segunda-feira, 12 de março de 2012

Todas as migalhas para os podres que não conseguem ler o que os outros podres escrevem.


Ser teu pão, ser tua comida e/ou todo amor que houver nessa vida. Pura palhaçada isso. Estou bem cansado de vomitar, de me adaptar as situações. Quero não fazer sentido, ser movido pelos sentimentos ferir que tiver que ser ferido. Eu acho que estou sempre lá, mas não estou. Acho que não sou egoísta, mas é só o que sou. Pensando só em mim e em minha solidão. Se você comprar o meu problema, a minha situação e condição com a de outras pessoas, vai parecer palhaçada. Eu me sinto culpado por estar rodeado de problemas bem mais intensos e mesmo assim desejar maconha, pó ou qualquer outra droga de distração. Sei lá o que esta acontecendo comigo. Parei pra olhar o céu e me senti tão fraco. Por que eu preciso de drogas e Lucas não? Eu cresci e fiquei mais fraco. Ele ainda não cresceu e já se mostra mais forte que eu. O meu mundo caiu? Quando foi que isso aconteceu? Eu não lembro. Não foi o Wandson, não foi Dandolo ou Jonta. O que foi, então? Uma hora alguém vai me dizer: Tome um rumo. E eu não vou poder fazer nada. Eu não acho que ninguém esteja mais tomando rumos. Digo, quem é Jéssica fora a namorada de Cassio? Eu não queria a mediocridade para meus amigos? Mas quem vai ser Jonta? Não gosta do curso, não gosta de nada. Que rumo que estamos tomando? Pra onde e para o que estamos caminhando a ser? Eu não acho, hoje, que Jonta vá se tornar alguma coisa além do namorado de Rafaela. Digo, com o que sonhamos? O que queremos ser agora que já crescemos? Nada. Estamos bem satisfeitos com nossas Rafaelas e nossos Cassios. Antes eu tinha um problema com as pessoas que se eram namoradas, e depois tive problemas com as pessoas namoradoras, hoje o problema já não são mais as pessoas. Digo, eu adoro Rafaela, mesmo não concordando com muita coisa. E não tenho nada contra o ser Cassio, mesmo achando que ele não é o tipo de pessoa que quero como amigo. Estou OK com as pessoas, já me convenci da ideia de que nunca foram eles, e sim eu, o grande problema. Qual o grande problema? Que eu não tenho ninguém pra que eu seja alguém? Digo, eu teria que ter alguém pra poder ser Ravi, namorado do..., mas eu não tenho e nunca vou ter. Eu sou Ravi, amigo de Jonta, de Jéssica, de Bia, de Oscar, de Luth. Mas é logo que Luth vai pra Italia e logo ninguém vai me ligar a amigo dela. Ninguém mais sabe que é Ravi amigo de Poliana depois que ela foi embora. Quem que fala mais em mim e pensa em Jéssica? Ninguém! Logo logo isso vai acontecer com Jonta também. Ou você acha que não? Eu acho que as pessoas estão se enterrando em relacionamento no lugar de vivê-los. Talvez meu problema seja esse, não correr atrás de um relacionamento pra me enterrar, mas tive uma conversa sobre isso com Dandolo uma vez quando ainda estávamos namorando. Em uma das minhas tristezas eu disse que gostaria de me mudar, viver qualquer coisa em outro lugar? E ele me perguntou: Enquanto a mim? E eu fiquei super indignado me perguntando como uma pessoa conseguia pensar assim, de ser pra sempre de uma só pessoa. Eu não entendi nada. Queria ir comigo? Oi? Não! Temos coisas pra viver, outras pessoas pra conhecer, pra amar... Não gosto de me enterrar nas coisas por que gosto de pular fora. Talvez seja esse o problema com os humanos. Eles, depois de um tempo, não conseguem mais pular fora. Ainda tenho Bia por um ou dois anos. E quando chegar a crise dos vinte e a carência maior? Quando peso da solidão amentar com a idade? Em mim pesa. Pesa pra caralho a solidão, mas nada é mais forte do que a minha inquietude. Devo eu desistir? Sim. Desisti de Jéssica. Passamos pelos vários estágios disso. A raiva, as piadas, o evitar, até que ela precisou de mim e eu não estava lá. Por mais culpado que eu me sinta por não ter estado lá, não faz muita diferença mais pois a muito tempo a gente já não estava mais lá um pro outro. E virou isso: A gente se diverte junto, quando Cassio não esta, quando Cassio esta a gente até se liga pra marcar qualquer coisa, mas só por protocolo ou saudades, por que a gente sabe que vai acabar não saindo mesmo. Estamos passando por isso com Jonta. A raiva já se foi. O evitar comecei, mas ele me apareceu de índio na minha casa, ficou difícil. Estamos nas piadas, que incomodam mais ele do que eu, a não ser que ele tente se explicar, ai meche um pouco comigo por que ele tenta ser compreendido e eu não quero mais compreender. Depois disso vem a indiferença. É a vida querendo me por exatamente no mesmo lugar em que meus amigos estão, na cova dos relacionamentos. Já disse que não posso ir pra cova por que sou inquieto, então, vida, ou vou ficar sozinho porque todos passarão, ou você vai ter que arranjar um passarinho pra ficar comigo. O que eu faria no lugar deles? Nada. No lugar deles eu estaria me sentindo exatamente como eles, completamente apaixonado ou com medo do que possa acontecer depois. Todos os rumos nos levam para o completo tedio. A diversão de Jéssica vai ser brigar com Jéssica pra se sentir amada enquanto ele tenta voltar. A de Jonta vai ser da uma fugidinha com os Brothers pra tomar uma cerveja a cada três meses, sem avisar a Rafaela. E a minha vai ser ficar pulando de projeto em projeto, de namoro em namoro, de amigo em amigo. E eu vou ser sempre Ravi, o ex de Dandolo, o ex de Wandson, de Vine, de Neto, de Jonta, de Jéssica, de Poliana e Luth, de Tullio, de Thamyres, de Danilo, de Andre, de Carlos Eduardo, de Colt (meu primeiro amigo imaginário). E quando eu não tiver mais meu pai e minha mãe, quando eu estiver sozinho, eu vou querer ter sido como vocês, Iguais a todo o resto. Na verdade, talvez seja esse o meu problema : INVEJA. Inveja do que eu chamo de mediocridade. Na verdade, o medíocre sou eu procurando emoções em todos os lugares enquanto vocês é que estão vivendo as grandes aventuras da suas vidas. O meu problema é a perda de tesão constante. Meu tesão vai-se embora junto com cada cigarro que eu já fumei pra me distrair. Se eu faço uma peça de teatro, meu tesão vai embora e eu não quero mais ver teatro. Se eu namoro, meu tesão vai embora e eu não quero mais me namorar. Se eu dirijo um filme, meu tesão vai embora e eu não quero mais brincar de cinema. Felizmente, pra mim, as coisas são cíclicas, eu posso voltar ao teatro até enjoar outra vez. Posso namorar outras milhões de vezes. E posso até fazer outros filmes. Mas sempre vou perder meu tesão e sempre estarei suscetível a solidão. Qual a idade máxima pra se fazer novos amigos? Até quantos anos você pode se enquadrar nos padrões da sociedade? Eu sinceramente espero que já seja tarde demais pra mim. Por que eu assisto a vida de você e não vejo isso sendo nem um tipo de vantagem pra mim, mas aposto que é exatamente a mesma coisa que vocês sentem quando olham pra mim. “Pobre coitado, tão sozinho. Tinha um bom namorado, mas preferiu falar a verdade e viver uma aventura tola.”. É isso que eu penso de muitos. De outros eu já penso: Caralho, queria poder amar assim. Mas quem sou eu, né? Melhor... De quem sou eu? Ou De quem sou ex?

Fumei meus cigarros olhando pro céu hoje e vejam como ele não tem mais nem uma beleza.







Ravi Aynore!


Arrocha Tchê!

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