e escrever coisas tão bonitas em milhões de folhas e traços e cores... Eu me senti incrivelmente querido quando li as cartas. Querido a ponto de alguém ter tido todo aquele trabalho só pra me contar o quanto gostava de mim.

MAS, PUTA QUE O PARIU.
HOJE FOI FODA.

Nas flores, nas cartas eu senti muitas coisas, mas que não sei se podem ser comparadas com o que eu to sentindo agora.

Acabei de receber uma carta de Beatriz Fernanda.
Uma carta linda, colorida de canetinha, cheia de imagens, letras de musicas e verdades absolutas que eu não consigo admitir pra mim mesmo, uma foto de nos dois, um coração vermelho, colada com esparadrapo e um puta de um carinho enorme maior que todo o amor desse mundo.
Eu não chorei nos outros presente, mas estou desabando com esse.
Importante, Sim.
Querido, muito muito.
Mas agora.
Necessário e AMADO.
Eu nunca me senti tão amado na minha vida como me sinto nesse exato momento.
Ah...
Eu só consigo olhar pra carta e pensar; CARALHO, RAVI, VOCÊ TEM TUDO ISSO E SE ATREVE A RECLAMAR?
Ah...
Eu sou assim, eu reclamo...
Eu nunca vou ser capaz de agradecer isso a altura, Bea.
Como não fui com Vine e não fui com o Wandson.
Mas... putamerda... eu não sei.
Tudo que eu tenho é pouco e vai sempre ser,
mas esse sorriso que você quis é seu pra sempre e sempre.
É meu único grande bem e se eu tiver que dá pra alguém que seja pra você.
De quebra leve meu amor, que é estranho, quebrado, mas é puta sincero, principalmente por você.
Nunca vou saber como me comportar diante disso.
Ah...
Obrigado, Bea.
As vezes a gente só precisa saber dessas coisas,
e você encontrou a melhor maneira de me mostrar.
Esse foi o seu abraço pra mim.
Quanto ao meu, você vai ter sempre que precisar.

Não sei qual a solução pra minha tristeza,
mas sei que independente dela vou ter 2 ou 3 amigos ao meu lado.
E isso, por mais clichê que seja, é verdadeiramente do caralho!

Brigado por ter me contado aquela historia sobre o menino japonês que morava longe no primeiro dia que a gente conversou.
Você era a menina louca pra tirar fotos
e eu o menino (bichinha promiscua) predestinado a me apaixonar loucamente por você.





Ravi Aynore.

Arrocha Tchê.

terça-feira, 13 de março de 2012

Uma espiada no futuro do meu tédio.



Eu não sei que porra que teve naquele dia, se é que teve alguma porra. Eu não lembro como aconteceu, só percebi que estava acontecendo. Nunca, nunca tinha passado pela minha cabeça que... enfim. Eu estava sentando... Deitado no sofá, vendo TV. Ele na rede, quase dormindo. Velho, a gente não estava se falando direito, não sei por que ao certo. Coisa de alguma menina que ele era afim, sei lá. Eu de saco cheio de ouvir, namorando com outra que ele se quer gostava. Naquele dia a gente simplesmente se falou pouco. Ele ficou na rede um tempão do caralho, mexendo no computador, rindo sozinho e eu com a tv ligada achando tudo um puta de um tedio. Dai ele me levanta do nada e vai até a cozinha. Eu já achava ele bonito, velho. Acho a cor da pele dele uma coisa de outro mundo e tinha traços tão peculiares. Fora que era alto, meio alto, mais alto que eu e tinha umas pernas bonitas. Ele usando o caralho do short Carla Perez, que é um short que a gente apelidou assim porque fica meio apertado em todo mundo. Na moral. Pela primeira vez olhei pra ele com olhos de: CARAAAAAALHO. Ele foi até a cozinha pegar agua e perguntou: Quer coca? Eu levantei de surdo que era e dei uns dois passos em direção a porta da cozinha e fiz: Quê? Do nada estamos em pé, um na frente do outro, sem camisa ele de Carla Perez e eu de Moletom. Não se que caralho foi que deu a gente começou a se beijar. Uma pegação bruta do caralho! Ninguém entendeu o que tava acontecendo ali. Ninguém tava entendendo porra nem uma. Eu não lembro de ter pensado nada a não ser : Se eu largar desse beijo o clima vai ficar bem estranho. Ele deve ter pensado exatamente a mesma coisa, por que, qualquer coisa que a gente fizesse a gente fazia sem parar de se beijar. Medo do caralho eu tava por que tinha mais gente em casa. Eu lembro que a gente foi pro quarto. Carla Perez voou longe e meu moletom ficou no caralho do caminho da cozinha até o quarto. Eu deitei ele na cama e ele com a maior cara de cu: Eu nunca fiz nada com nem um cara antes. E eu comecei a chupar ele antes que pudesse começar a conversar sobre qualquer coisa. Eu gosto de falar, mas tem coisas que eu gosto mais de fazer. Ele tava fazendo muito barulho, filho da puta, me dava raiva. Ele quis me chupar e eu não deixei. Deitei pra um lado. Queria parar. E ele veio com: E agora a gente faz o que? Eu ia falar, mas preferi beijar mais ele. Tava pronto pra ir embora já, mas ele enlouqueceu. Sexo é coisa de gente doida possuída. Disso pra frente foi só uma coisa. Sexo! Ele me comeu e eu não tava mais nem ai pra nada. Quando ele acabou eu fui no banheiro e tomei meu banho de culpa. Sai, entrei no quarto, vesti meu jeans, coloquei minha camisa e ele disse: A gente não devia ter feio isso. Pior coisa do mundo é homem quando goza. Calcei meu tênis, coloquei a mochila nas costas e tentei sair.

- Vai pra onde.

- Casa?!

- Pq?

- Pq eu não to afim de ficar aqui escutando você dizer o quanto a gente não devia ter feito isso.

- Mas, doido...

- Eu quis ter feito isso hoje. Eu queria ter feito isso a muito tempo atrás.

- Mas e Talita?

- Meu cu, viu.

Ele levantou e me deu um beijo. Tentou ser o pior romântico que poderia existir.

- E se eu quiser que você fique?

- Ai é problema seu.

- Serio, Ravi, fique.

- Não, vei... Que que eu ganho com isso? Nada. Pra vocês é só sexo, pra mim é outra merda pior. Falou.

- Falou.

Me deu outro beijo, me escreveu uma carta e nunca mais!



Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Todas as migalhas para os podres que não conseguem ler o que os outros podres escrevem.


Ser teu pão, ser tua comida e/ou todo amor que houver nessa vida. Pura palhaçada isso. Estou bem cansado de vomitar, de me adaptar as situações. Quero não fazer sentido, ser movido pelos sentimentos ferir que tiver que ser ferido. Eu acho que estou sempre lá, mas não estou. Acho que não sou egoísta, mas é só o que sou. Pensando só em mim e em minha solidão. Se você comprar o meu problema, a minha situação e condição com a de outras pessoas, vai parecer palhaçada. Eu me sinto culpado por estar rodeado de problemas bem mais intensos e mesmo assim desejar maconha, pó ou qualquer outra droga de distração. Sei lá o que esta acontecendo comigo. Parei pra olhar o céu e me senti tão fraco. Por que eu preciso de drogas e Lucas não? Eu cresci e fiquei mais fraco. Ele ainda não cresceu e já se mostra mais forte que eu. O meu mundo caiu? Quando foi que isso aconteceu? Eu não lembro. Não foi o Wandson, não foi Dandolo ou Jonta. O que foi, então? Uma hora alguém vai me dizer: Tome um rumo. E eu não vou poder fazer nada. Eu não acho que ninguém esteja mais tomando rumos. Digo, quem é Jéssica fora a namorada de Cassio? Eu não queria a mediocridade para meus amigos? Mas quem vai ser Jonta? Não gosta do curso, não gosta de nada. Que rumo que estamos tomando? Pra onde e para o que estamos caminhando a ser? Eu não acho, hoje, que Jonta vá se tornar alguma coisa além do namorado de Rafaela. Digo, com o que sonhamos? O que queremos ser agora que já crescemos? Nada. Estamos bem satisfeitos com nossas Rafaelas e nossos Cassios. Antes eu tinha um problema com as pessoas que se eram namoradas, e depois tive problemas com as pessoas namoradoras, hoje o problema já não são mais as pessoas. Digo, eu adoro Rafaela, mesmo não concordando com muita coisa. E não tenho nada contra o ser Cassio, mesmo achando que ele não é o tipo de pessoa que quero como amigo. Estou OK com as pessoas, já me convenci da ideia de que nunca foram eles, e sim eu, o grande problema. Qual o grande problema? Que eu não tenho ninguém pra que eu seja alguém? Digo, eu teria que ter alguém pra poder ser Ravi, namorado do..., mas eu não tenho e nunca vou ter. Eu sou Ravi, amigo de Jonta, de Jéssica, de Bia, de Oscar, de Luth. Mas é logo que Luth vai pra Italia e logo ninguém vai me ligar a amigo dela. Ninguém mais sabe que é Ravi amigo de Poliana depois que ela foi embora. Quem que fala mais em mim e pensa em Jéssica? Ninguém! Logo logo isso vai acontecer com Jonta também. Ou você acha que não? Eu acho que as pessoas estão se enterrando em relacionamento no lugar de vivê-los. Talvez meu problema seja esse, não correr atrás de um relacionamento pra me enterrar, mas tive uma conversa sobre isso com Dandolo uma vez quando ainda estávamos namorando. Em uma das minhas tristezas eu disse que gostaria de me mudar, viver qualquer coisa em outro lugar? E ele me perguntou: Enquanto a mim? E eu fiquei super indignado me perguntando como uma pessoa conseguia pensar assim, de ser pra sempre de uma só pessoa. Eu não entendi nada. Queria ir comigo? Oi? Não! Temos coisas pra viver, outras pessoas pra conhecer, pra amar... Não gosto de me enterrar nas coisas por que gosto de pular fora. Talvez seja esse o problema com os humanos. Eles, depois de um tempo, não conseguem mais pular fora. Ainda tenho Bia por um ou dois anos. E quando chegar a crise dos vinte e a carência maior? Quando peso da solidão amentar com a idade? Em mim pesa. Pesa pra caralho a solidão, mas nada é mais forte do que a minha inquietude. Devo eu desistir? Sim. Desisti de Jéssica. Passamos pelos vários estágios disso. A raiva, as piadas, o evitar, até que ela precisou de mim e eu não estava lá. Por mais culpado que eu me sinta por não ter estado lá, não faz muita diferença mais pois a muito tempo a gente já não estava mais lá um pro outro. E virou isso: A gente se diverte junto, quando Cassio não esta, quando Cassio esta a gente até se liga pra marcar qualquer coisa, mas só por protocolo ou saudades, por que a gente sabe que vai acabar não saindo mesmo. Estamos passando por isso com Jonta. A raiva já se foi. O evitar comecei, mas ele me apareceu de índio na minha casa, ficou difícil. Estamos nas piadas, que incomodam mais ele do que eu, a não ser que ele tente se explicar, ai meche um pouco comigo por que ele tenta ser compreendido e eu não quero mais compreender. Depois disso vem a indiferença. É a vida querendo me por exatamente no mesmo lugar em que meus amigos estão, na cova dos relacionamentos. Já disse que não posso ir pra cova por que sou inquieto, então, vida, ou vou ficar sozinho porque todos passarão, ou você vai ter que arranjar um passarinho pra ficar comigo. O que eu faria no lugar deles? Nada. No lugar deles eu estaria me sentindo exatamente como eles, completamente apaixonado ou com medo do que possa acontecer depois. Todos os rumos nos levam para o completo tedio. A diversão de Jéssica vai ser brigar com Jéssica pra se sentir amada enquanto ele tenta voltar. A de Jonta vai ser da uma fugidinha com os Brothers pra tomar uma cerveja a cada três meses, sem avisar a Rafaela. E a minha vai ser ficar pulando de projeto em projeto, de namoro em namoro, de amigo em amigo. E eu vou ser sempre Ravi, o ex de Dandolo, o ex de Wandson, de Vine, de Neto, de Jonta, de Jéssica, de Poliana e Luth, de Tullio, de Thamyres, de Danilo, de Andre, de Carlos Eduardo, de Colt (meu primeiro amigo imaginário). E quando eu não tiver mais meu pai e minha mãe, quando eu estiver sozinho, eu vou querer ter sido como vocês, Iguais a todo o resto. Na verdade, talvez seja esse o meu problema : INVEJA. Inveja do que eu chamo de mediocridade. Na verdade, o medíocre sou eu procurando emoções em todos os lugares enquanto vocês é que estão vivendo as grandes aventuras da suas vidas. O meu problema é a perda de tesão constante. Meu tesão vai-se embora junto com cada cigarro que eu já fumei pra me distrair. Se eu faço uma peça de teatro, meu tesão vai embora e eu não quero mais ver teatro. Se eu namoro, meu tesão vai embora e eu não quero mais me namorar. Se eu dirijo um filme, meu tesão vai embora e eu não quero mais brincar de cinema. Felizmente, pra mim, as coisas são cíclicas, eu posso voltar ao teatro até enjoar outra vez. Posso namorar outras milhões de vezes. E posso até fazer outros filmes. Mas sempre vou perder meu tesão e sempre estarei suscetível a solidão. Qual a idade máxima pra se fazer novos amigos? Até quantos anos você pode se enquadrar nos padrões da sociedade? Eu sinceramente espero que já seja tarde demais pra mim. Por que eu assisto a vida de você e não vejo isso sendo nem um tipo de vantagem pra mim, mas aposto que é exatamente a mesma coisa que vocês sentem quando olham pra mim. “Pobre coitado, tão sozinho. Tinha um bom namorado, mas preferiu falar a verdade e viver uma aventura tola.”. É isso que eu penso de muitos. De outros eu já penso: Caralho, queria poder amar assim. Mas quem sou eu, né? Melhor... De quem sou eu? Ou De quem sou ex?

Fumei meus cigarros olhando pro céu hoje e vejam como ele não tem mais nem uma beleza.







Ravi Aynore!


Arrocha Tchê!

Lets never stop falling in love.

Depois Bia diz que me acha bonito.
Amizade, tanto quanto boceta,
deixa a pessoa cega!

Arrocha Tchê!

sábado, 10 de março de 2012

Pura triteza e decepção humana.

Ao que me resta... Escrever. Olhe, eu vou dizer. Eu sou uma pessoa INCRIVELMENTE chata. Eu devo ser o cumulo do entediante, não? As historias são sempre as mesmas, os dramas sempre os mesmos. Se você me conhece sabe que eu estarei reclamando da minha barriga, do meu cabelo e dos meus amigos em certa de segundos. Eu certamente não entendo vocês. Eu sou o maior dos cornos e o pior dos namorados exatamente pelo mesmo motivo, por querer cuidar demais. Ninguém gosta dos que cuidam demais. D só namorou comigo por um bom tempo por que eu era relaxado, não gostava muito de ficar demonstrando o meus sentimentos a toa, diferente de V, E e L, que acabaram namoros comigo por que eu assumi que necessitava deles pra viver. W andou pelo mesmo caminho. Era meu até perceber que eu estaria disposto a fazer qualquer coisa por ele. Quando a pessoa lhe tem por inteiro, você já não é mais interessante. É como um quebra cabeças de muitas peças, desses que você demorar pra montar. Uma vez que você termina o quebra cabeças, você não o desfaz e começa a montar outra vez. Que graça tem? Humanos! Mas não posso culpa-los, posso? Ao final das contas sou exatamente do mesmo jeito. Veja Bolinha. É claro o interesse dele por mim, mas e por que eu não me interesso nele? Seria tão mais fácil se eu cedesse. Ou se Lucas cedesse. Ou se Bia cedesse... Pessoas evitando pessoas a espera de pessoas que as evitem. Somos realmente muito estúpidos. Estúpidos a ponto de fazer colagem de fotografias entre o menino que você ta afim e a menina que ele ta afim e colar na parede do quarto. Eu sou ridículo a esse ponto, e mais... Eu quis ficar com a colagem, mas ele também quis, e eu sou exatamente corno pra ceder isso a ele. Ainda pude ficar com uma. Esta em um porta retrato na cabeceira da minha cama. Gosto de ver um sorriso, não me bastas, mas sou apaixonado pela beleza de um sorriso. Sonhei outra vez com W. Esse blog aqui, só serve pra que o W continue não gostando mais de mim, por que, o que faço aqui é exatamente o contrario do que deveria fazer. O que faço aqui é contar, pra ele, e pra todo mundo, que ainda sou apaixonado por ele. O que é que eu ganho? A minha livre expressão! O que isso me vale? Muito, que não vale nada, na verdade. Ninguém ta nem ai pra isso. Tive outro sonho simples com ele. Éramos crianças, eu cortei uma rosa azul de um jardim e dei pra ele, ele me retribuiu com um beijo na boca. Teria sido meu primeiro beijo no sonho. E fim! Sem grandes perseguições, elevadores de drogas. Eu sonhando com amores simples e as pessoas procurando por coisas pra complicar. Estilo G, que lê as coisas que escrevo e por falta do que fazer insiste em discutir sobre elas. É tão mais simples quando a gente deixa... Na verdade, eu não sei quando é que se torna mais simples. Todo mundo já pensou em suicídio, certo? Quando eu era melhor, uma vez, eu tentei me matar. Eu deitei na minha cama e repeti pra mim mesmo: Eu não vou mais acordar. Esse foi i mais perto de uma tentativa de suicídio que eu cheguei. No outro dia choveu bastante e eu tomei o melhor banho de chuva da minha vida. Pensei: Porra, se eu tivesse morrido eu não iria viver isso. Desde então nunca mais pensei ou compreendi o lance das pessoas com suicídio. Muitas pessoas morreram, meu primo, um deles. Uma corda no pescoço, clean, mas depressivo. Eu não entendi seus motivos é claro, na verdade nem dei atenção a sua morte pois achava que seria um desperdício do meu precioso tempo. Nada me fez mudar de ideia, ainda acho. Na verdade, esse primo, não ele, mas outros de um outro plano espiritual... Outros que estão tomando conta dele, ao que parece... Tentam me usar como contato pra poder passar recados pra família. Porque, ao que parece, eu tenho essa “facilidade”, digamos assim. Eu não gosto, por isso não do brecha, pode me chamar de egoísta e as porras... Mas quando não tem jeito e eu acabo recebendo alguma mensagem desse tipo eu passo pra meu pai e ele sabe o que fazer com ela. Logico que eu faço isso por e-mail, bem mais fácil que ficar invadindo o sonho das pessoas. Enfim. Chega de papo espirita. Outro dia, de supetão, saquei suicídio, de um jeito que nunca tinha sacado antes. Eu achei que era desespero, que era coisa de momento, mas não... É uma doidera que permanece em você. O ser humano é tão filadaputamente burro, que ele sabe que o que ele esta sentindo nunca vai passar, que vai apenas sumir por uns tempos e depois voltar como se não houvesse remédio que o curasse de vez, ele, sabendo disso, se mata! É bem burrice, vai que chove no outro dia, mas eu saquei. O sentimento de que não se tem remédio é pior quando você vai ficando mais velho. Eu não me vejo tendo família com mais ninguém, e uma das coisas que mais quero ter é uma família. Então pra que viver? Saca? Se eu não vou ter família com a única pessoa que me vejo tendo... Eu seria incapaz de me sujar de sangue em um suicídio. Pular de um prédio, veneno, remédio, tiro, enforcamento... Nahh, nunca teria coragem de fazer qualquer coisa assim, mas pensei como me mataria se fosse me matar. Carro, jogar de um barranco, me entregar a sorte. Assim eu saberia que planos a vida tem pra mim e não levaria toda a culpa caso realmente viesse a falecer. Mas enfim, agora que mencionei isso aqui, vou ter que arquitetar outra maneira ou não, não planejo me matar, não troco a espera da chuva por nada nesse mundo. E se não vier chuva ou um marido ou uma rosa azul, que venham ao menos pessoas e paginas em branco pra que eu possa escrever e gostar e ser ignorado. Achei que não ser egoísta ia me trazer coisas boas em troca. Achei que se coisas boas aparecessem eu iria perceber. Achei tanta coisa. Humano! Acham tanta coisa quando nada esta perdido na verdade. Fazer me apaixonar é fácil, quero ver é olhar nos meus olhos e dizer com toda sinceridade do mundo que não vai desistir de mim. De que adiantaria? Isso deve ser tipo a sentença de fim de tudo, mas alguém que gostaria de tentar. NÃO! NÃO! E NÃO! Por que minha barriga ta enorme, por que eu sou bulimico, por que meu cabelo vai ficar o caos quando eu crescer, pq eu tenho o pau pequeno e sou ruim de cama, por que, por que e por que... Por que a vida me testa pra ver até onde eu vou sem pensar em suicídio. E eu vou longe, pra bem loooooge, onde tem chuva, onde tem chuva...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Fonte de falta do que fazer.

Maria Gadu e outras coisas das quais não deveria falar.

Sonhei com o Wandson. Única maneira que me trás aqui de volta. Eu não vou falar de Lucas. Seria perda de tempo como foi Rabisco. Bla Bla Bla. Na historia dos meus relacionamentos Wandson é o que mais seria perda de tempo, mas eu nunca o vejo assim. A historia da minha vida. Eu sei quem seria capaz de me fazer esquecer. Ian! É não é Yann. É Ian. Gallagher! O ator também é lindo, mas ele é mais possível que o Ian, que é completamente impossível por que é um personagem. Acho que inventei essa possibilidade impossível só pra continuar under the influence of meu sentimento por Wandson. Acho que quero que dure pra sempre essa caricia terna que sinto por ele só por que, talvez, hoje ou algum dia passado, eu tenha aprendido a lidar. Mas um ruivo, branco, de sardas se tornou, completamente meu fraco. Mentira! Eu me rendo automaticamente a qualquer pessoa branca, de cabelo preto encaracolado, nariz grande e fala mansa. Foi assim com Nathan, que não vale a pena falar também. Tenho um fraco por sorrisos e cabelos a lá Maria Gadu também, ao que parecer. Cameron Monaghan o nome do guri que faz Ian. Eu não fiz as contas da idade ele pra não ficar na depressão. Enfim... Sonhei com o Wandson. Pow, que sonho gostoso. É legal falar do Wandson pra alguém novo, sabia? Alguém que ainda não tenha sacado minha dependência carente. O engraçado sobre Wan é que, em todas as minhas mentiras sobre quem eu sou, ele é sempre a pessoa que mais amo. É uma constante nas minhas diversas possibilidades. E Wan, se você estiver lendo isso, o fato de eu ter dito que você é o que mais amo não significa que vou ser infeliz e bla bla bla meu cu. Ok? Eu falei do Wandson pra Lucas outro dia. E você vai me perguntar se eu sou idiota falar de uma pessoa que eu gosto pra outra pessoa que eu to afim. Ei, eu nunca te disse que estava afim de Lucas. Talvez eu não esteja. Talvez eu não devesse ter posto um talvez nessa sentença. Talvez, Talvez, Talvez. Lucas não passa de um talvez na vida... dos outros, na minha é uma certeza, que eu não vou dizer pra vocês já não estragar a surpresa de ler os próximos posts. Certeza é de que eu já perdi muito tempo falando disso. O sonho! Um colégio, no maior estilo escola parque. Sabe, um colégio onde você se sente bem até as tampas. Essa é a escola parque. O clima lá esta sempre tão gostoso. Enfim... Escola Parque! Ele estudava lá, e eu fui visita-lo. Tinha esses intervalos entre uma aula e outra, ele saia da aula e a gente se encontrava no corredor. A gente não se agarrou nem nada, mas a gente ficava sentado um do lado do outro, conversando em um banco de pedra ou de madeira. Uma vez ele me deixou segurar sua mão. Foi bem bonito isso... Visualmente num sonho, eu digo. Foi bastante bonito de se ver, de se sentir, de se sonhar. E esse foi meu sonho. Acordei achando tudo lindo sobre Aracaju e como eu queria continuar mostrando isso tudo aqui pra ele. É a lua cheia. Eu to romântico. Eu deveria estar dormindo, mas Bia passou a tarde na casa de Lucas e eu fiquei com ciúmes. Nahhh, não ciúmes... Inveja! Queria ter alguém que eu fosse afim pra passar as tardes comigo. Acho que essa é a verdade sobre os talvez de Lucas e sobre minha necessidade de achar alguém pra passar tardes; eu não tenho sentido muita coisa, eu não tenho estado afim de mais ninguém. Então sou teu, Wandson Rocha. Sou teu, Ian Gallegher. Sou de ninguém. Nem de todo mundo. To solto por ai. Solto e perdido em Shimballaies e Shameless.

Ravi Aynore

Arrocha Tchê!

Meu medo é da mentira involuntária, dessas que a pessoa diz: “Não vou te deixar.” – Pouco antes de... Te deixar.